Abril 2020 - Ah! E por falar nisso...

terça-feira, 28 de abril de 2020

Informações úteis para sua maratona de Outlander

terça-feira, abril 28, 2020 0
Procurando uma série longa, com elementos de fantasia e ficção científica, e um estilo novelão envolvente (no melhor dos sentidos!), para maratonar por dias? Então, é hora de conhecer Outlander.
Vem que é sem spoiler!
Série do canal estadunidense Starz baseada nos livros de Diana Gabaldon, já tem cinco temporadas e uma sexta confirmada. No Brasil é exibida na Fox Premium, enquanto a Netflix possui as primeiras temporadas (o quarto ano estreia em 11 de maio). Conta a história de Claire Randall (Caitriona Balfe), enfermeira que serviu na Segunda Guerra Mundial, que é transportada misteriosamente para o ano de 1743, em meio aos levantes jacobitas na escócia.

Informações úteis para sua maratona de Outlander


1 - A maioria dos personagens são fictícios, mas o contexto histórico está correto. Ficção histórica, lembra?

2 - A trama se passa no período das revoluções Jacobitas, às vésperas da derradeira e sangrenta Batalha de Culloden em 1746. Os levantes jacobitas foram uma série de insurreições, rebeliões e batalhas nos reinos da Inglaterra, Escócia e Irlanda ocorridas entre 1688 e 1746, para reconduzir Jaime II de Inglaterra, e mais tarde os descendentes da Casa de Stuart, ao trono. É claro, o marido de Clair relembra tudo isso antes da aventura começar, para que a moça (e nós) tenhamos a vantagem do conhecimento que todo viajante do tempo tem.

3 - A proposta inicial de explorar a revolução Jacobita é encerrada nas primeiras temporadas. Depois disso, novos desafios históricos são impostos aos protagonistas.

4 - A busca de locações, recriação de cenários e pesquisa de costumes, também é caprichada. Os grande castelos, e belas paisagens escocesas e design de figurinos criam uma Escócia ao mesmo tempo realística e fantástica. Este estilo segue quando os personagens visitam outros países. Fazendo jus à boa pesquisa do material original.

Sobre o material original...

5 - A série é uma adaptação da principal obra da escritora estadunidense Diana Gabaldon. Seus livros mesclam fantasia, ficção científica, romance aventura e ficção histórica. Os "tijolos" de mais de 600 páginas começaram a ser publicados em 1992, já tem oito volumes publicados e um nono em produção. Além de vários títulos relacionados.

Os principais são:
A Viajante do Tempo (1991), A Libélula no Âmbar (1992), O Resgate no Mar (1993), Os Tambores de Outono (1996), A Cruz de Fogo (2001), Um Sopro de Neve e Cinzas (2005), Ecos do Futuro (2009), Written in My Own Heart's Blood (2014, ainda sem tradução no Brasil) e Go Tell the Bees That I am Gone (ainda sem data de lançamento).


6 - As edições atuais dos livros publicados pela Editora Arqueiro, vem com o título Outlander em destaque, por causa da série. Aqueles que já foram adaptados também ganharam capas ilustradas com imagens da série.

7 - A cada temporada da série um livro inteiro é adaptado, o que provavelmente resulta em muitos cortes e reduções. Apesar disso a série continua bastante fie aos livros. Até o momento cinco deles ganharam versão para as telas.

8 - Como professora pesquisadora, Gabaldon decidiu que seria mais fácil para ela escrever um romance histórico. O que ela começou a fazer, apenas para praticar a escrita. É a mescla de eventos reais com ficção, e uma pesquisa histórica extensa que chama atenção em sua obra.

9 - Gabaldon escolheu situar sua história na Escócia da metade do século XVIII, e nomear seu protagonista masculino de James, após assistir à uma reprise de Doctor Who. Em The War Games, sétimo e último episódio da sexta temporada clássica da série do Time Lord, um dos companheiros do Doutor era um jovem escocês de 1745, com cerca de 17 anos, chamado Jamie McCrimmon (Frazer Hines).

De volta à série...

10 - Não é um programa para toda a família. A censura é 16 anos, já que as cenas de romance tórridas entre os protagonistas são transportadas das páginas para as telas. Ah, e tem bastante violência também.

11 - Sim, a moça logo, logo, arruma um belo pretendente escocês, Jaime Frazer (Sam Heughan) Embora seja casada em seu tempo Frank Randall (Tobias Menzies). O romance entre os dois, e os sentimentos divididos da moça, ocupam boa parte da trama.

12 - O estranhamento de Clair com os costumes, e o embate de conhecimentos e hábitos ente pessoas de épocas distintas também permeia a série.

13 - Magia e bruxaria também estão entre os temas da série. Afinal, além de saber do futuro Claire é uma enfermeira do século XX, cheia de conhecimentos e habilidades que não deveria ter, uma bruxa para os escoceses do século XVIII.

14 - Falou em escócia você pensa em duas coisas, kilts e gaitas de fole. Tem isso tudo na série. Os atores admitem usar a vestimenta tradicional de forma autêntica, ou seja, sem nada por baixo. Não que isso seja exatamente um segredo no caso do protagonista masculino.

15 - Já as gaitas de fole podem ser ouvidas na bela abertura, que sempre encerra com imagens distintas para cada episódio. A canção tema também ganha novas versões com instrumentos diferentes conforme os personagens mudam sua localização.

16 - A equipe da série escolheu manter as palavras em gaélico em vez de traduzi-las para o inglês, explorando a incapacidade da narradora/protagonista Claire de compreender o idioma e deixando a viajante ainda mais perdida.

17 - E por falar em localização, é uma série que viaja bastante. Dando trabalho para pesquisa e direção de arte, que adaptam figurinos, cenários e costumes de cada lugar.

18 - A série usa câmera digitais Alexa, capaz de ligar com condições de pouca luz. Isso permite que a fotografia use menos iluminação, mais compatível com as velas, candelabros e lareiras da época que se passa a história. E fornecendo um charme extra para a fotografia.

19 - O castelo de Doune no distrito de Stirling, na Escócia foi usado como locação para o castelo Leoch. O local é famoso por ter sido usado em Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado e em Game of Thrones, onde foi Winterfell.

20 - E já que falamos de Game of Thones, tem uma galera que participou das série da HBO em cena. O mais reconhecível é Tobias Menzies (Frank Randall / Jack Randall), o "Tio Edmure". Tim McInnerny (Father Bain) foi Robett Glover, Clive Russell (Lord Lovat) o Peixe Negro, Ian Hanmore (Father Anselm) foi Pyat Pree e Rupert Vansittart (Lord William Dunsany) interpretou Yohn Royce.

21 - Já os protagonistas Caitriona Balfe e Sam Heughan, não tiveram grandes papéis antes de Outlander. Foi esta série que tornaram seus nomes conhecidos.

Diana Gabaldon
22 - Diana Gabaldon, a autora, fez uma participação especial no episódio The Gathering, o quarto da primeira temporada. Ela interpreta Iona McTavish, que fala com Mrs. Fitz (Annette Badland) enquanto ela acompanha Claire para assistir a cerimônia de juramento.

23 - A primeira temporada da série tem 16 episódios, as demais tem 13. Todas elas estão na Fox Premium, enquanto a Netflix possui as primeiras temporadas (o quarto ano estreia em 11 de maio de 2020).
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Drama, romance, magia, guerra, fantaisa, ficção-ciêntífica, história real... Outlander, tem de tudo um pouco em uma produção caprichada. O tom pode soar meio novelesco para alguns, mas atire a primeira pedra, quem não se empolga com uma novela bem feita. 

Leia outros mais Dicas para sua maratona de diferentes séries. 

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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Um Amor, Mil Casamentos

sexta-feira, abril 24, 2020 0
O início de Um Amor, Mil Casamentos é extremamente promissor, com sua narração sobre possibilidades e acaso ilustrada por um primeiro beijo frustado. Um evento aleatório impede a união do casal Jack (Sam Claflin) e Dina (Olivia Munn), que segue suas vidas com a sensação de oportunidade perdida, e imaginando o que poderia ter sido. A proposta de explorar as variações de uma situação e seus resultados é interessante. Infelizmente, a produção da Netflix fica apenas na promessa.

Anos mais tarde Jack e Dina tem a oportunidade de se reencontrar, no casamento de Hayley (Eleanor Tomlinson) irmã dele e amiga dela. A partir daí a proposta é explorar as possibilidades de sucesso do casal, e de outros personagens, a partir da disposição de lugares na mesa durante a festa.

O problema é que a produção não explora de fato estas tais múltiplas possibilidades. Levando quase metade do filme apenas para situar as peças na mesa, quando de fato é hora de mostrar as diferentes variáveis a produção não tem tempo, e vontade de fazê-lo. As opções se limitam à duas, a versão que dá certo, e a mais catastrófica. As demais ficam relegadas à uma montagem rápida no meio da produção, e uma tentativa de humor durante os créditos.

O descarte da possibilidade de explorar diferentes versões do mesmo dia, à estilo de Feitiço do Tempo, não seria tão lamentado, se as duas opções mostradas fossem bem conduzidas. Entretanto estas se resumem a um amontoado de escolhas ruins, e motivações mal desenvolvidas.

O exemplo mais gritante é de um personagem determinado à arruinar o casamento, suas motivações são as mesmas em ambas as versões, assim como o discurso de quem tenta impedi-lo. Mesmo assim, ele tem atitudes diferentes em cada uma delas, sem que as circunstancias, o tal acaso que a narração defende logo no inicio do filme, tenham mudado.

Os demais personagens seguem este padrão, cada um preso aos seus estereótipos, a ex-irritante, a amiga esquisita, o solteirão inconveniente, e por aí vai. Alguns deles com perfis tão rasos que se limitam a repetir a mesma piada ao longo de toda a projeção. Como o convidado inseguro com o tamanho da genitália, e outro que não consegue ajustá-la em sua vestimenta. Observe aqui, uma obsessão desnecessária, e nada engraçada, com piadas sobre os órgãos sexuais masculinos.

O elenco, que traz bons nomes, não tem muito o que fazer com um roteiro tão pouco inspirado. A exceção é Joel Fry, que arranca um ou outro sorrizo como o melhor amigo esquisto, um papel bem parecido com o que ele entregou Yesterday, mas sem a riqueza de material do filme pautado pelas músicas dos Beatles. Outros rostos conhecidos em cena são Freida Pinto, Aisling Bea, Jack Farthing e Tim Key.

Escolhas de direção, fotografia, figurino e trilha sonora entrega, apenas o básico do gênero. O que não é nenhum absurdo em se tratando de comédias românticas, um estilo que geralmente aposta mais em situações inusitadas e relações dos personagens, do que em estripulias técnicas. Entretanto, poderiam ser um atrativo extra em um roteiro pouco inspirado.

Baseado na produção francesa Plan de table (não, não é uma ideia original), a proposta de Um Amor, Mil Casamentos, oferecia dezenas de possibilidades narrativas. Entretanto, o acaso levou o projeto às mãos pouco inspiradas de Dean Craig, que não descobriu uma forma interessante de explorá-lo. Curiosamente, ou não, uma situação semelhante à de seus personagens, incapazes de lidar com o que tem em mãos, afinal, sempre é possível pedir para trocar de lugar na mesa. O resultado é uma comédia romântica, arrastada e aborrecida, sem graça e sem romance.

Um Amor, Mil Casamentos (Love Wedding Repeat)
2020 - Reino Unido, Itália - 100min
Comédia romântica


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terça-feira, 21 de abril de 2020

Informações úteis para sua maratona de The Act

terça-feira, abril 21, 2020 0
Parece uma hora apropriada para ressuscitar a série "Dicas para sua maratona...". Afinal, em pleno isolamento social devido a pandemia de Covid-19, não há nada melhor para se fazer do que assistir um episódio após o outro.

Neste vigésimo post da série (sim, tem outas 19 indicações, clica aqui), é hora de descobrir um pouco mais sobre The Act. Minissérie da Hulu, que chegou ao brasil pelo StarzPlay e conta a bizarra história real de Gypsy Rose e Dee Dee Blanchard, filha e mãe que viviam em uma tóxica relação de co-dependência.

Dee Dee fez todos acreditarem que sua filha sofria de várias doenças, inclusive a própria Gypsy, que viveu em cadeira de rodas e passou por dezenas de procedimentos médicos desnecessários ao longo de duas décadas. Em algum momento a moça descobre a verdade de sua verdadeira condição, e vai toma atitudes extremas para se libertar.

Vale avisar antes de começar, é uma série sobre crime e abuso infantil, e pode funcionar como gatilho para pessoas que estejam em momentos mais sensíveis. Evite se este for seu caso.

Informações úteis para sua maratona de The Act


Isso aqui aconteceu mesmo.
1- Especialistas acreditam que o caso de Dee Dee e Gypsy seja de síndrome de Münchhausen por procuração, onde o cuidador provoca, ou inventa doenças em seus protegidos como forma de atrair atenção para si mesmos. O padrão é ter um cuidador extremamente dedicado, que leva a criança repetidamente ao médico para tratar de doenças que misteriosamente nunca são solucionadas;

2 - A série é a ficionalização e um caso real. Trazendo tanto situações imaginadas pelo roteiristas, quanto momentos extremamente fiéis.O fato de Gypsy desconhecer sua verdadeira idade é verídico. Assim como a cena de abertura, tirada de uma entrevista para TV, e os momentos no interrogatório e tribunal, tirados de gravações e documentos reais. Já a relação do pai com a família é diferente da vida real, assim como os vizinhos mostrados;

3 - Em alguns momentos é inevitável pensar, como a vida é mais louca que a ficção e até duvidar das situações do roteiro. Acredite, tudo aquilo realmente aconteceu e ninguém notou;
4 - Quem ficou curioso quanto às diferenças, pode conferir o documentário da HBO, Mamãe Morta e Querida (Mommy Dead and Dearest, 2017), que traz uma visão do caso com entrevistas de vizinhos, família, médicos, policiais e da própria Gypsy Rose;

5 - Achou a voz de King irritantemente aguda? Não se trata de exagero ou equívoco da atriz, Gypsy realmente falava deste jeito, o que acentuava ainda mais sua aparência infantil.

6 - Você provavelmente a conhece por causa do sucesso A Barraca do Beijo, mas Joey king atua desde os quatro anos. Já trabalhou em mais de 60 séries e filmes (tem crítica de alguns aqui). Sua primeira protagonista foi aos 10 anos, em Ramona e Beezus ao lado de Selena Gomes. The Act no entanto foi seu trabalho de maior prestígio até agora, lhe rendendo indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro.

7 - Você fica chocado com a coragem de atrizes que raspam a cabeça por personagens? Pois é a quarta vez que Joey faz isso. A mais conhecida dela foi para Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Ela era a criança misteriosa na prisão, lembra?

8 - Já Patrícia Arquete é bastante conhecida da galera. Tem um Oscar (Boyhood, 2014), três Globos de Ouro (Boyhood, Escape at Dannemora e The Act) e um Emmy por The Act.

9 - No Emmy de 2019, King e Arquete competiram uma contra a outra na categoria Melhor Atriz de em Minisérie ou Telefilme. King por The Act e Arquete por Escape at Dannemora. O prêmio foi para Michelle Williams, mas Arquete ainda levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante de em Minisérie ou Telefilme, por The Act.
Arquete cumprimentando King ao ser premiada no Emmy

10 - King e Arquete trabalharam juntas antes na série Medium (A Paranormal na versão brasileira);

11 - Além das atuações excelentes das protagonistas, a série ainda tem um bom elenco de apoio com, Chloë Sevigny, AnnaSophia Robb e Calum Worthy.

12 - A recriação da casa e visual de Dee Dee e Gypsy é excelente, bastante semelhante as versões reais. Confira na cena abaixo que recria a entrevista para a TV que as duas deram ao receber uma casa.

13 - À certa altura mãe e filha vão ao cinema em um ponto crucial da história. As verdadeiras Dee Dee e Gypsy realmente assistiram Cinderela de 2015 naquela ocasião. 

14 - É uma minissérie, uma temporada apenas resolve toda a história, ao longo de oito episódios. Perfeita para quem prefere não ficar preso à muitas temporadas.

15 - The Act foi aunciada pela Hulu como uma antologia criminal, semelhante à American Crime Story da Netflix. Entretanto, ainda não foram anunciados outros casos, temporadas, ou se o plano ainda continua o mesmo.
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Um caso real inacreditável, um estudo de personagens complexos com excelentes atuações e uma narrativa viciante, esta é The Act. A série de oito episódios está disponível no StarzPlay. 

Leia mais Dicas para sua maratona!
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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Combo: Reign + Duas Rainhas

sexta-feira, abril 17, 2020 0
Como vão as maratonas do isolamento social? É hora de propor mais uma. Desta vez, no Combo Cinéfilo*,  vamos conhecer um pouco de Mary Stuart, Rainha da Escócia, que também foi rainha consorte da França. Era prima de Elizabeth I, e chegou a ameaçar seu direito ao trono, mas não tem tantas obras televisivas e cinematográficas dedicadas à ela, quanto a prima inglesa.

*O Combo Cinéfilo indica filmes e/ou séries que se complementam de alguma forma. Assim você pode fazer aquela maratona especializada e virar especialista em determinado assunto (ou quase isso, rs)

Vale lembrar, apesar de se tratarem de biografias, ambas a obras sugeridas aqui, tomam "liberdades poéticas" em prol da dramaturgia. Se você realmente quiser saber sobre a vida de Mary Stuart é preciso estudar (quem sabe eu faço um post sobre isso!), mas tanto o filme quanto a série são bons pontos de partida para começar a conhecer esta figura histórica.

Antes um pouquinho de contextualização...
Mary Sturart se tornou rainha aos seis dias de vida, após a morte de seu pai James V da Escócia. Enquanto seu trono era comandado por regentes, ela foi criada na França para se tornar esposa do futuro rei Francês Francis II, que reinou de 10 de julho de 1959 até sua morte em 5 de dezembro de 1560. Viúva aos 19 ano,s, ela retornou a Escócia para assumir seu trono, em um período de grande tensão entre católicos e protestantes.

Reinado

(Reign - 2013 à 2017 - EUA - 4 temporadas)
É uma série de TV estadunidense de ficção histórica, baseada na vida de Mary, especialmente no período em quem ela viveu na França. Das obras indicadas neste post, a série é a que tem mais licenças poéticas em favor da novelização. Talvez as mais gritante delas, seja a caracterização da protagonista (interpretada pela morena Adelaine Kane), sem seu característico cabelo ruivo, e a versão saudável e galante de seu noivo Principe Frances (Toby Regbo), que na vida real tinha saúde frágil.

E sim, a série é uma novelona, cheia de intrigas, romances e traições, do jeitinho que a gente gosta. Elizabeth (Rachel Skarsten) faz sua estreia na segunda temporada, e aparições regulares a partir do terceiro ano. Outra personagem de destaque é  Catherine de Medici (Megan Follows), mãe de Francis. Além das intigas novelescas, outro detalhe da série que chama atenção é o figurino, que não é historicamente preciso, mas é deslumbrante.

A série teve um total de quatro temporadas entre 2013 e 2017. As duas primeira, e grande parte da terceira, detalham a vida da moça na corte francesas. Os episódios restantes dão conta de seu reinado na escócia. A Sensação de correria para encerrar a história de Mary (dos 20 aos 44 anos)na mais curta quata temporada é inevitável, Felizmente é aqui que entra a segunda indicação deste post.

Reign, ou Reinado em português, já esteve na Netflix, atualmente pode ser encontrada completa na Globo Play.

Duas Rainhas

(Mary Queen of Scots - 2018 - Reino Unido/EUA - 124min)
O filme foca exatamente no trecho em que Reign precisou correr. A história começa com a chegada de May Stuart (Saoirse Ronan) na Escócia após a morte de seu primeiro marido, e cobre seu reinado e morte. O foco maior do longa é em Mary, mas sua trajetória é contada em paralelo à de Elizabeth (Margot Robbie), mostrando duas formas distintas de encarar os mesmos problemas. As duas eram mulheres que tentavam governar em um mundo extremamente machista, em um período de tensão entre duas religiões. Além de serem ameaças ao direito ao trono uma da outra.

A maioria dos fatos são historicamente corretos, mas produção não se priva de reduções e exclusões de personagens eventos, necessários para encaixar a história em suas duas horas de projeção. O grande encontro entre Mary e Elizabeth também nunca aconteceu, esta lá apena em prol da dramaturgia.

A estréia de Josie Rourke na direção, tem as atuações de Ronan e Robbie como grande trunfo. Além de fornecer um olhar consciente e atual sobre a "desvantagem feminina" em um mundo comandado por homens. O elenco ainda conta com Jack Lowden, Joe Alwyn, David Tennant e Guy Perace. A caracterização é mais fiel historicamente, merecendo duas indicações ao Oscar (Figurino, Cabelo e Maquiagem). Os cenários e locações também merecem um olhar mais atento, especialmente os escoceses.

Duas Rainhas está disponível no Telecine Play e tem crítica do filme aqui no blog.

Gosta de conhecer personagens históricos através de filmes e séries? É a melhor maneira de estudar história, mas não devemos esquecer de pesquisar as verdades e ficionalizações de cada produção.

Quando terminar sua maratona/estudo/diversão sobre Mary Stuart, que tal descobrir outros Combos Cinéfilos. 
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terça-feira, 14 de abril de 2020

Blade Runner - Um clássico também pode errar

terça-feira, abril 14, 2020 0
Escrito por: José Renato
Site: Pllano Geral
Página no Facebook: Pllano Geral

ATENÇÃO! ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS ESSENCIAIS PARA A EXPERIÊNCIA DA OBRA, LEIA APENAS SE TIVER ASSISTIDO AO FILME!

Decidi escrever este artigo, pois uma vez ou outra observo alguns fãs defendendo “suas”obras (filmes ou séries) com unhas e dentes, como se ela representasse a personificação da perfeição – não que achar um filme perfeito seja errado – a questão aqui é que muitas vezes as pessoas desligam totalmente seu senso crítico, e buscam posicionar sua opinião como a mais correta de todas. Um longa em que é possível perceber esse comportamento por parte dos seguidores é Blade Runner de Ridley Scott (1982) – o filme que hoje é considerado cult – tem uma legião de fãs bastante intensa.

Gostaria de salientar é óbvio, que esse texto não tem o intuito de diminuir ou desfavorecer o filme, ao contrário, todos nós amantes de cinema (ou não) sabemos o quanto o longa é maravilhoso. Sua importância é tanta, que influenciou muitas outras ótimas obras, e sua temática Cyberpunk/Noir é um dos meus estilos favoritos.

Porém, como já dizia o ditado popular “nem tudo são flores”, o longa tem alguns pontos que sempre me incomodaram, e hoje decidi lhes trazer pelo menos quatro deles, apenas para demonstrar que clássicos também tem seu problemas. Enfim, chega de enrolação, vamos lá!

1 - A interpretação de Harrison Ford:

Ford é um ator já bastante conceituado, o moço participou de grandes franquias como Star Wars e Indiana Jones, e isso o deixou amplamente conhecido. Apesar de não o considerar um ator ruim, já que sua interpretação na maioria dos longas está entre boa e ótima, o rapaz escorregou totalmente aqui, fazendo com que sua atuação me causasse ensaios de risadas. Que fique esclarecido que não estou falando da construção de seu personagem, já que parecer apático faz parte do que o roteiro quer dizer sobre ele, porém essa crítica nada construtiva vai para seus trejeitos e cenas de ação que em muitas delas está à beira de um filme B.

2 - A polêmica cena de sexo:

Em certo momento, Rachael (Sean Young) vai até ao apartamento de Deckard (Harrison Ford), lá os dois passam a trocar algumas palavras. O problema começa quando ela ensaia ir embora, no entanto ele não permite, fechando a porta com força e de uma forma nada agradável, coagindo a moça. A cena é de tanto mal gosto que quebra o clima do longa e deixa um gostinho amargo – no péssimo sentido. Existem é claro muitos por aí que defendem a cena das formas mais mirabolantes possíveis, ou dizem que é por que o diretor refletiu a época em que o filme está inserido, ou que, por serem replicantes, os personagens não saberiam lidar com seus sentimentos. Independentemente do real motivo, o take como foi feito é completamente inútil para a narrativa e o relacionamento dos personagens não têm construção alguma. Não há como defender.

3 - As diversas versões:

Apesar desse problema não estar relacionado ao filme em si, as diferentes formas com que o longa foi lançado, causam confusão em muitos até hoje. São pelo menos 4 versões consideradas mais importantes; Versão do Cinema Americano, Versão do Cinema Internacional, Versão do Diretor e Versão Final, fora uma versão considerada prévia. Por existirem algumas diferenças significativas entre elas, os telespectadores criam relatos distintos, gerando ainda mais desacordos em bate-papos ou análises do filme. A menos que você seja um grande fã e tenha assistido a todas essas versões, o Blade Runner que você assistiu pode não ter sido o mesmo que eu assisti.

4 - O plot twist:

Criou-se em boa parte do público o mito de que ter um plot twist faz com que o filme seja interessante ou inteligente para ser visto. Blade Runner lhe dá vários motivos para que seja assistido, porém sua reviravolta não é um deles. No final do longa é revelado que supostamente Deckard não é um ser humano, e sim um replicante. O problema é que com isso a direção joga no lixo uma discussão muito importante: Homem X Criação. A todo momento é demonstrado como o caçador não tem sentimento algum para com os replicantes, pois ele os persegue, atira, mata e não demonstra qualquer remorso com isso, enquanto do outro lado ouvimos poesia saindo dos lábios de um deles. É tão decepcionante pensar no protagonista como não humano, que até dá vontade de reassistir o filme e tentar perceber ao contrário. Infelizmente isso nunca irá acontecer…

Saliento novamente que gosto bastante da obra, e compreendo toda sua relevância para a história do cinema, porém, é importante que saibamos perceber os erros e problemas até nas coisas que mais amamos, e que estejamos cientes que isso não irá diminuir o seu valor.

Se você chegou até aqui e está bravo comigo, pode soltar suas angústias como lágrimas na chuva.



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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Tropa Zero

sexta-feira, abril 10, 2020 0
Você pode não saber o nome de Mckenna Grace, mas com certeza já viu seu rostinho por aí. A atriz mirim apareceu em diversas séries e filmes de sucesso nos últimos anos, tanto em pontas, quanto com papéis maiores. A lista de trabalhos incluí Jovem Sheldon, Fuller House, Annabelle 3: De Volta Para Casa, Capitã Marvel, O Mundo Sombrio de Sabrina, A Maldição da Residência Hill, Um Laço de Amor e Eu, Tonya. Curiosamente, quando ganhou um filme estrelado por ela, quase ninguém viu. Tropa Zero chegou em janeiro exclusivamente na Amazon Prime Vídeo.

Christmas Flint (Mckenna Grace) é uma garotinha fora dos padrões e com poucos amigos, que sonha com a vida no espaço. Quando a Nasa oferece uma competição entre grupos de escoteiras, para gravar uma mensagem em seu Disco de Ouro a ser enviado para o espaço, ela reúne sua própria tropa Birdie. Formada por outras crianças excluídas como ela, e comandada pela nada maternal assistente de seu pai Miss Rayleen (Viola Davis).

O roteiro é assinado por Lucy Alibar de Indomável Sonhadora, e o tom que contrapõe um mundo realista e decante, com a imaginação e determinação crianças é o mesmo. Mas, ao invés do foco no amadurecimento, aqui falamos sobre encontrar seus pares, seu lugar no mundo. O que de certa forma também é amadurecer. A jornada é bastante conhecida. Desafio proposto, as crianças precisam se encontrar, se entender, descobrir em que são boas, usar estas qualidades em conjunto no grande desafio. O resultado deste condiz com a realidade cruel da sociedade, mas para os pequenos representa superação e vitória pessoal.

Também há desafios para os adultos, especialmente para a personagem de Viola Davis. Estagnada em um trabalho abaixo de suas capacidades, vai encontrar motivação em um desafio que não queria aceitar, e para o qual não tinha habilidade nenhuma. Repare como ao tomar um susto Rayleen foge, deixando Christmas para trás sem hesitar. ao seu lado. Cuidar de crianças não está em seus instintos.

Os personagens de Jim Gaffiganv e Allison Janney, pai da protagonista e comandante do grupo de escoteiras rival respectivamente, também conquistam algo no processo, embora em um arco muito mais simples. Trabalho que a dupla de atores veteranos tira de letra.

E por falar no elenco, este não deixa a desejar. Viola acerta ao equilibrar sua incapacidade para a tarefa, com uma vontade genuína de ajudar. Enquanto Mckenna Grace consegue manter o foco em si, mesmo competindo com grandes nomes. 

As demais crianças, entregam direitinho os estereótipos do grupo de desajustados. Entre estes, os que ganham maior destaque são Charlie Shotwell (Capitão Fantástico, Eli) e Milan Ray. Embora a amizade de Hell-No Price (vivida por Ray), e da protagonista soe meio repentina, excluindo as outras crianças da equação.

A fotografia amarelada e desgastada enfatiza tanto o mundo renegado em que vivem, quando a época em que a trama se passa, a década de 1970. Já a acertada trilha sonora, composta por canções de David Bowie, dá conta do lado lúdico e de comunidade. A direção da dupla Bert &Bertie, não traz grandes novidades, mas é eficiente para a história que pretende contar.

Tropa Zero soa como um encontro de Moonrise Kingdom e Pequena Miss Sunshine. Não tem tanta personalidade quanto primeiro, ou a complexidade emocional do segundo, mas tem mensagem e estéticas bem claras. Padrões são superestimados, todos merecem voz e a sensação de pertencimento no mundo. Além é claro, de um excelente elenco adulto e mirim, motivo mais que suficiente para dar uma chance à produção. 

Tropa Zero (Troop Zero)
2019 - EUA - 94min
Drama, Comédia

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terça-feira, 7 de abril de 2020

The Walking Dead - 10ª temporada

terça-feira, abril 07, 2020 0
Tecnicamente, a décima temporada de The Walking Dead ainda não terminou, o décimo sexto episódio, último deste ano, teve sua produção paralisada por tempo indeterminado devido à pandemia de COVID-19. Só isso já bastaria para diferenciar esta temporada das demais, mas há outros momentos dignos de nota no décimo ano da série dos mortos andantes.

Com a saída de Andrew Lincoln e outros nomes do elenco, a série foi forçada a sair de sua zona de conforto, o que curiosamente, foi a melhor coisa que poderia acontecer ao programa. Não que esta temporada não tenha seus problemas, mas sem dúvida é a mais equilibrada em muito tempo.

Já que mencionamos os problemas, o maior deles é a divisão dos sobreviventes em comunidades, dispersando a interação e arrastando o desenvolvimento da trama. Divididos entre Alexandria, Hilltop e Oceanside, impossível não ficar confuso sobre quem está morando em cada cidade, ou evitar a sensação de que os personagens passaram metade da temporada viajando entre uma e outra.

Enquanto os mocinhos ziguezagueiam, a vilã espera para ser construída. E a série dá indícios disso logo no segundo episódio da temporada, We Are the End of the World, que retrata o início do bando com o encontro ente Alfa e Beta. Entretanto, a partir daí, a série passa a tratar a líder do grupo como estrategista, quando na verdade ela é uma espécie de fanática religiosa. Seu único plano é cercar a todos de zumbis, depois de dez anos de série a estratégia é contestável. O que ela faz, o grupo de Rick fez lá na sexta temporada. O grupo conhece maneiras de guiar e dispersar zumbis (oi, faz barulho para outro lado, gente!), mas esta hipótese nunca é levantada. Podia até não funcionar, mas devia estar entre as opções, ao invés de apenas enfrentar os mortos de frente.

Essa incoerência, o tratamento equivocado dado à personagem e a demora para que ela de fato fazer algo, tornou-se um fator de incômodo para esta blogueira que vos escreve. Por mais que a atuação de Samantha Morton fosse excelente, a sensação constante era de que a personagem foi tratada como uma ameaça maior do que realmente era.

Já os objetivos da Alfa são propositalmente confusos. Ela quer converter a todos em membros da horda (vivos ou mortos), pois acredita que esta é a "nova ordem". Por outro lado não supera a deserção da filha, enquanto obriga outros membros a abrir mão dos seus. E quando gravemente ferida, não é deixada para traz, como aconteceria com qualquer outro membro mais fraco do bando. A hipocrisia de grandes líderes ideológicos parece ter resistido ao fim do mundo.

Outra com motivações confusas é Carol, que experimenta um luto inconsequente após perder outro filho. Ao mesmo tempo que arquiteta um plano certeiro (se tinha um plano, porquê fez aquelas besteiras?). Os demais personagens parecem ter apenas dois objetivos: sobreviver e dar seguimento a trama. Esta última tarefa relegada a Eugene, que cria novos laços a serem explorados em temporadas futuras. Esse tempo observando personagens menores é essencial para criarmos laços com eles, e assim resolver o problema de falta de empatia com os personagens sobreviventes quando grandes nomes deixam a cena.

À exemplo de Rick, Michone ganha um bom episódio de despedida, já que Danai Gurira também decidiu deixar o programa. What We Become usa imagens de arquivo, para fazer uma retrospectiva da jornada da personagem, e até reimagina-la sob outras circunstâncias. A despedida não é definitiva, assim como a do Xerife, mas o desfalque é grande já que a personagem tinha ficado com o posto de líder do ex. Também é difícil aceitar o fato dela deixar os filhos pequenos tão facilmente, mas ao menos, isto deve significar crescimento para Judith.


Mais equilibrado, foram poucos os episódios que deixaram a sensação de estagnação. Muito diferente da época em que apenas os primeiros e últimos episódios de cada metade de temporada eram memoráveis. Squeeze poderia ser um marco de construção de tensão, se fosse melhor fotografado. Tarefa que Morning Star, o bom episódio da batalha cumpriu bem. Enquanto o 15°, faz uma boa preparação para a derradeira batalha com os Sussuradores. Se não soubéssemos da existência de mais um episódio, este poderia muito bem ser um daqueles finais de temporadas com um enorme gancho.

É provável que a décima temporada de The Walking Dead, seja lembrada por ser aquela interrompida pela pandemia. Afinal, trata-se de um programa sobre uma pandemia fictícia, sendo afetado por uma real. Entretanto, deveríamos lembrar como uma temporada que, forçada a tentar coisas novas, ajustou seus ponteiros, sem medo de buscar novos rumos. O balanço do ano dez, é positivo. E o teaser com retorno de Maggie (Lauren Cohan) é promissor. Resta torcer para que a melhora crescente continue nos próximos anos.

The Walking Dead é exibida no Brasil pela Fox, a décima temporada tem 16 episódios, o último ainda não foi exibido. Temporadas mais antigas do programa estão disponíveis também na Netflix (a nona estreia em 15 de Abril). O 11° ano já está confirmado, e existem planos para longas-metragem derivados estrelados por Rick Grimes (Andrew Lincoln).

Leia mais sobre a série aqui.
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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Combo: Walt e Mary Poppins

sexta-feira, abril 03, 2020 0
Hora de voltar com aquela série que traz obras que não compõem uma franquia, mas se complementam de alguma forma, para você poder fazer aquela sessão combo de filmes. A indicação de hoje, pode até soar meio óbvia para alguns, mas nela há alguns pontos a serem discutidos.

Um clássico, um remake não tão brilhante e uma biografia de fidelidade questionável compõem a dica de hoje. Todas giram em torno de Mary Poppins, personagem literária criada por P. L. Travers em 1934. A melhor babá do mundo já foi adaptada para as telonas duas vezes pela Disney, em versões que desagradam sua criadora.


Mary Poppins
(Mary Poppins - 1964 - EUA - 139min)
Caso você tenha ficado preso em uma fila de banco por toda a sua vida e ainda não a conheça, Mary Poppins é uma babá mágica babá inglesa. Em sua primeira aparição nas telas, ela cuida de Jane e Michael Banks, mas acaba resgatando toda a família, especialmente o Sr. Banks de sua vida focada no trabalho. E o faz, com muita música, dança e magia, a mais impressionante na época (e ainda nos dias de hoje) a interação entre atores e personagens animados.

Vencedor de cinco Oscar, e maior bilheteria mundial de 1964, o longa é pouco fiel à obra original. Mudanças foram feitas (à contragosto da autora) para tornar Mary menos fria que na versão literária. Outras adições da versão Disney contestada por Travers, foram a música e as sequências em animação. Curiosamente, tudo que mais agrada na produção.

A adaptação surgiu de um pedido das filhas de Walt Disney, que ele levou mais de vinte anos para cumprir. Tempo que levou para convencer P. L. Travers a liberar os direitos da obra. Dirigido por Robert Stevenson, com Julie Andrews no papel principal. Conta também com Dick Van Dyke, David Tomlinson , Glynis Johns, Karen Dotrice e Matthew Garber no elenco principal.




O Retorno de Mary Poppins
(Mary Poppins Returns - 2018 - EUA - 130min)
Disney queria uma sequencia desde de o lançamento do original, mas insatisfeita com a primeira adaptação P. L. Travers (que só aprovava Julie Andrews) nunca mais cedeu os direitos de suas obras. Por isso, O Retorno de Mary Poppins só chegou décadas depois da morte da autora.

A babá mágica retorna a casa dos Banks, para resgatar, os agora adultos, Jane e Michael de uma situação difícil, enquanto cuida dos filhos do rapaz Annabel, Georgie e John. A fórmula é exatamente a mesma do original, criando elementos e situações semelhantes, inclusive na ordem em que acontecem. Visitas à personalidades excêntricas, ao mundo animado, passeios por londres, está tudo lá, cheio de música e ternura. Acerta na nostalgia, perde em originalidade.

O elenco é o ponto alto, com Emily Blunt superando muito bem as comparações com Julie Andrews, criando uma versão própria e ao mesmo tempo fiel da personagem. Mas é Dick Van Dyke quem rouba a cena, único ator da produção original a retornar, aos 93 anos, faz uma participação curta, cheia de referências, música, e pasmem, dança! A direção é de Rob Marshal (Chicago), e o elenco também conta com Lin-Manuel Miranda, Meryl Streep, Ben Whishaw, Emily Mortimer, Pixie Davies, Joel Dawson, Nathanael Saleh, Julie Walters, Colin Firth e Angela Lansbury.




Walt nos Bastidores de Mary Poppins
(Saving Mr. Banks - 2013 - EUA/Reino Unido/Austrália - 125 min)

Apesar do título nacional, não é o Walt Disney o protagonista desta biografia. É Pamela Lyndon Travers , criadora de Mary Poppins quem conhecemos aqui, embora a versão apresentada pelo longa não seja tão fiel à realidade.

A produção acompanha o processo de produção do primeiro Mary Poppins, cujos direitos só foram liberados pela autora devido à problemas financeiros, e com muitas restrições, após duas décadas de insistência de Disney. Travers foi supervisionar pessoalmente o roteiro, e é isto que vemos no filme, em paralelo com a infância da escritora de onde muitas ideias de seus livros teriam surgido. Principalmente a figura de Mr. Banks, inspirado no pai da autora, daí o título original "Salvando Sr. Banks" (Saving Mr. Banks).

Embora grande parte disso seja verdade, o final conciliador entre Travers e Disney nunca ocorreu. Ela desaprovava as alterações que o dono do Mickey fez em sua obra, bem como as sequencias animadas e as canções (da Julie Andrews ela gostava, ao menos isso!). Até mesmo as personalidades dos dois passam longe da fidelidade, com Disney como um magnata bonachão cheio de boas intenções. E Travers, uma caricata britânica (ela era australiana, mas se reinventou como britânica) esnobe, e até um pouco patética, mas que tem um coração doce por baixo desta carapaça.

Ora, mas se o longa não é fiel porque você está indicando, Fabi? - Pois trata-se de Tom Hanks e Emma Thompson em atuações e dinâmica excelente. E a construção de paralelos e referencias entre a vida da autora e a criação do filme Mary Poppins é muito bem feita, ao ponto de trabalhar a nostalgia bem melhor que o filme de 2018. Não é uma boa biografia, mas é um bom filme.

Walt nos Bastidores de Mary Poppins, tem direção é de John Lee Hancock e o elenco conta também com Colin Farrell, Paul Giamatti, Ruth Wilson, Bradley Whitford, B.J. Novak e Jason Schwartzman.



Agora que você sabe que tem muito mais para saber sobre aquela que é praticamente perfeita em todos os sentidos, que tal encarar aquela maratona?

Gostou deste formato? Conhece algum outro filme que combine com este tema? Gostaria de ver outros temas aqui? Comente, sugira. E até a próxima maratona.

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