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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

12 Curiosidades de Downton Abbey

sexta-feira, outubro 18, 2019 0
Ei, você ficou sabendo? Em 2019 voltaremos à Downton Abbey! A super aclamada série britânica ganhou um longa-metragem que nos leva de volta ao cotidiano dos Crawley e seus funcionários, em uma ocasião especial: uma visita da realeza. A crítica sai na semana que vem. Até lá, que tal começarmos o aquecimento com curiosidades da série?

Caso você nunca tenha ouvido falar, Downton Abbey é uma série de TV britânica, que acompanha o cotidiano da aristocrática família Crawley, e seus criados durante o reinado de Jorge V, no início do século XX. Fala das regras e pompa da nobreza, das mudanças do século XX, e principalmente da complexa relação e hierarquia entre todos que vivem sobre aquele teto, patrões e funcionários. Teve seis temporadas exibidas entre 2010 e 2015. No Brasil foi transmitida pela TV Cultura, esteve disponível na Netflix, agora todas as temporadas podem ser vistas na Amazon Prime. Já o filme será exibido nos cinemas.

Vamos às curiosidades:

1 - Downton Abbey é a série britânica mais premiada no Emmy com 69 indicações e 15 estatuetas. O programa também tem 3 Globos de Ouro e um Bafta, além de nomeações e vitórias e muitos outros prêmios.

2 - A série foi inspirada pelo filme Assassinato em Gosford Park (2001), escrito por Julian Fellowes, que também criou a série atendendo a um pedido do produtor Gareth Neame. Maggie Smith, Jeremy Swift e Richard E. Grant estão em ambas as produções. Smith e Swift inclusive tem papéis semelhantes nas duas produções.

3 - Segundo o livro The World of Downton Abbey (2011), escrito por Jessica Fellowes, cada episódio da série custa 1 milhão de Euros para ser produzido.

4 - Vários eventos e personalidades reais são vistas ou mencionada ao longo das temporadas, como o naufrágio do Titanic e a 1ª Guerra Mundial.

5 - O figurino de época, além de deslumbrante é impecável aos detalhes. Algumas das peças são roupas autênticas das décadas de 1910 e 1920. Por causa da idade, as peças são frágeis e não podem ser lavadas, como resultado, não cheiram muito bem.

6 - A Rainha Elizabeth II também é fã do programa, e gosta de pescar anacronismos nos episódios. Um dos que ela descobriu foi um soldado da Primeira Guerra Mundial usando medalhas de honra da Segunda GM. A Rainha já foi hospede no Highclere Castle.

7 - Hugh Bonneville, Brendan Coyle e Maggie Smith tiveram seus papéis escritos especialmente para eles.

8 - Quem gosta de brincar de "quem-é-quem" na cultura pop, vai se deliciar reconhecendo atores de Game of Thrones, Harry Potter, Doctor Who, The Crown, e até dos remakes live-action da Disney. A série tem um elenco gigantesco entre grandes nomes como Maggie Smith e revelações como Lily James e Dan Stevens.

9 - Highclere Castle é o verdadeiro nome do castelo que serve de locação para a série. Situado em uma propriedade de 5000 acres na cidade de Highclere, no condado de Hampshire, pertence aos Condes de Carnarvon desde o século XVII. É uma casa senhorial estilo jacobita criada elo arquiteto inglês Charles Barry, com um parque projetado pelo paisagista britânico Capability Brown. Sua habitação está datada desde a idade média, mas a casa como conhecemos hoje fora remodelada pelo 3º conde entre 1839-1842. E seus habitantes nobres estão envolvidos emalguns momentos importantes da história, como a criação do Canadá(!), e a descoberta da tumba de Tutancamon.

10 - O Castelo como vemos da série e sua exposição egípcia, são abertos à visitação durante o verão, e pode ser alugado para casamentos e eventos (chique hein!). Além de servir de cenário para vários outros filmes e séries, como a comédia britânica Jeeves and Wooster, a estrelada por Hugh Laurie e Stephen Fry.

11 - De volta à Downton Abbey, a série realmente se apossou do casarão, usando seus jardins, quartos, salões, corredores, bibliotecas e até os móveis. Entretanto, as cozinhas e os alojamentos dos criados precisaram ser recriados no London’s Ealing Studios. Pois as cozinha fora modernizada, e os quartos dos funcionários precisavam de reparos na época do início das filmagens. - Imagina o desafio de continuidade, um ator grava sua cena saindo das cozinhas com uma bandeja em Londres, e só vai chegar na sala de jantar semanas depois, em Highclere! - A boa notícia, é que com o aumento do interesse turístico gerado pela série os Carnarvon puderam começar os reparos na áreas danificadas.

12 - Durante a 2ª temporada a mansão se tornou uma casa de convalescênça para as tropas. O Highclere Castle realmente serviu à guerra, a Condessa de Carnarvon o transformou o castelo em um hospital. Até hoje existem cartas de antigos pacientes agradecidos pela hospitalidade expostas em alguns quartos.

Pronto, agora você está pronto para revisitar Downton Abbey . Você conhecia estas curiosidades? O longa estreia dia 24 de Outubro nos cinemas.

Imagens: Copyright ITV Studios
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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Malévola: Dona do Mal

quarta-feira, outubro 16, 2019 0
Você já superou o fato de que Malévola de Angelina Jolie, não é necessariamente a mesma da animação com a qual cresceu? Deixando de ser o puro mal expressado desde seu nome, para se tornar uma pessoa complexa, levada ao lado negro pelas circunstância e com grandes probabilidades de retorno ao lado da luz? Pois supere! A Disney não tem intenção de parar de reinventar seus clássicos e Jolie parece estar se divertindo ao se apropriar da personagem. Logo, Malévola: Dona do Mal vem continuar a jornada do conto da Bela Adormecida pelo ponto de vista de sua outrora vilã.

Cinco anos se passaram desde os eventos do primeiro filme. Aurora (Elle Fanning), é agora rainha da floresta e criaturas mágicas e Philip (Harris Dickinson) finalmente propõe casamento. O matrimônio poderia marcar a união entre humanos e o povo das fadas, mas a mãe do rapaz Rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer) não está disposta a confraternizar com Malévola e seus pares, e faz de tudo para afastar a princesa de seu povo mágico, e se possível eliminá-lo.

Escolher entre a "mãe" e o garoto que ama, os humanos e as fadas, é o dilema da princesa neste longa. Enquanto Malévola tenta se encaixar na parte humana da vida de Aurora, precisa aprender a lidar com a independência da filha, além de proteger o seu povo. A mensagem (ou seria lição?) aqui é mais que clara, aprender a conviver com as culturas distintas e a resolver suas diferenças de forma pacífica.

Mas a tentativa de um discurso engajado, mal arranha a superfície, mesmo com a expansão do universo apresentando as origens da personagem título. Aqui o roteiro se perde em sua própria mitologia, ao acrescentar elementos e características de diversas lendas conhecidas, que não conversam bem entre si. Um povo orgulhoso acuado, suas vertentes bélica e pacifista, a diversidade desta espécie vinda de todos cantos do mundo, a natureza de "seres das trevas", a lenda do escolhido, sacrifício, ressurreição, experimentos com cobaias, ... tem de tudo neste roteiro inchado, e ainda sim previsível.

Ao menos a previsibilidade conta pontos à favor do elenco, bastante confortável em seus papéis. Fanning traz uma aurora mais madura, responsável, e menos bobona encantada com tudo e todos. Já Jolie parece realmente se divertir no papel, seja nos momentos de desconforto ao tentar se encaixar onde não pertence, seja quando se apresenta como ser poderoso e sarcástico que é. Seus diálogos com Diaval (Sam Riley) são os mais inspirados, o intérprete do corvo/humano também parece mais adaptados às suas penas. Fauna, Flora e Primavera Knotgrass (Imelda Staunton), Thistletwit (Juno Temple) e Flittle (Lesley Manville), também retornam, embora não tenham muito o que fazer nesta trama.

Entre o elenco novo, Dickinson, que substituiu Brenton Thwaites, consegue nos fazer acreditar na boa índole do Príncipe Philipe apesar de sua mãe. Enquanto Michelle Pfeiffer, sempre boa em fazer vilãs aqui parece estar no automático, ou engessada pelo roteiro pouco criativo, mas ainda soa vilanesca. Já Chiwetel Ejiofor e Ed Skrein, são pouco aproveitados em seus papéis de visões opostas.

É na direção de arte, e principalmente no figurino que Malévola: Dona do Mal se destaca. Com mais liberdade que o longa anterior, mas ainda brincado com as referências ao clássico animado, os trajes complementam as personalidades e jornadas. Ao mesmo tempo que esbanjam criatividade e luxo, afinal e uma história de rainhas. Já a direção de arte traz cenários criativos, embora o excesso de CGI repita o conflito entre o mágico e o artificial já visto no primeiro longa.

Alguns questionamentos ficarão na mente dos minimamente exigentes: quem governa o antigo reino humano de Aurora? Se o povo de Malévola estava a um voo de distância, como ela nunca esbarrou neles antes? Há CGI no rosto de Warwick Davis? Quem de fato é a tal Dona do Mal? E estes são apenas as dúvidas que não contém spoilers. Nada que de fato atrapalhe o andamento da trama, que segue o tradicional crescente de produções de aventura, Aqueles que estiverem dispostos e com a suspensão de descrença afiada, no entanto, provavelmente vão se divertir com uma fantasia com visual impecável e elenco empolgado.

Para aqueles que ainda tiverem problemas para superar a boa índole desta Malévola, a dica é: desfrutem da atuação feita com gosto por Angelina Jolie. Esta é a versão dela da personagem, ela faz com gosto e personalidade própria. Se ainda sim, não funcionar, vale lembrar que a Malévola feita de puro mal, não vai deixar de existir por causa desta. Basta revisitar o longa de 1959, quantas vezes desejar.

Malévola: Dona do Mal (Maleficent: Mistress of Evil)
2019 - EUA - 119min
Aventura/Fantasia

Crítica de Malévola (2014)

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Influência

segunda-feira, outubro 14, 2019 0
A Netflix continua em sua corrida para criar catálogo próprio, agregando e produzindo obras à toque de caixa. A intenção parece ser boa, oferecer oportunidade para os mais diversos criadores e assim diversificar as escolhas para o assinante. Entretanto, parece que o excesso acaba interferindo na qualidade e para cada acerto (I Am Mother), existem um monte de produções medianas (Tal pai, tal filha) ou ruins mesmo (Bright). A estreia do espanhol Denis Rovira van Boekholt na direção de longas-mentragens, Influência, engrossa a terceira categoria.

Após anos sem contato, Alícia (Manuela Vellés), retorna para casa onde cresceu para ajudar a irmã Sara (Maggie Civantos), a cuidar da mãe em estado terminal. Acompanhada do marido Mikel (Alain Hernández) e da filha Nora (Claudia Placer), ela precisa enfrentar não apenas as memórias e rancores da infância, mas também uma influência maligna que parece interessada na menina.

A intenção é desenrolar aos poucos e simultaneamente dois "mistérios": a crescente influência da entidade interessada em Nora, e desvendar aos poucos o passado que protagonizara Alícia ao ponto da moça cortar laços com a família. Mas falta fluidez, não apenas entre os momentos distintos, mas em cada linha narrativa isoladamente. Não há continuidade entre as cenas, fazendo com que as ações e escolhas dos personagens pareçam perdidas e sem sentido. A quantidade de vezes que afirmam estar indo embora da cidade, mas na cena seguinte permanecem lá, ainda desconfortáveis, sem que nada os impeça de sair, chega a ser irritante.

O longa também falha, em nos fazer prezar pelo bem estar destes personagens, ao jogar o espectador imediatamente na "nova vida" da família. Sem apresentar suas personalidades, relações, motivações ou mesmo o que deixaram para trás. Assim, quando Nora age mal na escola, e os pais dizem que ela não é assim, impossível não nos perguntar: então como ela era? Já que a garota sequer fala antes dos eventos estranhos começarem.

Para combinar com o roteiro confuso e mal resolvido, a direção pouco inspirada, se apoia demais em uma fotografia desaturada e ambiente inexplicavelmente escuros, e um excesso de luzes vermelhas sem origem definida, para criar o clima de ameaça, que por não fazer sentido, pouco funciona. Á certa altura, Mikel, é mostrado consertando as luzes da casa, mesmo assim eles continuam a andar no escuro, mesmo á luz do dia, como se não houvessem janelas na propriedade. No restante do tempo Rovira, apenas replica o básico em produções do gênero, com aparições no canto da tela, gente se movendo lentamente no escuro. Há até uma tentativa de homenagem a O Iluminado, que de tão mal executada provavelmente passará despercebida.

Se roteiro e execução pouco fazem sentido, ou colaboram para nosso interesse. Não há muito que o elenco possa fazer, Vellés oscila entre a expressão rabugenta de quem não queria estar ali, e os olhos arregalados de medo. Hernández e Civantos, entregam o que seus personagens precisam, e apenas isso. Os maiores destaque ficam com a menina Claudia Placer e Emma Suárez (que dá vida à mãe Victória), ambas entregam intensidade, embora estejam presas à caricatura que o roteiro lhes ofereceu.

O argumento, apesar de não ser completamente original (quem viu A Chave Mestra, provavelmente vai desvendar o mistério antes da metade do filme), não é ruim. Mas se perde na construção da própria mitologia, além dos já mencionados problemas de execução.

Nada funciona bem Influência, deixando evidente a pouca experiência de Denis Rovira van Boekholt, que estreia e longas-metragem tanto na cadeira de diretor, quanto no roteiro. Dar chance à gente nova, é sempre digno de nota, aplausos para a Netflix por isso, seja produzindo ou apenas distribuindo. Entretanto, prezar pela qualidade, mesmo que prejudique a quantidade, também é necessário.

Influência (La influencia)
2019 - Espanha - 99min
Terror

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Campo do Medo

sexta-feira, outubro 11, 2019 0
Já enjoou das obras de Stephen King? Espero que não, pois a indústria áudio-visual ainda está empenhada em adaptar todas as obras do escritor. A Netflix, por exemplo, já sob seu suas versões para Jogo Perigoso, e 1922. Agora é a vez de Campo do Medo (escrita em colaboração com Joe Hill) chegar ao serviço de streaming.

Os irmãos Becky (Laysla De Oliveira) e Carl (Avery Whitted) escutam pedidos de socorro de uma criança em um Matagal à beira da estrada. A dupla entra no mato alto para resgatar o garoto, e logo se vêem perdidos em um labirinto sobrenatural, com outras vítimas e cheio de mistérios.

A ideia é simples, e similar em conceito com o bom O Cubo, terror claustrofóbico dirigido por Vincenzo Natalo, que também assina estra adaptação. Um grupo de pessoas confinada em um lugar misterioso que tenta matá-los. Entretanto, enquanto no filme de 1997, conhecer os personagens conforme suas personalidades, conhecimento e habilidades se mostram úteis para a sobrevivência ao longo do filme, torna toda a jornada mais intrigante, já que aos poucos revela os motivos para eles estarem ali. Aqui o pouco conhecimento sobre cada um deles dificulta nossa empatia, e consequentemente o envolvimento com a trama.

A princípio sabemos que Becky está grávida, e a caminho de San Diego executar algo difícil o suficiente para se questionar duas vezes, e apenas isso. Aos poucos o histórico da moça é revelado, e eventualmente passaremos a torcer por ela. Mas, até lá, a moça já passara por várias situações de vida ou morte, que teriam mais impacto se nossa relação com ela já estivesse estabelecida. O mesmo vale para os demais personagens, desenvolvidos em maior ou menor escala, de acordo com sua importância na trama.

O roteiro prefere apostar sem demoras no misticismo do Matagal. Sim, com "M" maiúsculo, pois o mato alto é um personagem com motivações e modo de agir próprios. Alguns bem definidos, outros deixados à cargo da imaginação do espectador, característica comum em obras de King. Seu desenvolvimento se desenvolve de forma crescente, começando apenas como uma vegetação intransponível, ganhando "poderes" e mitologia com o desenrolar da trama, até se tornar um vilão sobrenatural implacável.

Natalo tenta explorar ao máximo as formas de filmar sua "paisagem" restrita, com diferentes ângulos de câmera, closes, time lapses, e até reflexos em olhos de animais e distorções em gotas d'água, para tornar o Matagal uma criatura viva ameaçadora. O que surte um efeito satisfatório, a não ser em alguns momentos onde a vegetação é claramente criada por um CGI pouco convincente.

Mais eficiente é o bom elenco, que funciona bem como um todo. Laysla De Oliveira, consegue exprimir bem a dúvida, desconforto (além de presa em um matagal, a moça está grávida), confusão e pavor, mesmo antes do roteiro fornecer ao público seus dilemas. O pequeno Will Buie Jr., oscila bem entre a tradicional "criança macabra" deste tipo de produção, e uma criança de verdade realmente assustada e em perigo. Outro destaque fica com experiente no gênero Patrick Wilson, seu personagem é o mais afetado pela situação.

Aqueles que superarem a falha de construção de empatia inicial, provavelmente serão fisgados pela curiosidade e reviravoltas da trama. A maioria das respostas dadas são satisfatórias, apesar de não tão surpreendentes quanto pretendem ser. O que não é esclarecido, acertadamente funciona melhor em nossa imaginação, e nos debates pós-filme. Campo do Medo não é a melhor adaptação de Stephen King, mas também não é a pior. Não chega a ser memorável, mas diverte e engrossa a lista de adaptações de obras do escritor. Caso não esteja contando, apenas este ano já tivemos Cemitério Maldito e It: Capítulo Dois, em novembro Doutor Sono. E este nem é o ano com mais adaptações de King.

Campo do Medo (In the Tall Grass)
2019 - EUA - 101min
Suspense, Terro, Drama


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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Projeto Gemini

quarta-feira, outubro 09, 2019 0
Não é incomum eu incluir nas resenhas de filmes atuais a Projeto Gemini, a indicação é oposta. O novo filme de Ang Lee, estrelado por Will Smith, tem a tecnologia como destaque.
informação "o 3D é bom, porém não indispensável", ou ainda "evite sessões em 3D, por um motivo ou outro". Entretanto, com

Henry Brogan (Will Smith) é o melhor assassino do mundo. Cansado dessa vida, decide se aposentar e começa a ser caçado pela agência de defesa pela qual trabalhava. Experiente demais, para ser abatido por qualquer um, ele descobre estar sendo caçado por uma versão jovem de si mesmo (Will Smith de CGI).

O argumento não é nenhuma grande novidades em filmes do gênero, assim como o desenrolar da trama. A previsibilidade que não seria um grande problema, se apresentado por um roteiro criativo, bem construído e equilibrado. Entretanto, aqui, os roteiristas optam não apenas pelo caminho mais esperado, mas também por diálogos, batidos e sem personalidade. Um desafio para o bom elenco.

A sempre esforçada Mary Elizabeth Winstead, e o divertido Benedict Wong, fazem o possível para conferir carisma para os pouco desenvolvidos companheiros de aventura do protagonista. Já Clive Owen traz o vilão Clay Verris no piloto automático. Junto com o roteiro raso, sua atuação deixa de lado o potencial emocional do envolvimento do personagem com o segundo personagem de Smith.

E por falar em Will Smith, o comprometimento do ator com suas duas versões é palpável. Mas, novamente, o roteiro pouco explora da situação incomum (a existência de duas pessoas idênticas), e das diferenças entre Brogan e seu clone. Afinal, mesmo com DNA idêntico, eles tem experiências de vida completamente distintos.

A preocupação principal desta produção parece passar longe da história, é na tecnologia que Lee parece interessado. À começar pela técnica que cria uma versão mais jovem em GCI de Smith, usando como base a atuação do ator e imagens de trabalho anterior. Técnica bastante diferente, das versões rejuvenescidas de atores que a Disney tem usado com frequência, cujo melhor resultado é o jovem Samuel L. Jackson em Capitã Marvel. O resultado, no entanto, ainda é oscilante. A versão jovem funciona muito bem em sequencias de ação, e principalmente cenas mais escuras. Mas à luz do dia, em em close bem iluminados, o resultado ainda soa artificial.

Outra inovação/experimentação é a opção de rodar o filme em 120fps (quadros por segundo, o tradicional é 24fps) e em 3D. Ainda são poucos os cinemas no mundo capazes de exibir o filme em seu formato original, as sessões 3D no Brasil serão exibidas em 60fps, chamado de "3D+". É aqui, que minha indicação do primeiro parágrafo se faz verdadeira: assistir em 3D+, neste caso faz sim diferença. A tecnologia confere mais definição e, consequentemente, maior realismo à imagem, tornando-se o ponto forte da produção. Um passo além do que vimos na trilogia O Hobbit (48fps), alguns anos atras. As sessões 2D, vão exibir o filme no formato tradicional de 24fps.

São as belas paisagens escolhidas como locação, e as bem coreografadas e filmadas sequências de ação que mais se beneficiam. Conseguimos observar os movimentos das sequencias de lutas, onde normalmente veríamos um borrão em velocidade. Para quem curte o lado "tiro, porrada e bomba", destas produções é um deleite. O trabalho dos dublês e coreógrafos de lutas se destacam. Também é interessante observar as diferentes formas que estas as cenas foram imaginadas e filmadas. A sensação é de que a produção está testando a tecnologia nas mais diferentes situações, no sol, no breu, debaixo d'água, em perseguições... e por aí vai.

Projeto Gemini ainda não vai mudar o cinema, e tornar regra as tecnologias que usa, mas acerta na tarefa de experimenta-las. Uma pena apenas, que o roteiro pouco original, e executado com pouca imaginação, não traga uma história empolgante para justificar o bom elenco e os muitos dólares extras gastos com tecnologia. Diverte quem gosta de uma boa cena de ação, mas não é memorável.

Projeto Gemini (Gemini Man)
2019 - EUA - 117min
Ação / Ficção-científica
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Raising Dion - 1ª temporada

segunda-feira, outubro 07, 2019 0
Criar um pequeno ser humano é difícil. Fazer isso sozinho e ainda cuidar do sustento familiar é uma tarefa hercúlea. Imagina então se a condição da criança requer uma atenção nunca enfrentada antes? Este é o tema de Raising Dion, série de ficção-científica Netflix, baseada no quadrinho e curta-metragem homônimos criados por Dennis Liu.

Nicole Warren (Alisha Wainwright), ainda não superou psicológica, financeira e organizacionalmente a morte de seu marido Mark (Michael B. Jordan). Ainda com dificuldades de equilibrar as contas e dar a devida atenção ao filho de sete anos Dion (Ja'Siah Young), a moça encara um desafio maior ainda quando o garoto começa a demonstrar habilidades especiais. Para compreender o que está acontecendo, e ajudar o menino a controlar suas habilidades, e protegê-lo de quem gostaria de se aproveitar delas, ela conta com a ajuda do melhor amigo de seu marido, o crianção prestatico Pat (Jason Ritter).

Caso a origem dos quadrinhos não tenha denunciado, vou ressaltar: Raising Dion brinca, e muito, com o universo de super-heróis. Abre-se espaço aqui, para as referências e citações à cultura pop que a Netflix usa para agradar a audiência desde Stranger Things (que aliás, também é referência). Mas estas não são intrusivas quanto na série, afinal, Dion tem apenas sete anos. Os personagens super-poderosos são a melhor forma do garoto entender e explicar pelo que está passando. Assim a maioria das alusões aparecem de forma mais orgânica.

Também inspirada nos quadrinhos é a jornada pela qual mãe e filho passam neste primeiro ano. A descoberta dos poderes, a busca por respostas, a ameaça iminente, encontro comaliados e inimigos. Tudo bastante comum ao universo dos super-heróis, e o ritmo em que a história se desenrola segue um tradicional crescente. 

A diferença aqui é a pouca idade do herói em questão que nos coloca no ponto de vista da mãe. Ele pode ter super-poderes, mas é ela quem tem que protegê-lo. Alisha Wainwright, é eficiente em nos fazer acreditar que personagem está perdida com a morte do marido logo nos primeiros minutos, e também o esforço e desgaste que ela enfrenta para deixar o filho seguro.

Eficientes também, são Jason Ritter como amigo bem intencionado, porém sem jeito; Jazmyn Simon a irmã médica/cética Kat; Ali Ahn a ambígua diretora da empresa de biotecnologia Bionica, Suzanne Wu e Deirdre Lovejoy como a misteriosa Charlotte Tuck. Enquanto Michael B. Jordan, evolvido também na produção, se mostra dedicado em sua participação especial de luxo.

Mas são as crianças quem chamam mais atenção. Ja'Siah Young convence em retratar a inocência, medo, encantamento por suas habilidades e a confusão criada por tantas mudanças na vida de alguém tão pequeno. Sammi Haney é carisma puro, ao dar vida a esperta e otimista Esperanza. O tratamento dado à personagem, é uma lição à parte para a molecada que deve assistir a série. Cadeirante de verdade, sua condição vira questão apenas quando o pequeno Dion, através de uma boa ação atrapalhada, percebe que isto não a faz diferente, e aprende sobre os limites (não limitações) de cada um. 

Além de diversidade, a série também traz discussões sobre mudanças climáticas, racismo, bullying, luto, sacrifício e até relacionamento abusivo. Muitos destes temas são apenas apontados pelo roteiro, sem longas discussões que talvez espantassem os mais, mas plantando uma semente na mente deles. Os temas estão inseridos no cotidiano de Nicole e Dion, ou fazem parte da trama principal, estando bem encaixados na narrativa.

Caprichada na construção do universo em que Dion vive, cercado de legos, quadrinhos e super-heróis em um mundo bem parecido com o nosso, a produção escorrega apenas no quesito efeitos especiais. Especialmente nos poderes de levitação que envolvem objetos flutuantes em nada realista CGI. Muito provavelmente restrições de orçamento de uma série que conta com bastante efeitos especiais. Há também tecnologias absurdas, "ciência maluca", e uma ou outra licença em por da narrativa (quem viu ao menos uma série médica, sabe que o Centro de Controle de Doenças não age da forma como é mostrado na série). Nada não entanto, que já não estejamos acostumados a relevar em obras de ficção-científica.

Raising Dion encontra um ponto de vista diferente em meio ao já saturado universo de super-heróis. Com produção caprichada, com elenco carismático e até um plot twist, diverte o suficiente para relevarmos uma ou outra falha. E mais, nos faz ficar engajados o suficiente para desejar acompanhar um pouco mais da curiosa criação do pequeno Dion.

A primeira temporadada de Raising Dion tem nove episódios, todos já disponíveis na Netflix.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Manto e Adaga - 2ª temporada

sexta-feira, outubro 04, 2019 0
Manto e Adaga é assumidamente uma série de opostos que se completam. Luz e trevas, esperança e medo, bem e mal, são a base da história de Tandy e Tyrone. Logo, é bastante curioso que em seu segundo ano a série decida mostrar quem nem sempre é tudo preto e braco. São as possibilidades da área cinzenta entre os estremos que impõe desafios aos protagonistas. O que não significa que o programa vai abandonar sua acertada dinâmica de opostos.

Os acontecimentos da temporada anterior inverteram as posições de Tandy Bowen (Olivia Holt) e Tyrone Johnson (Aubrey Joseph). A garota que antes vivia nas ruas de pequenos golpes, ajustou sua relação com a mãe e retomou seus estudos de balé. Enquanto o garoto que já fora um aluno modelo com futuro promissor, agora vive escondido, fugindo da justiça por uma falsa acusação de assassinato. Isso sem deixar de lado, a quebra de estereótipos que a produção promovera em sua estreia, afinal Ty é inocente, e Tandy ainda sabe praticar seus golpes. Apenas reforçando a discussão sobre preconceito, e a insistência da sociedade em rotular pessoas apenas por sua aparência.

Partindo deste cenário, provar a a inocência de Ty, contornando um sistema policial corrupto, é o objetivo principal da dupla. Entretanto, tudo nesta série vem em pares lembra? Assim uma nova ameaça à cidade se apresenta para Tandy. Abuso doméstico, violência física e psicológica contra mulheres e escravidão sexual estão entre os temas que esta nova ameaça discute. As duas tramas segue paralelas, inevitavelmente afetando uma a outra, seja por eventos em comum, seja porque seus heróis compartilham uma jornada.

E por falar na dinâmica entre os protagonistas, agora eles sabem da importância que tem na vida um do outros, e tem sua fidelidade testada eventualmente. Embora não tenham completa compreensão de como, ou porque, são dois lados da mesma moeda. Ainda sim evoluem juntos como personagens e heróis. Inclua aqui a evolução dos poderes isoladamente, tanto isoladamente quanto, combinados. Holt e Joseph trazem de volta a acertada química da primeira temporada, e parecem cada vez mais confortáveis tanto em seus papéis, como no "trabalho em equipe".


Um "membro honorário" desta equipe é a detective Brigid O'Reilly (Emma Lahana, eficiente), cuja jornada própria concite em conciliar dois lados de sua personalidade, literal e figurativamente. Seu lado vigilante implacável, a Mayhem, também é efeito colateral dos eventos do ano anterior. É aqui que a série começa a mostrar que nem tudo é preto no braco, já que as duas versões da moça tem acertos e erros.

Outra personagem que ganha destaque é Evita (Noëlle Renée Bercy), ela é a porta de entrada para o misticismo. Apenas apontado na primeira temporada, o vudo agora torna-se elemento chave na evolução dos poderes de Manto e Adaga, e principalmente na construção do vilão, através de divindades chamadas Loa. Outra quebra de paradigma aqui, realista ou não, raramente vemos religiões de matriz africanas tratadas de forma tão complexa, e livre de esterótipos em programas de TV.

A serie também acerta tem tornar físicos conceitos espirituais. Entre eles a forma como o vilão cessa medos e esperanças de suas vítimas se destaca, ao na forma de uma loja de discos também fornecer o tom musical para a temporada como um todo. Por outro lado, o excesso de conceitos complexos volta e meia se perde em suas próprias regras. Limites são estabelecidos e depois repensado em prol da trama e da compreensão dela. Embora a própria mudança deixe alguns aspectos bastantes confusos.

Outro ponto fraco é a demora na apresentação do vilão, que em prol do "plot twist" é atrasada. Obrigando a narrativa a recuar e diminuir o ritmo, para apresentar suas motivações apropriadamente, em um ponto em que a história desveria está se encaminhando para o fim. Felizmente, ao menos, suas motivações, são complexas e coerentes com a temática da temporada. E o ator responsável por apresentar suas mazelas (não vou dizer o nome, para não revelar o vilão antes da hora) consegue encontrar o tom entre a dor e a soberba do personagem.

Tem boas cenas de ação e com efeitos especiais continuam contidos, que funcionam. Mesmo porque, aqui eles são apenas o complemento aos dramas e discussões dos personagens e da sociedade em que estão inseridos. E estes são atuais e relevantes. Alguns deles trabalhados desde de o ano anterior, outros novos, todos trabalhados de forma clara e bem inserida na vida dos personagens.

Menos afinada que em sua estreia, a esta temporada tem um ritmo oscilante. Além de alguns espaços no roteiro que podem, ou não ser resolvidos em um terceiro ano, ou no crossover já anunciado com Marvel's Runaways. Funciona melhor em maratona, enquanto o carisma dos protagonistas mantém o interesse quem prefere assistir aos poucos.

Equilibrada como sua temática de opostos que se complementam, Manto e Adaga tem segundo ano mais fraco, porém ainda cheio coragem para fugir do previsível, e excelentes temas e discussões. É uma pena que os fãs da Marvel, sempre empolgados com adaptações da marca, ainda não tenham destinado um olhar mais atento para esta série.

Cada temporada da série tem 10 episódios No Brasil é exibida pelo Canal Sony, o mesmo de Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e Marvel's Runaways, a primeira temporada também está disponível na Netflix.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Coringa

quarta-feira, outubro 02, 2019 0
Embora haja uma fórmula mágica adotada à exaustão para levar as aventuras dos gibis para as telas, "Filmes de quadrinhos" não são exatamente um gênero, ou mesmo subgênero. Quando uma produção corajosa percebe isso, e escolhe abordar estas adaptações com novos pontos de vista é praticamente inevitável se destacar. Coringa é um destes felizes exemplos, um drama sobre as consequências do desamparo da sociedade aos mais necessitados, que também é a origem de um dos mais icônicos vilões das HQs.

Na decadente Gotham, Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) ganha a vida como palhaço enquanto tenta uma carreira de comediante e cuida da mãe idosa. Preso em um ciclo de fracassos, tanto por sua condição mental, quanto pela sociedade decadente em que está inserido, à certa altura ele percebe ser a grande piada. A partir daí, passa a abraçar seus desejos e pensamentos mais extremos, suas ações refletem na sociedade de forma caótica e desastrosa.

De todos os personagens das HQs, o Coringa é provavelmente aquele que mais permite brincar com suas origens, graças à sua natureza caótica e imprevisível. Dito isso, vale apontar, não há uma história específica por trás desta adaptação. Esta história de origem é um quebra cabeças de características, ideias e momentos que o personagem tivera ao longo dos anos, abordados com uma estética realista, e violenta, que faz referência à produções dos anos de 1970, muitas delas de Martin Scorcese. O Rei da Comédia e Táxi Driver, são as referências mais claras. O segundo, inclusive bastante evidente através da estética suja de Gotham, escolha de cores e fotografia. Mas também há vislumbres de Um Estranho no Ninho e Laranja Mecânica, citando apenas os mais conhecidos.

A intenção é retratar o Palhaço do Crime sem as amarras ou restrições ao seu potencial caótico, que versões anteriores precisaram seguir (a classificação indicativa no Brasil, é 16 anos). O resultado é um estudo de personagem complexo e bem construído, que leva em consideração não apenas seus dramas pessoais e psicológicos, mas a influência das mazelas da sociedade nele e vice-versa. Aqui a produção abre espaço para discussão política, desigualdade social, luta de classes, descaso das autoridades, busca por liderança e exemplo.

Este último, o motivo das maiores críticas à produção. Ao tornar o protagonista e sua forma violenta de agir como exemplo de protesto e mudança, contra injustiças também presentes na vida real, o longa fora acusado de exaltar a violência e incitar atos semelhantes. Particularmente, acredito que a intenção seja exatamente a oposta, nos fazer discutir o tema. Fica a dúvida se o grande público vai estar disposto à pensar sobre o que viu. Ou se seria preciso determinar com mais clareza o "mau exemplo" que é o modus operante de Fleck, e que custos isto teria à produção como forma de arte. O limite entre apologia e crítica passam pela compreensão de quem recebe a obra. Não é uma discussão nova, já estava presente nos já mencionados Laranja Mecanica e Táxi Driver, e vai continuar por mais alguns anos.

De volta ao complexo estudo de personagem, nada surtiria o mesmo efeito (nem mesmo a polêmica discussão acima) não houvesse uma interpretação que abrangesse todas as sutilezas de Artur Fleck. Desde a sua frágil posição no sistema, passando pelos momentos de delírio, choque, catarse e o consequente nascimento do Coringa. Joaquin Phoenix se entrega a todos estes estágios, e as oscilações entre eles com maestria. Desde a voz suave e frágil, à risada contundente, incontrolável e desconfortável, a composição considera aspectos físicos e principalmente psicológicos com um intensidade que chega ser desgastante até para quem apena assiste.

Se sofremos com ele, também nos deliciamos mesmo que incômoda e momentaneamente com sua libertação. Em especial em uma cena em que o personagem desce uma escadaria realizado e feliz, abraçando sua descida, literal e metafórica, ao mundo do caos e crime. Também nos sentimos culpados, por perceber uma ponta de aprovamento por suas ações. Estamos torcendo por ele, e sua luta contra a opressão, mas é errado.

Servindo de apoio para toda esta construção, o elenco traz ainda Zazie Beetz, Frances Conroy e Brett Cullen. Com destaque a atuação acertada de Robert De Niro, como o carismático e comunicativo apresentador de TV Murray Franklin.

A direção de arte e a fotografia situam bem tanto o período em que a trama se passa, final dos anos 70, inicio dos 80, talvez, como a decadência de Gotham. Assim como o figurino que ainda brinca com as cores características do personagem. Já a trilha sonora, traz canções conhecidas que ressaltam a melancolia, confusão e loucura da vida do palhaço.

Há ainda tempo, para esclarecer a importância do personagem na vida do Batman. Embora não haja aparições do herói, ou de qualquer outro mocinho ou vilão da DC. É a história do Coringa, apenas ele, sem amarras com outros personagens ou o universo da DC. E isto é mais que suficiente.

Assumida e propositalmente violento, sombrio e melancólico, Coringa é um estudo de personagem. Um drama sobre um homem com uma condição psicológica desamparado tanto pelo estado, quanto por aqueles que o cercam. Um filme tão interessante e intenso, quanto desconfortável (novamente propositalmente), que por acaso tem como protagonista um dos mais adorados vilões das HQs, da história. O olhar da indústria com relação à estes personagens parece estar amadurecendo, e descobrindo que suas adaptações podem ser muito mais que um mero "filme de quadrinhos".

Coringa (Joker)
2019 - EUA/Canadá - 121min
Drama

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