Ah! E por falar nisso...

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Comic Con Experience: A Experiência 2019

quarta-feira, dezembro 11, 2019 0
É isso. Não tem mais jeito, as memórias frustantes da CCXP 2019, superaram seus momentos épicos. E antes que você, que ainda está apaixonado pelo evento, me acuse da infame prática do "mimimi", aí vai um breve histórico da minha relação com o evento.

Esta blogueira que vos escreve estava lá desde o princípio, em 2014. O São Paulo Expo era absurdamente menor, o numero de estandes e convidados também. Mesmo assim, o encantamento foi imediato. Em 2015 a bagunça era enorme com o crescimento repentino, mas o esforço para funcionar era visível. Na edição de 2016 tudo parece ter funcionado direitinho, com um bom equilíbrio de espaço e público. A partir de 2017 a superlotação começou a causar problemas, ao mesmo tempo que a disponibilidade dos organizadores para ouvir o público parece ter diminuído. Para quem frequenta a feira, o foco agora parece ser agradar estúdios e VIPs. Problemas que se repetiram em 2018, e agravaram em 2019, chegando ao estado crítico.

Todo este processo de desencantamento, foi registrado anualmente neste modesto blog. (leia sobre as edições de 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018) Embora até o entusiamo de escrever sobre a feira tenha diminuído nos últimos anos. Ao contrario do que se possa pensar, não gosto de fazer texto apenas para criticar coisas.

De volta à edição 2019...

A palavra é "superlotação"!
São 65 mil pessoas circulando pelo evento nos quatro principais dias. O São Paulo Expo suporta essa lotação, o que não significa que o evento comporte. O auditório é o indicativo mais gritante, com pouco mais de 3000 lugares, não comporta nem 10% do público, o que somado ao "hype" construído por semanas, gera ansiedade, caos e frustração.
Painel de Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa!
A fila de sábado para o auditório deste ano começou a se formar ainda na quinta-feira, as pulseiras terminaram por volta das 20h da sexta-feira, antes mesmo do evento fechar as portas naquele dia. O resultado? Muito bate-boca, ameaças, brigas e uma noite de tensão para aqueles que conseguiram um lugar. Frio, blackout e correria na madrugada estão entre os relatos dos participantes. Ah! E para conseguir seu lugar muitos deles perderam parte do evento na sexta-feira, alguns o dia inteiro.

"Mas você deve ir pelo evento, não por um ou outro convidado."

Aplicativo da Warner
Eu costumava dizer isso. O problema é, não dá para fazer muita coisa no evento também. São horas preso na fila para cada atividade, limitando a quantidade de coisas que conseguimos participar. Alguns estandes até tentaram resolver a situação.

HBO e Netflix conseguiram reduzir o tempo de filas distribuindo pulseiras com horários marcados. O problema? Se você não bateu ponto no estande assim que o evento abriu, não conseguiu uma. O aplicativo da Warner com marcação ao longo do dia resolveria este problema, se funcionasse.

Ao menos o esforço dos estandes em resolver é mais evidente do que o da própria CCXP. Por outro lado, os estandes gigantescos dos grandes estúdios, além de eliminar completamente as marcas e lojas menores (justo aquelas com boas promoções), dificultam a circulação. Resumindo, mesmo se você escolher apenas passear pela feira, será uma tarefa difícil.

Outros problemas...

Alimentação à preços altos, problema presente em todo evento fechado no Brasil.

O nó que se forma na único acesso do São Paulo Expo, especialmente no fim do dia, quando todos saem ao mesmo tempo.

O confuso sistema de filas na entrada, que nem sempre os funcionários conseguem seguir.

Os privilégios pagos. Desde 2017 visitantes com os pacotes Épic e Full ganharam uma hora a mais de feira. Quer dizer que abre mais cedo para eles? Não. Todos os outros entram uma hora mais tarde.

O público também tem sua parcela de culpa, que exagera, tenta burlar o sistema, furar filas, comprar/furtar pulseiras, pegar mais brindes que precisa, e passa por cima de tudo e todos para supostamente "viver o épico". Foi por causa desse desespero que Ryan Reynolds quase se acidentou no mini auditório do Omelete.
Os brindes que causam correria nos quatro dias. Será que vale tanto stress por pôsteres e sacolas?

É possível resolver?

Sempre é. Entretanto, diferente de 2014 e 2015, a CCXP parece estar menos disposta à ouvir o público. Como é possível ver neste esclarecimento que a organização forneceu ao UOL, logo depois do site publicar uma matéria apontando os problemas. Muita auto-afirmação, nenhuma indicação de que estão ouvindo as reclamações, conferindo sua veracidade, e buscando alternativas para melhorar.

2019 teve alguns momentos épicos, perdidos em meio a ansiedade, cansaço e muita frustração. A superlotação é provavelmente o grande problema, mas o São Paulo Expo não tem para onde crescer, e dificilmente os organizadores sequer cogitarão diminuir o número de ingressos. Logo, está difícil enxergar melhora.

Termino este texto pedindo desculpas caso minhas palavras tenham sido duras, ou vão de encontro com a opinião de quem ainda está apaixonado pelo evento (bom para você). Mas, após seis anos apoiando o evento, eu precisava contar como fui me "desapaixonando" da experiência. É uma pena, que agora eu precise ser convencida de que um evento que já curti tanto ainda vale à pena. Alguém quer tentar me ajudar a ver o lado bom?

Leia mais sobre a Comic Con Experience
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Resgate do Coração

segunda-feira, dezembro 09, 2019 0
Por algum motivo que a razão desconhece, eu fui assistir à Resgate do Coração pensando que se tratava de um daqueles filmes de natal da Netflix, que aparecem aos montes nesta época do ano. Mas as datas festivas aqui, servem apenas para pontuar a passagem de tempo na jornada da protagonista.

O marido de Kate (Kristin Davis), esperou apenas o filho sair para faculdade para contar a esposa que o casamento estava acabado. Em choque e sem rumo, a rica novaiorquina decide fazer sozinha a viagem de segunda lua de mel para a África que planejava há tempos. Chegando lá, ela esbarra em um novo romance. Derek (Rob Lowe) traz na bagagem um novo propósito de vida para ela, proteger elefantes.

Auto-descoberta, saída da zona de conforto, empoderamento feminino, busca por um propósito nobre na vida, preservação ambiental... Os temas de Resgate do Coração parecem ter sido escolhidos sob encomenda, para abordar tudo aquilo que está na moda e/ou faça emocionar. É claro, que este processo burocrático cria um roteiro previsível e com pouco charme.

Não é difícil deduzir o destino de Kate, e até seus fracos conflitos apenas pela sinopse. Ela deve abandonar sua vida antiga, família e amigos, para viver um novo amor e redescobrir uma paixão da juventude? São tempos de avião e Skype, não é um dilema tão grande assim não é mesmo?

Entretanto, não são previsibilidade e as temáticas programadas para emocionar, o problema mais gritante desta produção Netflix, são as conveniências absurdas, e a insistência de atrelar o desenvolvimento pessoal da protagonista à figuras masculinas. Kate é veterinária que abandonou a carreira para ser dona de casa, coincidentemente esbarra em um pretendente que cuida de animais, e logo se vê apta a cuidar de grandes paquidermes.

Ao menos a temática de preservação ambiental é válida. Explica direitinho a caça predatória dos elefantes em busca de marfim, e o trabalho complexo que é recuperar feridos e filhotes órfãos reabilitando-os para a vida selvagem. Uma pena que faça isso sob a visão do salvador branco, que geralmente transforma o continente africano em uma nação só. Kate foi para África, simples assim. O filme não se preocupa muito em determinar o país, seu povo ou cultura, como se o continente inteiro fosse uma coisa só.

Com um roteiro simples e nada original, a direção de Ernie Barbarash também não foge do previsível. Bem executado, mas sem personalidade ou charme. Kristin Davis e Rob Lowe até tentam, mas não podem fazer muito com as frases que soam como cartões de natal e campanhas de conscientização sobre a extinção, e consequentemente criam pouca química em seu romance obrigatório. Enquanto isso, a trilha sonora, faz questão de tentar pontuar o influenciar o que devemos sentir do lado de cá da tela.

Resgate do Coração é bem intencionado, mas pouco inspirado. Seu maior mérito é a introdução à conscientização sobre a caça predatória, e a luta para a preservação dos elefantes. Previsível, pretende inundar o espectador de boas mensagens, mas acaba servindo apenas como distração enquanto digerimos à ceia ao lado da família sonolenta. Talvez seja mesmo um filme de natal afinal.

Resgate do Coração (Christmas In The Wild)
2019 - EUA - 85min
Drama, Romance
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Obras raras da Literatura Fantástica no Brasil, apoie o o projeto!

sexta-feira, dezembro 06, 2019 0
Editora Wish lançou uma campanha no Catarse para publicação de obras raras da literatura fantástica no Brasil. O projeto fica aberto até o próximo domingo, 08 de dezembro, e merece sua atenção. Vem conhecer os títulos.

O primeiro deles, A Rainha do Ignoto, ganha nova edição completa no Brasil depois de anos desde seu último lançamento, em 2003. Escrita pela cearense Emília Freitas e publicada originalmente em 1899. A obra é pioneira da fantasia e ficção científica nacional e estava esgotada há anos em todas as livrarias, bibliotecas públicas e sebos virtuais. O livro será lançado em um box de colecionador acompanhado do inédito A Filha do Rei de Elfland, fantasia escrita por Lord Dunsany em 1924, cujos direitos foram adquiridos com exclusividade pela Editora Wish. A obra é mundialmente conhecida por ter sido influenciadora de autores como Lovecraft, Tolkien, Neil Gaiman e Del Toro, e narra a história de um mundo fantasioso cheio de magia, bruxas e elfos.

A Rainha do Ignoto

A Rainha do Ignoto discorre sobre temas relacionados à alma feminina e à situação das mulheres na sociedade patriarcal, apresentando uma sociedade secreta de mulheres, hierarquicamente organizada em uma ilha, denominada Ilha do Nevoeiro, governada por uma Rainha que recrutava mulheres a partir do sofrimento vivenciado por elas no cotidiano. Numa curiosa narrativa que lembra as velhas lendas, Emília Freitas recria o clima de mistério a beleza dos contos europeus. O grande interesse do livro está na criação de uma utópica comunidade de mulheres, as chamadas paladinas, que fazem o bem e buscam ajudar aos perseguidos.

O romance terá cerca de 400 páginas, e a história será acompanhada de um prefácio escrito por Alexander Meireles da Silva, professor associado da UFG, pesquisador de Literatura Fantástica e criador do canal Fantasticursos; e posfácio de Adrianna Alberti, pesquisadora e mestre em Letras pela UEMS.

A Filha do Rei de Elfland

O estilo poético e a grandeza arrebatadora de A Filha do Rei de Elfland o tornaram um dos romances de fantasia mais amados do nosso tempo, uma obra-prima que influenciou alguns dos maiores fantasistas contemporâneos.

Na história, o Senhor de Erl descobre que seu povo gostaria de ser governado por um mestre mágico. Obedecendo aos costumes, o Senhor envia seu filho, Alveric, para encontrar a filha do Rei de Elfland, Lirazel, e torná-la sua esposa. Alveric parte em sua busca com a ajuda da bruxa Ziroonderell. Mas assim como muitas noivas mágicas do folclore, Lirazel não se adapta à realidade humana e retorna a Elfland; e Alveric, apaixonado, tenta mais uma vez encontrá-la. A história comovente do casamento entre um homem mortal e uma princesa elfa é uma tapeçaria magistral do conto de fadas que segue o "felizes para sempre".

A edição terá aproximadamente 260 páginas, com tradução de Cláudia Mello Belhassof, tradutora de Enraizados, Doctor Who e Bela Distração, entre outros; e prefácio de Enéias Tavares, professor de Literatura Clássica na UFSM e diretor do Centro de Pesquisas
William Blake.

Sobre os autores...

Emília Freitas foi romancista, poeta e professora. Nascida em 1855, no interior do Ceará, viveu parte de sua vida em Fortaleza e Manaus, duas cidades que influenciaram a construção da ambientação em suas obras. Participou ativamente dos movimentos sociais da época, colaborando em periódicos abolicionistas e fazendo parte da Sociedade das Cearenses Libertadoras - uma associação feminina em prol da abolição da escravidão. É considerada a autora pioneira da literatura fantástica brasileira com a obra A Rainha do Ignoto, que mistura fantasia, ficção científica e um pouco do terror vitoriano.

Edward John Moreton Drax Plunkett, 18º Barão de Dunsany, foi um escritor e dramaturgo anglo-irlandês, notável por seu trabalho em fantasia publicado sob o nome de Lord Dunsany. Mais de oitenta livros de seu trabalho foram publicados, e sua obra inclui centenas de contos, além de peças, romances e ensaios de sucesso. Nascido em um dos títulos mais antigos do grupo irlandês, ele viveu grande parte de sua vida na casa mais habitada da Irlanda, talvez o Castelo Dunsany, perto de Tara, e recebeu um doutorado honorário do Trinity College.

Sobre a campanha...

As recompensas vão desde a compra dos livros - separadamente ou no box especial de colecionador - à propostas de patrocínio. Existe também uma recompensa especial para quem quiser doar exemplares para escolas e bibliotecas públicas.

Se interessou? Abaixo todos os detalhes da publicação e link para apoiar o projeto
Box Literatura Fantástica Rara - “A Rainha do Ignoto” e “A Filha do Rei de Elfland”
De 08/10/19 à 08/12/19
Os apoios vão de R$ 15,00 a R$ 900,00
Link: catarse.me/boxfantasias
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Entre Facas e Segredos

quarta-feira, dezembro 04, 2019 0

Coronel Mostarda com a chave inglesa na biblioteca! Entendeu a referência? Então, provavelmente já jogou Detetive (ou Clue, no original). Entre Facas e Segredos é como o jogo de tabuleiro, com peças e pistas bem definidas, e uma notável capacidade de nos envolver na investigação.

O famoso escritor de histórias policiais, e patriarca de uma peculiar família, Harlan Thrombey (Christopher Plummer é encontrado morto em sua mansão. O detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é contratado para investigar o caso, e logo percebe que praticamente todos à sua volta tem bons motivos para querer a morte do milionário.

É impossível fugir da comparação com as tramas de Agatha Christie, a homenagem é assumida e acertada. As semelhanças estão na boa escolha e uso dos "jogadores" e pistas. Embora o segundo ato traga uma revelação que da ao filme caminho próprio, antes de ganhar uma bem construída reviravolta em seu desfecho. Infelizmente, contar mais que isso, pode estragar as boas surpresas.

Para sustentar uma trama rica em detalhes, com muitos personagens e consequentemente pouco tempo de tela para alguns deles, a produção aposta em um elenco talentoso, conhecido e claramente se divertindo no trabalho. Nomes como Jaime Lee Curtis, Tony Collete, Chris Evans e Michael Shannon facilitam tanto a empatia, quanto o reconhecimento do lugar de cada um no tabuleiro.

Ana de Armas surpreende ao segurar bem a tarefa de fio condutor e conexão com o espectador em meio a um elenco de estrelas, criando uma personagem ingênua e carismática. O outro destaque fica com Craig e seu detetive propositalmente caricato à lá Hercule Poirot, nos fazendo até assumir seu sotaque exagerado como parte da graça.

E por falar em humor, há espaço para boas gargalhadas no roteiro, que equilibra bem tensão, mistério e as piadas criadas pelas situações personalidades absurdas. Igualmente bem distribuídas, são as pistas ao longo do desenrolar da trama, e até no cenário.

A mansão Harlan, merece uma atenção especial. Montada como um tabuleiro de jogo, traz vestígios, indicações e até metáforas em seus cômodos, decoração e cantos escuros. Roteirista e diretor, Rian Jonhson sabe usar estes elementos para construir sua histórias, com ângulos bem pensados.


O argumento de Entre Facas e Segredos, é bastante tradicional: o patriarca está morto, todos são suspeitos. Mas, seu desenrolar busca caminhos próprios ao mesmo tempo que parodia e homenageia, os clichês do gênero. Tudo isso de forma inteligente, dinâmica e bem construída para levar o espectador a investigar ao lado de Poirot Benoit Blanc, e se divertir bastante durante o jogo.

Entre Facas e Segredos (Knives Out)
2019 - EUA - 131min
Policial, Drama, Comédia
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. - 6ª temporada

segunda-feira, dezembro 02, 2019 0
Eu sei. Estou bastante atrasada com resenha do sexto ano de Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D.. Culpa da transmissão atrasada do Cana Sony, que exibe a série no Brasil e do colapso tecnológico que este blog enfrentou no último mês. Mas como acompanho as aventuras de Coulson e cia desde o início, e o desfecho da jornada está próximo, não queria de deixar de comentar ao menos um pouquinho as ultimas temporadas.

O quinto ano, bem poderia ser o último. As ameaças foram eliminadas, Coulson está morto, a S.H.I.E.L.D. sob nova direção, apenas o destino de Fitz "congelado em carbonita" era um gancho para a temporada seguinte. E este é apenas um dos desafios da equipe, agora dividida em duas. A célula de resgate composta por Daisy, Simmons, Piper e Davis no espaço em busca de Fitz e Enoch. Mac, YoYo, May e vários agentes "sem nome" (de onde eles vieram mesmo?) na Terra, encarando uma nova ameaça com um semblante incomodamente familiar.

Com apenas 13 episódios, ao invés dos tradicionais 22, a série ganhou um ritmo mais dinâmico, ampliando o tom de urgência que assumira nas últimas temporadas. Alternando entre as duas jornadas espaço e Terra, até que elas se encontrem. E novamente fazendo bom uso da extensa mitologia que dez anos de MCU e cinco de série proporcionam. Embora a produção nunca tenha estado tão descolada da linha principal do cinema.


São os conceitos, e não personagens que a série usa para criar sua complexa narrativa syfy, sem vergonha de ser exagerada e imaginativa. Pedras poderosas, super-poderes, viagens espaciais,aliens, Hydra, viagem no tempo e até multiverso, compõem os mistérios e reviravoltas da temporada.

E por falar nos mistérios e plot-twists, estes são tantos que quase ultrapassam os limites da curiosidade, beirando a confusão. Felizmente é o apego a equipe que acompanhamos por tanto tempo que faz a balança pender para o lado certo. Nos importamos com o time principal, e prezamos por seu bem estar, daí surge o interesse.

Surge daí também, os dois melhores episódios da temporada Fear and Loathing on the Planet of Kitson brinca com a percepção de alguns personagens, enquanto Inescapable flerta com produções de terror enquanto explora as memórias de Fitz e Simmons.

As limitações técnicas comuns a séries de TV aberta, continuam existindo. Mas, assim como nas temporadas anteriores, atendem às necessidades principais da trama.

O sexto, e penúltimo ano de Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D., e dinâmico, divertido, exagerado e meio maluquinho. Aposta no carisma dos personagens, e na liberdade criativa que compensa quem estiver disposto a abraçar as possibilidades.

Agents of S.H.I.E.L.D. é exibida no Brasil pelo canal Sony. As cinco primeiras temporadas também estão disponíveis na Netflix. O sétimo e ultimo ano deve estrear apenas em 2020, 13 episódios.

Leia mais sobre Agentes da S.H.I.E.L.D e sobre o universo da Marvel.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Você está pronto para a CCXP 2019?

quinta-feira, novembro 28, 2019 0
Está na hora! Falta menos de uma semana. É o momento dos últimos preparativos para a viagem, de montar seu itinerário nerd, e de relembrar aquelas preciosas dicas que reunimos aqui neste blog ao longo de cinco edições. 'Bora-lá' para a edição atualizada do nosso modesto manual para a sobrevivência e aprimoramento de seus dias de nerdice.

Antes de sair de casa...

Use roupas confortáveis - você vai andar muito, sentar no chão, participar de atividades nos estandes, carregar brindes e comprinhas, se espremer em meio a multidão para ver seu ídolo, logo aposte nas opções mais confortáveis do seu guarda roupa. Sapato fechado também é uma boa para proteger os pés de pisões.

Escolha uma bolsa adequada - aquela que caiba tudo que você precisa, e não seja desconfortável ou pesada demais, e resista a jornada. Se for trazer colecionáveis para casa, vale pensar em como carregá-los. A galera que coleciona pôsteres costuma levar tubos telescópicos para manter suas artes protegidas. Há quem leve mala de rodinhas para carregar aquela estatueta mais pesada, embora não seja tão simples arrastá-la no meio da multidão.

Fique atento aos seus pertences -  o evento tem segurança, mas oportunistas existem em todo lugar, não se descuide.

Lanches e água - é claro que tem praça de alimentação na feira, e uma lanchonete para quem vai passar o dia inteiro no auditório, mas os preços são altos, e as filas grandes. Logo não custa estar preparado, e levar lanches de emergência naquela bolsa bem escolhida que mencionei acima. Também vale levar uma garrafinha de água, já que normalmente é possível encontrar bebedouros para reabastecê-las. Mas atenção às embalagens, aquelas que oferecem risco, como vidro, não são permitidas. O ideal é levar os alimentos em suas embalagens originais lacradas. Em caso de alimentos não industrializados, em embalagem de plástico que esteja fechada.

Panterinha ou mini Mulher-Gato?
De qualquer forma uma heroína!
Identifique as crianças - younglings são mais que bem vindos, a CCXP tem atividades e áreas dedicadas aos nerds em formação. Mas não esqueça de identificar os pequenos com seus contatos caso eles se percam. Se a criança for maiorzinha, combinar um ponto de encontro fácil de encontrar é uma boa ideia. 

Na entrada tanto os pais, quanto as crianças precisam apresentar documentos de identificação com foto ou certidão de nascimento. Menores entre 13 a 18 anos podem frequentar a convenção desacompanhados se apresentarem uma autorização assinada pelos pais, disponível na página do evento.

Vai de cosplay? - Você não precisa pegar o metrô e ônibus com sua confortável "roupa de Mística". O evento oferece camarim para a galera se arrumar, e dar uns retoques no look durante o dia. Atenção às replicas de armas, elas não podem oferecer risco à outros participantes e podem ser confiscadas na entrada. Escolha artefatos criados a partir de materiais leves, sem pontas, lados afiados ou projéteis, os objetos também não podem funcionar ou parecer armas verdadeiras.

Dois tipos de meia-entrada? - Sim, este ano há valores diferentes para a meia-entrada tradicional (estudantes, professores, PCD’s e idosos), e a meia-entrada social (aquela que você garante doando um livro). Quem comprou a meia-tradicional, deve apresentar um documento de comprovação do direito? Se você não o tiver, pode transformar seu ingresso em meia-social, pagando os R$20,00 de diferença e doando um livro. O passo-a-passo de como fazer a mudança você encontra no site oficial. Dito isso...

... não esqueça o seu livro! -  quase todo mundo compra a meia entrada social, disponível para quem se prontifica a levar um para o projeto Leitura Alimenta. É preciso um livro por credencial, quem comprou dias separados deve levar um para cada dia. Quem optou para as credenciais de quatro dias, precisa levar apenas um no primeiro dia. Os seguintes tipos de livros não são permitidos: Didático ou técnico; Religioso ou Político; Eróticos ou Pornográficos; Fotográficos; em língua estrangeira.

O caminho...

Como chegar? - A melhor opção é o transporte público. O evento disponibiliza ônibus que fazem o trajeto do Terminal Jabaquara ao São Paulo Expo gratuitamente*. Mas não se espante se vir gente fazendo este trajeto a pé, especialmente no fim do dia. O transito para sair do centro de convenções fica caótico, por isso muita gente prefere encarar vinte minutos de caminhada, ao invés de horas de espera por uma vaga no ônibus.

Mas se você preferir pode ir de carro - São Paulo Expo Exhibition & Convention Center conta com um Edifício Garagem de muitos andares, o estacionamento é pago*.

*Os valores do estacionamento, e horários dos ônibus estarão disponíveis no site do São Paulo Expo.

Bora dormir na fila? - Este é o primeiro ano em que os ingressos esgotaram semanas antes do evento. O que significa que todos os dias estarão com a lotação de sábado e domingo. E, consequentemente, até os outrora calmos painéis de quinta e sexta-feiras estarão super concorridos. Dormir na fila ou chegar no meio da madrugada pode ser a única forma de entrar. A outra opção é encarar a fila interna durante o evento, mas ela tem fama de pouco andar, e você vai ficar preso olhando a feira, e toda a diversão fora da fila.

Na feira...

Você vai ficar em filas, é um fato! - a paciência é a arma do nerd caro padawan, e você vai precisar de muita pois há fila para tudo, painéis, estandes, banheiros, comida... Mas, isso não é necessariamente uma coisa ruim. Aproveite este momento, para observar os cosplayers, a movimentação, colocar a leitura em dia, ouvir podcasts, jogar conversa fora, fazer amigos... Em nenhuma outra fila você vai encontrar tantas pessoas com os mesmos interesses que você.
Tem fila até para entrar na fila! A primeira dá a volta no pavilhão atravessa uma rua e "ziguezagueia" pelo estacionamento"

Você vai precisar fazer escolhas difíceis - tem muita coisa interessante acontecendo ao mesmo tempo, e provavelmente você vai ter que escolher entre duas ou mais atrações imperdíveis. Fique de olho na programação, no aplicativo da CCXP (não tem mais os mapinhas impressos com os horários, pena!), para organizar sua agenda e tentar ver o máximo possível. Se participa de grupos dos whatsapp e facebook, fique de olho, o pessoa costuma dividir dicas. Crie um plano de batalha!

Se mesmo assim você não conseguir ver tudo, ou ficar de fora daquele painel desejado - não fique chateado. Sério, eu sei que é difícil. Aproveite o evento. Se não der para encontrar aquele artista favorito, busque outra atividade, opções não faltam e você pode descobrir outra paixão nerd no processo.

Pechinchas no Artists Alley
Sobre dinheiro - é possível fazer compras com cartão em quase todas as lojas e estandes. Mas não deixe de levar dinheiro trocado para facilitar. Tem produtos de todos os preços, especialmente no Artists Alley, compras mais baratinhas são bem mais rápidas com dinheiro vivo.

E por falar no Artists Alley, - mesmo que você não seja "nerd de quadrinhos" não deixe de dar uma passada por lá, pois o pessoal cria arte de todo tipo e tema. Além disso é o maior Artists Alley do mundo, logo, merece sua atenção.

Este ano, os artistas se reuniram e criaram um álbum de figurinhas com artes de todos os expositores. Finalmente solucionando meu dilema de querer (e não poder $$$) comprar uma coisa de cada mesa. O álbum custa R$20, e as figurinhas você pega visitando as mesas. 

Meet & Greet - se comprou uma foto ou autógrafo com aquele ídolo, fique atento ao horário para não perder o encontro. Além de pagar pela atividade, você precisa ter o ingresso da CCXP para o dia em que ela acontece.

Os fãs de quadrinhos são mais sortudos nesse quesito, muitos quadrinistas batem ponto no Artists Alley, é só passar lá cumprimentar seu ídolo, comprar um arte com ele e garantir aquela dedicatória caprichada e se bobear até uma selfie. Para grandes nomes as sessões de autógrafos são agendadas (como Maurício de Souza) e até mesmo pagas (caso do Frank Miller, que precisou cobrar depois de quase quebrar o evento quando fez sessão gratuita), outras sessões são surpresa em standes de estúdios. A dica é ficar alerta, seguir os artistas e marcas que curte nas redes, conversar com os coleguinhas nas redes e por aí vai...
Homenagem aos 80 anos do Superman da CCXP 2018. Estava no cantinho do pavilhão, muita gente não viu.

Tire muitas fotos, filme bastante, - faça uma coleção de imagens dos cosplayers mais legais (eu vou fazer). Entretanto fique atento às regras, nos painéis existem momentos com conteúdo exclusivo que não poder ser filmado e fotografado.

Pode pedir para tirar fotos com os cosplayers, eles adoram ter seu trabalho apreciado!

Exigências dos estandes - desde o ano passado, alguns estandes como o da UCI, exigem que você poste uma foto com a hashtag deles para ganhar seus brinde, logo, vale a pena economizar o plano de internet, para poder atender esse "requisito" quando preciso. Mas já vou avisando, sinal de celular não é dos melhores no pavilhão - gente demais conectada ao mesmo tempo - então a tarefa pode sim ser mais difícil do que você imagina.

Agendamento de atividades - ano passado para diminuir as filas nos corredores, alguns standes como a HBO e Warner adotaram a distribuição de senhas e o agendamento das atividades. Novamente fique de olho nas redes sociais dos seus favoritos, eles costumam anunciar por lá.

Lembre-se! Seu fandom não é o único, nem o melhor do mundo - e ninguém é obrigado a gostar de uma coisa só. Aquele cara com cosplay incrível de Kratos, pode sim ser mega fã do Maurício de Souza e tem tanto direito quanto você. O clima não é de competição pequeno gafanhoto, mas de confraternização. Vai que você descobre outro universo que ama, ou um amigo para toda a vida!


Não esqueça as recomendações de sempre
  • Coma e beba àgua! Acredite, na empolgação muita gente esquece de se alimentar.
  • Marque pontos de encontro caso se perca de seus amigos, de preferencia em locais onde a aglomeração de pessoas é menor. Lembra que o sinal de celular não é dos melhores lá dentro? É bom garantir essa opção das antigas para não ficar para trás.
  • Fique atento aos seus pertences e recolha seu lixo.

Checklist pronto, preparativos feitos, agora é só viver o épico! 

A CCXP acontece entre 5 e 8 de dezembro - dia 4 tem a spoiler night para alguns nerds sortudos - em São Paulo. Tem posts sobre todas as edições da CCXP aqui no blog, vem conferir!

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Uma Segunda Chance Para Amar

terça-feira, novembro 26, 2019 0

Esta aberta a temporada 2019 de produções natalinas. Uma Segunda Chance para amar é a primeira produção com a temática a chegar na tela grande, embalado pelas músicas de George Michael.

No último Natal, Kate (Emilia Clarke) esteve a beira da morte. Um ano mais tarde, a jovem venceu a doença, mas não a superou, embarcando em uma rotina auto-destrutiva e desinteressada pela vida. É neste contexto que ela conhece Tom (Henry Golding), um rapaz adoravelmente esquisito e misterioso, que vai incentivá-la a ver a vida de um modo diferente.

O roteiro de Emma Thompson e Bryony Kimmings segue uma mistura acertada de comédia romântica e redescoberta pessoal. Apostando na protagonista e na comunidade que a cerca. Não é apenas a vida de Kate que acompanhamos, mas também daqueles que tem sua vida afetada, tanto por seu mau comportamento, quanto sua potencial redenção.

Desde sua mãe traumatizada por ter sido forçada a abandonar sua terra natal, passando por amigos muito pacientes e até os frequentadores do abrigo de sem tetos da região. É este senso de comunidade que confere carisma a trama e reforça a atmosfera natalina. Além, é claro, do fato da protagonista trabalhar numa loja de artigos natalinos, que funciona o ano todo.

Entretanto, as pequenas histórias paralelas são apenas enfeites na trama principal. A jornada de Kate é bastante previsível, a escalada para fora do fundo do poço de auto piedade, após o encontro com alguém especial. A diferença aqui, é que o roteiro até explora o romance, mas o descarta para que a protagonista possa ascender por conta própria. O que é coerente com a curiosa reviravolta do desfecho. Esta pode não ser original, mas é construída bem o suficiente para surpreender.

Uma pena apenas, que o roteiro não apresente bem a personalidade de Kate antes da doença, para que compreendamos o que esta perdeu, e o que precisa ser resgatado. Deixando a duvida se este é um reencontro com sigo mesma, ou o início de uma nova vida.

A direção de Paul Feig explora locações charmosas em Londres, e aposta tanto no carisma dos atores, que até a exagera na duração de alguns closes. Felizmente ele conta com um elenco esforçado que acerta mesmo nos menores papéis. Clark oscila bem entre uma personalidade ranzinza, e sua natural persona empolgada. Já Golding, é o perfeito príncipe inesperado, meio misterioso, meio nerd e perfeito demais para ser verdade. Entre os coadjuvantes, se destacam Emma Thompson, com sua propositalmente caricada mãe iugoslava. E Michelle Yeoh, Santa a chefe dura, porém amorosa de Kate.

Buscando uma inspiração curiosa no single natalino Last Christmas de Geroge Michael, a produção traz outras composições do cantor e compositor britânico em sua trilha sonora. Um deleite para os fãs, mas não explora as canções de forma a conferir personalidade, à exemplo do que Yesterday fez ao usar música dos Beatles. Vale mencionar que apesar de ter uma cantora como protagonista, não se trata de um musical, apenas um filme com boas músicas.

Uma Segunda Chance Para Amar, conta de forma caprichada a história de uma cantora sem esperança que reencontra seu Tom. Doce e melancólico, não excepcional mas é bem produzido, conta com boas atuações e uma mensagem com potencial para se tornar um clássico das 'sessões da tarde' natalinas.

Uma Segunda Chance Para Amar (Last Christmas)
2019 - Reino Unido / EUA - 103min
Romance, Comédia, Drama
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