segunda-feira, 2 de julho de 2018

Homem-Formiga e a Vespa

Enquanto o público esperava pistas e ligações com Vingadores: Guerra Infinita, Homem-Formiga e a Vespa surpreende ao trazer maio conexão com Capitão América: Guerra Civil. O que não significa que a produção esteja deslocada no universo cinematográfico da Marvel, ou mesmo que sua trama seja irrelevante para o desenvolvimento das próximas aventuras.

Scott Lang (Paul Rudd) está prestes a terminar seus dois anos de prisão domiciliar, por ter escolhido o lado "fora da lei" da Guerra Civil, quando um sonho sobre o reino quântico, o faz retomar contanto com Hank Pym (Michael Douglas) e Hope (Evangeline Lilly). O cientista e a filha são fugitivos desde que Scott foi preso, já que são responsáveis pela criação do Homem-Formiga. A missão da vez, é resgartar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer)que desapareceu há trinta anos, no tal reino quântico. Além da complicada tarefa, os heróis ainda tem que lidar com o FBI e com aqueles que estão interessados em roubar sua tecnologia, e claro, um destes ladrões tem poderes especiais.

Se o primeiro longa era um film de roubo, este é uma jornada em fuga ou no mínimo de correria. Já que além de trabalhar escondidos de seus muitos perseguidores, eles tem um tempo limitado para executar sua missão.

Entre os vilões, a motivação de Sonny Burch (Walton Goggins) é repetitiva e pouco explorada. O traficante de tecnologia parece ter sido incluindo apenas para aumentar o volume de ameaças aos protagonistas. O agente de condicional, Woo (Randal Parl), é uma aquisição divertida para o universo. Enquanto a vilã Fantasma (Hanna John-Kamen), é mais interessante por seu passado, e possibilidades futuras que de fato, por sua jornada neste longa.

Entretanto, os antagonismos fracos, não implicam demais o roteiro, já que sua função é de mero complicador para o desenvolvimento dos arcos principais. E o foco aqui são as relações familiares. Entre Lang e sua filha Cassie (Abby Ryder Fortson, roubando a cena), Hope, Hank e Janet, e claro do casal protagonista com o romance ainda em desenvolvimento.

Enquanto o romance é desenvolvido aos poucos, a parceria entre a dupla não demora muito a funcionar. Dividindo o título com o herói que já conhecíamos, é a Vespa que dá o ponta-pé inicial na ação. O que a apresenta devidamente, e de forma eficiente para desencorajar qualquer um que possa pensar que ela não está a altura de seu parceiro. De fato, em alguns momentos ela está além, já que tem conhecimento da tecnologia que lhes dá os poderes. Apresentações feitas, o casal logo começa a trabalhar junto com uma importância e tempo equilibrados na trama.

E já que estamos falando da moça, Hope evoluiu desde sua primeira aparição. No primeiro longa ela reagia como uma adolescente diante dos problemas não solucionados com os pais. Agora, já ciente dos acontecimentos, ela assume o papel de heroína e encara a missão de forma determinada.


Ação traz de volta a qualidade, ritmo e humor do longa anterior explorando ao máximo as possibilidades das mudanças de escala, ora para criar sequências de luta dinâmicas, ora para mostrar consequências suas consequências absurdas de forma bem humorada. Indo um pouco além dos "interiores" do primeiro filme, mas ainda sem a megalomania das produções do gênero. Se antes o clímax era em um quarto de criança, agora é uma brincadeira de "batata-quente" pelas ladeiras de São Francisco.

Ruas essas que não estranham o surgimento e desaparecimento de prédios inteiros, entre outros absurdos atrelados à tecnologia de mudanças de tamanho, que você provavelmente vai ser capaz de relevar diante do bom humor com que a produção os trata. E o roteiro faz isso, assumindo as improbabilidades e apostando no carisma de seu talentoso elenco, principalmente Rudd - Vocês colocam a palavra quântico na frente de tudo? - exclama o mocinho diante de uma longa e provavelmente pouco realista explicação cientifica. 

Parte do humor também fica por conta dos trio de amigos de Scott. Luis (Michael Peña) e companhia está de volta com o mesmo humor, mas sem o frescor da novidade. Para alguns a repetição pode soar chata, eu achei divertido perceber que alguns personagens não evoluem, e está muito bom assim.

Respondendo a dúvida sobre o paradeiro de seus protagonistas durante Guerra Infinita - a conexão mais forte é nas cenas-pós créditos, são duas - Homem-Formiga e a Vespa mantém as características que agradaram o primeiro filme. Mostrando que a Marvel pretende manter, os filmes que funcionam com sua fórmula, mas que tem personalidade própria. Aqui este diferencial vem do humor bastante particular, e da escala. O filme consegue imprimir perigo e urgência sem precisar ameaçar o mundo inteiro, trazer vilões megalomaníacos ou raios azuis em direção ao céu.

Falando sobre família, o filme entretém toda a família, com piadas que funcionam com os pequenos e um roteiro que não agride a inteligência dos grandinhos. Divertido, com muita ação, bons efeitos especiais - o rejuvenescimento de computação gráfica da Disney está cada vez melhor - e dois protagonistas, Homem-Formiga e a Vespa é uma bom passatempo, que dá um respiro necessário à ansiedade criada em torno da sequência de Guerra Infinita.

Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp)
2018 - EUA - 118min
Aventura, Ação, Ficção ciêntifica


Leia a crítica de Homem-Formiga
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1 Comment

Fernanda Andrade disse...

Eu senti isso como uma história mais familiar, centrada em Hope e no que aconteceu com a mãe dela. Pessoalmente, as cenas com Michael Peña me pareceram as mais engraçadas. Ele é muito bom em dublagem. O que ele se apresentou em Lego ninjago filme foi muito engraçado. É um filme encantador desde o inicio, a historia e sobre todos os personagens são adoráveis. Sem dúvida é um dos mehores que estrearam o ano passado. O ritmo da historia é ameno e a mensagem que tem o filme é muito fofa, definitivamente recomendado. A história é muito divertida e original, pelo mesmo, tanto crianças como adultos podem desfrutar dele. Foi uma grande surpresa de animação.

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