Bridgerton - 4ª temporada (Vol.1)

Querido e gentil leitor, esta blogueira que vos escreve não tem o hábito de resenhar volumes separados das temporadas de Bridgerton. Geralmente, isto é da única outra vez que a série fora divida, optei por esperar todos os episódios para dar meu veredito sobre o romance da vez. Principalmente porque acredito de que, entre todas as séries que a Netflix poderia e deveria dividir, Bridgerton é a menos apropriada. Uma vez que a leveza da narrativa faz a maratona fluir facilmente, e porque o intervalo entre as partes nos permite especular e imaginar caminhos, que a série não pretende seguir. Criando um excesso de expectativa, e consequentemente a decepção quando esta não é atendida. 

Dito isso, dessa vez eu resolvi comentar sim!

Os quatro primeiros episódios que adaptam Um Perfeito Cavalheiro, o terceiro livro da série de Julia Quinn. Segue a história da temporada em que o segundo filho Benedict (Luke Thompson), o libertino finalmente se casa. Trata-se de uma releitura de Cinderela, com direito à madrasta má, sapatinho luva perdida, e tudo mais. Mas é claro em se tratando de Bridgerton tudo um pouco mais picante... ou será que não?

Sim, tive a impressão que a série está mais contida das cenas romanticas. Não em frequencia, mas em escolhas de direção. Mostrando um pouco menos, insinuando mais. No geral não me incomoda, mas pode deixar o grande público insatisfeito, uma vez que parte do sucesso da série vem dessas cenas mais "quentes". Mas vamos esperar a segunda parte. 

Quanto ao romance em si, a química entre Luke Thompson e Yerin Ha, que vive a cinderela Sophie Baek é boa. Entretanto, a personalidade despojada, e a lentidão de Benedict é cansativa em muitos momentos. Outra boa química, são os embates entre a madrasta má Lady Araminta Gun (Katie Leung, a Cho Chang de Harry Potter) e a mocinha. A vilã consegue ser tão detestavel quanto a mãe de Cressida Cowper. 

E por falar na loira antipática vivida por Jessica Madsen, a personagem desapareceu. Considerada encalhada pela família, foi levada para o interior. Um desfecho triste para uma personagem que ganhou bom desenvolvimento da temporada passada, que sequer foi mencionado aqui. Eu tive que pesquisar para ter certeza. 

E por falar em personagens secundários e seus desenvolvimentos. A série insiste em investir no casal Mondrich (Martins Imhangbe e Emma Naomi). Herança da primeira temporada, Will e Alice trilharam seu caminho até a alta sociedade, e agora estão prestes a ganhar relevancia junto a rainha. Uma história à parte, que perto das tramas principais sempre se mostra desinteressante. 

Ainda nas tramas secundárias, o vai-e-vem de personagens, e as limitações do elenco criam uma confusão narrativa bastante cansativa. Dafne e Antony praticamente desapareceram, a moça sequer é mencionada. Colin (Luke Newton) parece presente apenas porquê a série não pode se desfazer de Penélope (Nicola Coughlan), uma vez que ela é a narradora, que tendo sua história adiantada, também precisa de uma narrativa forçada para aparecer. 

A narrativa ainda precisa lidar com as preparações para o futuro de Eloise, Hyacinth e Gregory (Claudia Jessie, Florence Hunt e Will Tilston), que pipocam aqui e ali, parecendo soltos na história. Além de seguir desenvolvendo as tramas de Franchesca, Violet e Agatha (Ruth Gemmell, Hannah Dodd e Adjoa Andoh), essas com arcos mais lineares e coerentes. 

Tem ainda um foco maior na criadagem da alta sociedade, afinal é de onde a mocinha vem (mais ou menos). Com direito a disputa por funcionários bem treinados, e um olhar mais detalhado em seu cotidiano. Não chega a ser um Downton Abbey, mas é um novo ponto de vista interessante. 

São muitas tramas para lidar, muito pouco tempo, e principalmente pouco equilíbrio. Assim como na temporada anterior a série luta para lidar com o foco divido, e perde fluidez em muitos momentos. Por sorte, já nos apegamos ao universo e aos personagens. Em outras palavras, é bagunçado sim, mas a gente ainda se diverte. 

Mas, assistimos apenas meia temporada e tudo isso pode melhorar nos episódios finais. Logo, nada de bater o martelo quanto a temporada Benophie. Por hora me limito a dizer, tem falhas, mas ainda funciona muito bem! Que venham os próximos bailes e fofocas da alta sociedade. 

Leia a crítica da primeira, segunda e terceira temporadas de Bridgerton, e da minissérie derivada Rainha Charlote!

O Volume 2 da quarta temporada de Bridgerton chega 26 de Fevereiro na Netflix. Todas as temporadas tem oito episódios com cerca de uma hora cada, e as três primeiras estão completas na plataforma. 

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