Eu até consigo imaginar a sala de produtores e roteiristas na dúvida sobre que obra fazer. - Filmes de catástrofes climáticas atraem grande público, ainda mais agora com o aquecimento global! Só que filme de tubarão sempre dá certo, mesmo quando é ruim!... "pera," e se a gente juntar os dois?! - Por mais absurdo que pareça, não é uma má idéia, se executado com a perspectiva certa. O que não é o caso de Ataque Brutal da Netflix!
Na rota de um furacão de proporções nunca antes vistas, os moradores remanescentes de uma pequena cidade costeira precisam lidar com os efeitos da catástrofe natural, e dos tubarões que vieram com ela. Assim acompanhamos Lisa (Phoebe Dynevor) abandonada pelo namorado grávida de nove meses. Dakota (Whitney Peak) uma jovem que perdeu a mãe e tem pânico de sair de casa. Além de um trio de órfãos, os irmãos Dee (Alyla Browne), Ron (Stacy Clausen) e Will (Dante Ubaldi) abrigado por um casal de tutores horríveis. A esperança reside no Dr. Dale Edwards (Djimon Hounsou) tio de Dakota e, convenientemente, um especialista em tubarões.
Ao longo de uma longa noite essas pessoas vão enfrentar todo tipo de desafio. Chuva torrencial, ventos fortes, inundação, prédios desabando, e claro, vários tubarões. Cada um com suas limitações e temores. Proposta que pode dar muito certo ao seguir por dois caminhos.
O mais difícil com roteiro coeso, coerente e realista. Complicado pela dificuldade de inserir as feras aquáticas no cenário. E por precisar descartar, exageros, absurdos e conveniências. E o mais divertido, seguir a escola de Sharknado. Não se levar tão à sério, e tirar o melhor proveito das improbabilidades e exageros para criar cenas épicas e divertidas, ainda que absudas.
Mas Ataque Brutal não segue nenhum dos caminhos. É improvável, absurdo e com escapadas divertidas de tão impossíveis, mas se leva a sério demais em aguns momentos. Ficando no meio do caminho das duas opções. E deixando o aproveitamento para a capacidade de suspensão de descrença de cada espectador.
Particularmente, em uma tarde aleaória depois de um dia de trabalho, eu consegui desligar o cérebro e me divertir, com os exageros do roteiro e a alternancia entre burrice e altas habilidades dos personagens. Afinal, a mesma mulher que não pensou em deitar o banco do carro para sair dele, também conseguiu bater em um tubarão um um pedaço de madeira.
Nem vou mencionar a esolha hilária da trilha sonora do clímax, ou ainda a épica cena de resgate da ex-gestante por uma tubaroa grávida. Sororidade forçada, que ficaria muito melhor se o roteiro admitisse e proferisse em voz alta: As mães se ajudam! Enfim, fazer graça do absurdo.
Se optasse apenas pelo tema de catástrofe, Ataque Brutal também poderia render bons frutos. Já que as sequencias da cidade sendo evacuada em meio a tempestade, e das ruas alagadas, são bem executadas consideranto o porte da produção.
Já os personagens são genéricos. Caricaturas bem conhecidas que só prendem a atenção pela familiaridade. Seja com o elenco, como o veterano arroz-de-festa Djimon Hounsou, ou a Dafne de Bridgerton Phoebe Dynevor. Ou pelos arquétipos, já que é inevitavel torcer para o tubarão quando este encontrar o nojento tutor dos órfãos.Ao final das contas, para aqueles procurando escapismo, Ataque Brutal é tão divertido quanto esquecível. Para quem procura mais que isso, melhor procurar filmes que separem tubarões e catástrofes naturais.
Ataque Brutal (Thrash)
2026 - EUA - 86min
Suspense, Catástrofe





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