Pensando sobre maratona e memória!

Quando chega uma nova temporada de série, o quanto você lembra das temporadas anteriores? Aqui em casa geralmente a gente precisa procurar um resumão, ou assistir o último episódio da temporada mais recente, para refrescar a memória antes de embarcar nos novos episódios. Até então atribuía esse problema de memória à grande quantidade de séries que acompanhamos atualmente. Então chegou a nova temporada de Expresso do Amanhã na Netflix!


Mergulhamos de cabeça na série do trem apocalíptico sem ajuda, e conseguíamos até lembrar o número de vagões que perderam nos conflitos do primeiro ano (foram sete). De fato, lembrávamos melhor de Expresso, do que de séries que maratonamos há muito menos tempo. 


Parando para pensar um pouco, lembro de diagnósticos de House, dos episódios específicos em que estão cada morte marcante de Game of Thrones, e até tramas inteiras de Lois e Clark.  Como assim? Porque será que lembro de coisas que vi lá nos anos noventa, mas já esqueci detalhes da série que maratonei faz duas semanas? 


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E vale lembrar na época de muitos destes programas, não havia como reassistir capítulos quando precisasse, ou mesmo resumos dos eventos disponíveis no youtube mais próximo. Mesmo assim acompanhávamos sem problemas. Será que tô ficando velha? Provavelmente. Minha memória eram melhor antigamente? Com certeza! Vejo séries demais? Sem sombra de dúvida. Mas tem o outro fator determinante aqui, a maratona. 


Todas estas séries da qual lembro bem eram exibidas semanalmente. Na atual era dos streamings maioria das séries são lançadas com temporadas completas, disponíveis para assistir a tudo em uma sentada só. E é o que geralmente fazemos. Expresso do Amanhã é uma das exceções.  


Minha teoria? É o intervalo de uma semana que permite o cérebro assimilar e guardar melhor as histórias que adoramos. Além de permitir ricas discussões semanais, quando a série abre espaço para tal. Enquanto a sobrecarrega o cérebro e compacta tudo, deixando que guardemos uma ideia geral do programa, mas não detalhes. Fica difícil inclusive distinguir um episódio do outro, é como se as series se tornassem enormes filmes em nossas mentes.


É claro, existem séries que transcendem tudo isso. Tanto por serem excepcionais, quanto pela nossa relação individual com elas, ou pela quantidade de reprises que encaramos. Assim como séries ruins, ou que não criaram laços com o espectador logo serão esquecidas, mesmo se assistidas com parcimônia. Mas a grande maioria, vai ficar no meio termo.


Então, assistir séries semanalmente, exige paciência, mas é melhor para criarmos memórias duradouras das histórias. Enquanto a maratona sacia a curiosidade imediata, mas não fica conosco por muito tempo. 


Felizmente, alguns streamings como Disney+ e Prime Vídeo, estão votando apostar em séries lançadas semanalmente. Escolha provavelmente tomada por razões comerciais que nada tem a ver com nossa memória.


Mas onde pretendo chegar com toda essa reflexão caro leitor? Absolutamente em lugar nenhum. Brincadeirinha! Estou mais uma vez, pensando como consumo conteúdo e como essa forma de consumir se reflete no que aprendo sobre seu conteúdo, e até sobre mim.


De forma alguma pretendo cravar esta ou aquela forma como melhor para se consumir conteúdo. Muito menos vou abandonar as maratonas. Adoro passar fins de semanas inteiros no sofá, imersa em um universo. Mas agora tenho mais ciência da forma como assimilarei tal conteúdo, o que só pode aprimorar meu entretenimento. 


Experiências diferentes, resultados diferentes! 


Com você também é assim? Como você assiste séries? E como se lembra delas? 

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