Outubro 2018 - Ah! E por falar nisso...

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Goosebumps 2 - Halloween Assombrado

quarta-feira, outubro 31, 2018 0
Sinto falta de filmes assim! - Este foi o pensamento que Goosebumps 2 - Halloween Assombrado deixou ao final da sessão. Não porque o filme seja excepcional de alguma forma, mas porque remete aos filmes que eu assistia na infância, onde as crianças eram o foco da aventura, que apesar de lúdica e ingênuas não tem receio de ter um lado mais assustador.

Às vésperas do Halloween em uma cidadezinha 'estadunidense', os amigos Sonny (Jeremy Ray Taylor, de It - A Coisa) e Sam (Caleel Harris) encontram um livro incompleto e um boneco de ventríloquo em uma casa assombrada. Slappy (Avery Lee Jones), personagem dos livros de R.L. Stine (Jack Black), quer criar sua própria família de monstros. Objetivo que os garotos vão tentar impedir com a ajuda da irmã de Sonny, Sarah (Madison Iseman, Jumanji: Bem Vindo à Selva).

Apesar de ser uma sequencia direta de Goosebumps - Monstros e Arrepios, lançado em 2015, Halloween Assombrado deixa de lado a complicada premissa metalinguística de colocar o autor R.L. Stine como personagem principal da aventura, devolvendo o protagonismo para seu público alvo. Com a molecada no comando  identificação é mais fácil e imediata. Mas não se engane, Black faz sim uma participação surpresa no longa, que serve mais como fan-service, do que em prol da narrativa de fato.

Colocar as crianças como protagonistas também ajuda a tornar mais crível o uso da ingenuidade como contraponto ao terror. Um dos atos mais terríveis de Slappy, por exemplo, é deixar o valentão da escola de ceroulas no meio da rua. A ameaça do vilão é macabra o suficiente para deixar as crianças com um pé atrás, mas a violência não vai traumatizar os pequenos.

E por falar no vilão, a escolha por Slappy é bastante acertada. O boneco era o melhor do filme anterior, com seu estilo Brinquedo Assassino infantilizado. E já que entramos no campo das referências, estas estão espalhadas por todo canto. Fazem alusão à clássicos juvenis das décadas de 1980 e 1990, como Goonies, E.T. - O Extraterrestre, clássicos do terror como A Noiva de Frankestein, até obras mais adultas como It - A Coisa. E claro, aos monstros da própria franquia literária Goosebumps.

Os efeitos especiais também são superiores aos de Monstros e Arrepios, com um CGI mais eficiente e a mistura de efeitos de computação e práticos, afinal Slappy é um boneco de ventríloquo. Além do vilão, os destaques ficam o uma divertida luta contra ursinho de goma, uma aranhas gigantesca formada por balões, as muitas versões de abóboras e para a variedade de monstros diferentes em cena. Criados por computação gráfica ou apenas figurinos, nenhum destoa ou parece menos eficiente do que deveria ser.


Não há grandes destaques no elenco, a criançada atende ao que o roteiro pede e apenas isso. Vale mencionar aqui uma curiosidade Madison Iseman e Jack Black, dividiram o papel de Bethany no recente Jumanji. O mesmo vale para os adultos, que tradicionalmente neste tipo de filme, estão sempre alheios ao que acontece à sua volta. A exceção fica por conta do vizinho excêntrico sr. Chu (Ken Jeong, em sua já conhecida atuação histérica).

Com uma jornada mais simples e bastante conhecida, Goosebumps 2 - Halloween Assombrado é melhor que seu antecessor. Resgata filmes juvenis da era "pré-politicamente correto" - outra produção a alcançar isto este ano foi O Mistério do Relógio na Parede, também com Jack Black. Não prima pela originalidade, e nunca se propôs a isso, Trata-se de uma aventura despretensiosa, que quer envolver e desafiar a coragem da molecada, e é um forte candidato à infinitas e divertidas reprises na Sessão da Tarde.

Goosebumps 2 - Halloween Assombrado (Goosebumps 2: Haunted Halloween)
2018 - EUA - 90min
Aventura, Terror


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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O Mundo Sombrio de Sabrina - 1ª temporada

segunda-feira, outubro 29, 2018 0
A diferença no título já apontava, O Mundo Sombrio de Sabrina seria bastante diferente de Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, série da década de 1990 que popularizou a personagem da Archie Commics. O que não significa que a nova versão da Netflix desvirtue o universo da bruxinha adolescente que a maioria conheceu através da telinha. Os principais elementos são os mesmos, apenas a forma de abordá-los que é diferente.

Prestes a completar 16 anos, Sabrina Spellman (Kiernan Shipka, Mad Man) deve passar pelo Batismo das Trevas, o ritual que a inicia na sua vida como feiticeira. Mas a adolescente é meio bruxa, meio mortal, e dar adeus à sua vida entre os mortais, não é uma opção para a jovem. Some à difícil escolha entre os dois mundos, as dúvidas e impulsividade da idade, a pressão para seguir o caminho do pai bruxo famoso, o preconceito por ser mestiça e, claro, criaturas das trevas cheias de más intenções.

É no tom, que as duas versões de Sabrina nas telas se diferenciam. A primeira versão é uma sitcom de fantasia para toda a família. Já a Sabrina do novo milênio é um drama que flerta com o terror. A série faz proveito deste "tom mais sério" e da censura mais alta, para tratar de temas mais complexos, pertinentes tanto aos dias de hoje quanto aos desafios da adolescência.

Intolerância com o diferente, bullying, religiões abusivas, fé cega, empoderamento feminino, pressões familiares, entre outros temas, são abordados tanto no viés fantástico do mundo bruxo, como no lado mortal da vida de Sabrina. Mostrando que apesar da divisão os dois mundos talvez não sejam tão diferentes assim. Tão pouco estão desconectados, já que a cidadezinha de Greendale foi formada por encontros e embates entre os dois grupos.

Shipka consegue apresentar bem tanto a dualidade quanto a duvida da protagonista, sem que esta soe confusa, irritada ou caricata. De fato Sabrina é uma adolescente comum, com os medos e alegrias da idade, determinada e bem intencionada com quem facilmente nos relacionamos, que pode eventualmente se aventurar pelo mal caminho. A caricatura, proposital diga-se, fica por conta dos feiticeiros em especial os adultos. O tom mais exagerado ameniza, o tom da Igreja da Noite. A religião das bruxas cujas características de adoração a satã e valores invertidos poderiam afastar algum. Estes personagens são mais exagerados, mas raramente maniqueístas.

Entre eles, os demais Spellmans são os melhores trabalhados. Tia Zelda (Miranda Otto, O Senhor dos Anéis), e tia Hilda (Lucy Davis, Mulher-Maravilha) trabalham na dinâmica de opostos. A primeira mais rígida e preocupada, a segunda mais carinhosa e até cômica, ambas com suas excentricidades, dedicação à família e trabalho impecável de suas intérpretes. O companheiro primo Ambrose (Chance Perdomo), é o meio termo entre as irmãs, traz consigo o deboche, acidez e até a maldição que foram de Salém na série dos anos noventa. O gato aqui existe, não é tão eloquente quanto esperávamos, mas amplia a mitologia da série ao apresentar os Familiares, seres que acompanham e protegem as bruxas.

Na Academia de Artes Ocultas, destacam-se a "menina malvada", mas não apenas isso, Prudence (Tati Gabrielle), o possível interesse amoroso de intenções suspeitas Nick (Gavin Leatherwood), e o Sumo Sacerdote Faustos Blackwell (Richard Coyle). Este último no entanto, chamando a atenção pela confusão na sua construção e arco, o padre das trevas deveria soar ambíguo, mas parece apenas mal explicado e indeciso. Muito mais determinada é professora Mary Wardell (Michelle Gomez, Doctor Who), cujas intenções demoram a ser reveladas, mas as atitudes são coerentes. A interpretação de Gomez é impecável, mas perigosamente parecida com a Misty, seu papel na série do Time Lord.

No mundo mortal, os relacionamentos de Sabrina parecem escolhidos a dedo. O bom namorado Harvey (Ross Lynch, Austin & Ally) enfrenta a obrigação de seguir no negócio da família nas minas de carvão. Roz (Jaz Sinclair) é uma adolescente determinada e sincera, que enfrenta a possibilidade de ficar cega. Enquanto Susie (Lachlan Watson) sofre para tentar expressar a sua identidade de gênero. Um grupo de desajustados, cada um com seus arcos bem definidos, e com a devida importância na vida da protagonista.

Pausa aqui para ressaltar um detalhe importante, este grupo parece ser formado por adolescentes, tanto na aparência quanto na atitude. Bem diferente do apresentado na "série irmã" Riverdale, onde todos agem e tem privilégios de adultos, alem de parecem jovens sarados de 25 anos. Sim, Sabrina e Archie, são da mesma editora, e foram levados à telinha pelos mesmos produtores. Inicialmente a série da bruxinha, fora pensada para dividir o universo com a série da Warner. Mas com a mudança da obra para a Netflix a possibilidade de um crossover, está suspensa. Embora a cidade de Riverdale seja mencionada como vizinha algumas vezes.

De volta a Greendale, a fotografia cria uma cidade melancólica constantemente nublada e escura, mesmo as casas dos mortais, tem pouca luz, embebidas em móveis em papéis de paredes escuros. No mundo da magia as cores são mais fortes, mais quentes, mais ainda sem luzes e cores mais claras. O resultado é um universo sombrio que abraça bem, tanto os mistérios que rondam os personagens, quanto a possibilidade destes escolherem o lado sombrio da força. A falha fica com um efeito de distorção, inicialmente adotado para apontar momentos em quem há magia envolvida, mas logo é adotado indiscriminadamente, e se torna cansativo aos olhos.

Assumidamente voltada para o terror, a série não tem receio de fazer referências à obras do gênero. Seja temática e visualmente como os episódios que remente à A Hora do Pesadelo e O Exorcista, seja no cotidiano dos personagens, que são fãs destes clássicos. Assim a série engaja discussões e até veste alguns personagens referências à A Noite dos Mortos Vivos, A Mosca, Drácula, A Noiva de Frankenstein entre outros.

Quase um encontro entre Riverdale Stranger Things (ou seria Supernatural?), O Mundo Sombrio de Sabrina combina os conflitos adolescentes com elementos de terror, combinação que muitos filmes já comprovaram ser eficiente, para abordar temas atuais. A diferença é que a série tem tempo para apresentar e desenvolver seus personagens, e estes são bem construídos e carismáticos. O resultado é uma nova versão de Sabrina, tão adorável e viciante quanto as anteriores da tela e das páginas. 

O Mundo Sombrio de Sabrina, tem dez episódios com cerca de sessenta minutos cada, todos já disponíveis na Netflix. O segundo ano da série já está em produção.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

O Doutrinador

sexta-feira, outubro 26, 2018 0
À certa altura um dos personagens deste filme afirma, "A corrupção é uma das engrenagens que movem o Brasil. Você não pode tirar uma parte da máquina e esperar que ela continue funcionando". Não é incomum uma fala de uma obra de ficção refletir a realidade, mas o caso de O Doutrinador, vai além. O filme todo é um reflexo de seu tempo, e até o momento de seu lançamento é emblemático.

Em uma metrópole brasileira fictícia, um justiceiro mascarado surge para punir políticos e magnatas que enriquecem às custas do povo. Acompanhamos o surgimento deste "herói", bem como os desdobramentos tanto na vida do homem por trás da máscara, quanto na sociedade em que ele atua.

A premissa pode parecer repetida para quem costuma acompanhar filmes de ação e adaptações de quadrinhos, mas é o contexto que diferencia esta adaptação dos quadrinhos de Luciano Cunha. A publicação foi inspirada pelos protestos que aconteceram no país em 2013. Cinco anos mais tarde ainda estamos vivenciando os desdobramentos desta nova fase do cenário nacional. Logo, a adaptação para as telas também chega em meio à um contexto coerente com sua "ficção". É aqui que esta obra se torna relevante e principalmente relacionável. É fácil se relacionar com o protagonista que enfrenta as mesmas dificuldades, e tem os mesmos desejos que nós.

De volta à ficção, a jornada do herói/justiceiro nascido do sentimento de vingança é conhecida. O agente federal altamente treinado da fictícia "D.A.E." - Divisão Armada Especial", Miguel (Kiko Pissolato), sofre uma grande perda por falta de recursos. Ao mesmo tempo um dos políticos (Eduardo Moscovis) responsáveis pela precariedade da população, que ele ajudou a prender sai mais uma vez impune. Desesperado e inconformado com o sentimento de impotência, o agente da lei decide fazer justiça com as próprias mãos, com a vantagem de ter habilidades, ferramentas e treinamento para isso.


É nesta caçada que a trama se diferencia de produções estrangeiras com a mesma premissa, já que seus vilões seguem um sistema e posturas, bem particulares da nossa realidade. E por falar nos bandidos, estes são sempre apresentados de forma exageradamente caricata. Retratados sempre em ambientes luxuosos porém antiquados, a partir de ângulos baixos, com rizadas maléficas e frases de efeito batidas. Como se houvesse alguma possibilidade de não os identificarmos ou mesmo de simpatizarmos com eles. Um pouco de sutileza aqui, cairia bem.

Menos caricatos, mas nem tanto estão "os mocinhos", que ainda não escapam de seus arquétipos, o justiceiro, a nerd da cadeira, o bom policial. Ainda sim, estes personagens são tratados com mais humanidade pelo roteiro. Uma pena que a dupla principal, Pissolato e Tainá Medina (que vive a hacker Nina), não tenham experiência para extrair mais do roteiro, e falas simplistas. Capacidade que fica evidente nos veteranos coadjuvantes Tuca Andrada, Helena Ranaldi e até Marília Gabriela.

Assim como o texto, as sequencias de luta transitam entre o clichê e o lugar comum. Abusando da pouca visibilidade de cenas noturnas e do excesso de cortes rápidos. É na fotografia que notamos maior esmero, para construir a atmosfera deste Brasil alternativo, com referências a Blade Runner e cores bem definidas. A qualidade nos faz até relevar alguns detalhes, como a luz vermelha que emana da máscara apenas quando o protagonista a usa. Não sabemos de onde vem a iluminação, não faz muito sentido prático, mas é uma referência aos quadrinhos que funciona visualmente bem.


O Doutrinador pode não ter uma trama original, e a execução mais revolucionária, mas se destaca por outros dois aspectos. Por apostar em um gênero pouco explorado pelo nosso cinema. E principalmente por ser um reflexo do brasil no momento de seu lançamento. O filme se passa durante o período eleitoral, e a sequencia de eventos envolvendo os candidatos e certeira, mesmo se tratando de personagens fictícios, nos quadrinhos são políticos reais, e um Brasil ligeiramente diferente. As mudanças aliás foram propositais para evitar processos e represálias.

Entretanto me sinto da responsabilidade de relembrar, O Doutrinador é um excelente registro da realidade, um grito de socorro honesto e uma válvula de escape para a população, mas não deve ser tomado por exemplo. Por mais tentador que seja, virar um justiceiro mascarado e tirar sangue - faltou dizer o longa é bastante sangrento - de seus vilões sejam eles quem forem, não é tão fácil, simples, ou mesmo uma solução para consertar a maquina que move o Brasil.

O Doutrinador
2018 - Brasil - 115min
Ação, Crime , Drama


P.S.: O longa foi projetado também para ser o ponto de partida para uma série de TV que deve chegar ao Space no segundo semestre de 2019.
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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Personagens que visitaram seus filmes e séries favoritos!

terça-feira, outubro 23, 2018 0
Pegando carona na temática de Dramaworld, série que leva sua protagonista para dentro dos programas de TV que ama, é hora de fazer aquela lista de outros filmes e séries que levam espectadores para dentro da tela. Encontre uma posição confortável na poltrona, pois a lista é extensa e variada.

A Rosa Púrpura do Cairo
(The Purple Rose of Cairo - 1985)
Na verdade o enredo deste longa, é focado na saída do herói Tom Baxter (Jeff Daniels) de seu filme, chamado A Rosa Púrpura do Cairo, para conhecer sua fã mais ardorosa. Mas bem que Cecília (Mia Farrow), não perde a chance de fazer uma visitinha ao "lado de dentro" da tela quando a oportunidade surge. Esta comédia romântica de Woody Allen, é um belo exercício de metalinguagem.

Cecília, uma desajeitada garçonete que sustenta o marido bêbado em Nova Jersey, durante a Grande Depressão em 1935. Ela encontra no cinema a fuga para sua vida infeliz. Ao assistir pela quinta vez A Rosa Púrpura do Cairo, a moça é surpreendida pelo interesse de Tom Baxter. O protagonista, sai da tela em preto e branco para declarar seu amor pela moça que o observa com admiração há tanto tempo. Sem ele, o filme para e a confusão para retomar convencer o herói a retornar e terminar o filme incluí até seu intérprete Gil Shepherd. cinema.


Pleasantville - A Vida em Preto e Branco
(Pleasantville - 1998)
Antes de serem Homem-Aranha e Legalmente Loira, Tobey Maguire e Reese Witherspoon, foram David e Jennifer, gêmeos que não se davam nada bem, e andavam tão perdidos, que acabaram caindo na TV. Os irmãos aprendem a conviver, e descobrem o que querem fazer da vida, ao serem sugados para Pleasantville, o programa de TV favorito de David. Vale mencionar que se trata de uma série em preto e branco, da década de 1950, daquelas onde a vida é perfeita e tudo termina bem. A chegada da dupla causa tanta interferência, que muda completamente a série. Seus moradores precisam lidar com um mundo que não é mais tão perfeito e até a discussão sobre preconceito e respeito às diferenças entra em cena.

Na década de 1990, David é um jovem solitário que foge da realidade. Já Jennifer é a garota popular "e fácil" da escola. Ao brigar pelo controle remoto, eles quebram o aparelhos e e imediatamente recebem um novo, de um misterioso técnico de TV (Don Knotts). É esse novo controle que os levam para dentro de "Pleasantville" e lá onde se tornam Bud e Mary-Sue Parker, dois personagens da série.

Zoando na TV
(1999)
Sim, temos representante nacional nesta lista. Protagonizado por Angélica, Zoando na TV faz piada com clássicos da televisão brasileira. Novelas programas de auditório, filmes da Sessão da Tarde, séries de TV, programas de videoclipes, seriados japoneses todos ganham uma paródia no mundo televisivo do filme, que também é musical, e tem um elenco de astros da globo da época. Confere a lista: Danielle Winits, Paloma Duarte, Miguel Falabella, Bussunda, Oscar Magrini, Nicette Bruno, Maria Padilha, Odilon Wagner, Lupe Gigliotti, Sérgio Loroza, Daniele Valente...

Logo após uma briga, Angel (Angélica) e Ulisses (Márcio Garcia) são sugados para dentro da TV. Além de se reencontrar enquanto passeiam de um canal ao outro, o casal precisa impedir os vilões da telinha que pretendem invadir o mundo real.

Padrinhos Mágicos: Caçadores de Canais
(The Fairly OddParents: Channel Chasers - 2003)
Eu poderia tentar explicar com detalhes o enredo de Caçadores de Canais aqui, mas quem conhece a série Padrinhos Mágicos sabe o quão divertidamente rocambolescos são seus roteiros. O importantemente é que em meio uma jornada louca dividida em quatro partes, que envolve diferentes linhas temporais, uma Vick ditadora e um Timmy adulto (voz de Aleck Baldwin!), o Timmy que conhecemos deseja um controle-remoto capaz de o mandar para a dimensão dos desenhos animados, para que nunca envelheça e nunca perca seus padrinhos. A partir daí Timmy, Cosmo e Vanda engajam uma perseguição saltando de um canal a outro visitando programas infantis dos mais diferentes estilos e épocas.

A lista de paródias inclui Os Jetsons, Rugrats, A Turma do Charlie Brown, Johnny Quest, Moranguinho, Os Flintstones, Speed Racer, Scooby-Doo, Batman: A Série Animada, Tom e Jerry, Pernalonga e Patolino, Os Simpsons, Vila Sésamo, As Tartarugas Ninja, Dragon Ball e o National Geographic, mencionando apenas os mais conhecidos no Brasil. Este é o 25° episódio da quarta temporada, que tanto foi apresentado em formato longa metragem, como separado em quatro partes menores.

Os Feiticeiros de Waverly Place - Filmes
(The Wizards of Waverly Place - Movies - 2007)
A série do Disney Channel, sobre uma família de feiticeiros aproveitou a magia para colocar seus personagens dentro de um filme de terror e fazer piada com o subgênero slasher, questinando as escolhas ruins dos personagens, e até a trila sonora que alerta para a chegada do assassino. Alex (Selena Gomes), quer assistir à um filme proibido para sua idade, ao usar magia para entrar na sala, a garota acaba entrando dentro do filme. Seu irmão Justin (David Henrie), logo entra no filme para ajuda-la. Com o simples titulo "Filmes", este é o nono episódio da primeira temporada.



Sobrenatural
(Supernatural)
Com 14 temporada no currículo, e ainda contando, os irmãos Winchester não mergulharam na TV apenas uma vez. A dupla visitou seus programas favoritos em dua ocasiões distintas.

Trocando de Canais 
(Changing Channels - 2009)
Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) são presos no mundo da TV, e precisam ganhar o jogo para não ficarem presos neste mundo para sempre. Ou seja, eles tem que participar dos programas em que são jogados, e manter a programação rolando. O programa até ganha uma abertura no estilo de sitcoms como Três é Demais. Há também cenas inspiradas por Grey's Anatomy, CSI, Super Máquina, em propagandas de TV, e até um programa de competições do Japão. É o oitavo episódio da quinta temporada.




Scoobynatural
(2017)
Uma TV assombrada leva Sam, Dean e Castiel (Misha Collins) para dentro de Scooby-Doo. Desenho favorito dos irmãos na infância, a dupla vai fazer de tudo para solucionar o mistério sem por em risco a existência e inocência de Scooby, Salsicha, Velma, Dafne e Fred. Vale lembrar, apensar de ambos serem "caça-fantasmas", as assombrações de Scooby-Doo normalmente são humanos mal intencionados desvendados pela lógica, já em Sobrenatural.... bom o nome já diz tudo né! Fantasmas existem. A interação entre os personagens, e o bom-humor são o ponto alto deste divertido episódio. O crossover entre os programas é o 16° episódio da temporada de número 13 de Supernatural.



Teen Beach Movie 
(2013)
Este filme do Disney Channel coloca namoradinhos de escola em um filme musical de praia da década de 1960. Onde além de brincar com clichês do gênero, metalinguagem e vilões caricatos, a dupla precisa lidar com disputas entre motoqueiros e surfistas.

Brady (Ross Lynch) e Mack (Maia Mitchell) tem seu "verão sem fim" ameaçado pela mudança de Mack para uma escola preparatória. Na última manhã de surf antes da viagem a dupla é transportada para o filme Onda, Sublime Onda, filme favorito de Brad. Lá eles arruínam o encontro dos protagonistas e precisam recolocar a história nos trilhos para poder voltar para casa. O longa ganhou uma curiosa sequencia que traz os personagens do filme para a vida real, e termina eliminando a existência do primeiro longa, mas isso é assunto para outro post.



Dramaworld 
(2016)
Distribuída no Brasil pela Netflix Dramaworld brinca com o universo do K-Drama, "novelinhas romanticas" Coreanas com fórmula e regras bem definidas. Lembram uma versão menos teatral das novelas mexicanas que acompanhamos aqui. Mais uma vez, metalinguagem, vilões caricatos e personagens desviados de seu rumo pela presença do espectador compõe a trama.


Claire Duncan (Liv Hewson, de Santa Clarita Diet) é uma universitária viciada em dramas coreanos, a ponto de deixar de lado a própria vida. Quando Taste of Love, parece não estar seguindo o curso regular de um programa do gênero, a protagonista é sugada para dentro do programa. Lá, ela vira uma "facilitadora", uma agente que interfere através de pequenos gestos anônimos para que o galã e a mocinha encontre seus destinos. Mas, apesar de todo o conhecimento da moça sobre este universo, unir Joon Park (Sean Dulake) e Seo-yeon (Bae Noo-ri) se mostra uma tarefa mais complicada do que ela esperava.

E então, inspirados por estes espectadores aventureiros me contem, a tela de qual série ou filme vocês gostariam de atravessar? Alguém aí tem coragem de passar uns dias em Game of Thrones? Ou preferem uma coisa mais leve e divertida como os filmes da Dreamworks?

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Apóstolo

sexta-feira, outubro 19, 2018 0
Uma dúvida fica na mente ao terminar de assistir o novo filme de terror da Netflix: afinal quem é o Apóstolo do título? A dúvida é reflexo da falta de foco do longa, que parece não ter decidido a história de quem pretende contar.

Oficialmente, acompanhamos Thomas Richardson (Dan Stevens, Legion, A Bela e a Fera), em sua viagem a uma ilha remota para resgatar sua irmã, que fora sequestrada por um culto religioso. Lá, descobrimos não apenas a corrupção naquele "modo de vida santo", que seu líder o Profeta Malcom (Michael Sheen, A Rainha) prega. E claro, uma entidade misteriosa que reside na região.

Sem grandes apresentações Apóstolo nos coloca direto na missão de salvar a moça sequestrada em troca de resgate, seguindo os passos de Thomas. Sabemos apenas que o protagonista sumira por tempo o suficiente para ser dado como morto, e chega bem à tempo de assumir a tarefa de resgate que o pai é incapaz de cumprir. A pouca informação à esta altura não é de fato um problema. Não são poucas as produções que aprofundam nosso conhecimento dos personagens conforme estes enfrentam desafios que os fazem relembrar suas motivações e enfrentar seus medos. Mas apóstolo não consegue se manter neste caminho.

Logo que começa a investigar o funcionamento da seita o filme parece perder interesse por seu então protagonista. Logo, seu ponto de vista é deixado de lado, para mostrar as histórias não apenas dos líderes da seita, mas também de alguns de seus moradores. O resultado é um vai-e-vem sem ritmo entre tramas paralelas, que mais cansa do que intriga, e não conta bem nenhuma dos arcos.

Terminamos com uma vaga ideia de como a comunidade se formou e funciona. Outra vaga ideia sobre a relação de hierarquia entre os fundadores do culto. Outra sobre como as pessoas são convencidas a participar, e as regras de que aceitam acatar. E ainda menos informação é dada sobre a entidade que veneram.

Antes da reta final, o filme lembra si de voltar ao seu protagonista original. Mas as explicações e falas, soam como discursos acalorados de novela mexicanas. Nada contra o folhetim de nossos irmãos, mas o estilo está longe de funcionar aqui. É provável que o tom piegas, seja resultado do fato que este é apenas o segundo trabalho em língua inglesa do diretor e roteirista Gareth Evans.

Mas e o terror? Como Apóstolo pretende assustar o espectador? Aparentemente isto também não foi bem definido. Iniciantemente apostando no mistério, o filme se transforma em algo muito mais brutal e visceral em sua reta final. Aparentemente a produção economiza na violência por mais da metade da projeção, apenas para mergulhar no gore em seus últimos minutos.

Stevens e Sheen, maiores destaques do elenco, bem que tentam. Mas é difícil fazer muito com estes personagens mal construídos e trama embolada. O mesmo vale para os aspectos técnicos, cujos bons momentos de composição e cenografia, ficam perdidos em meio a uma trama longa e confusa.

Uma seita religiosa em crise, um protagonista cheio de cicatrizes literais e metafóricas, rituais misteriosos, entidades à espreita, humanos ameaçadores, uma "deusa" a ser venerada, uma ilha com atividades sobrenaturais. Apóstolo tenta abordar um monte de assuntos, e acaba não contando nenhuma história completa. Longo e pouco surpreendente, causa mais nojo e desconforto do que medo. Ao invés de assutado, vai te deixar apenas com aquela já mencionada dúvida: quem é o tal Apóstolo afinal?

Apóstolo (Apostle)
EUA - 2018 - 130min
Terror

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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A Maldição da Residência Hill - 1ª temporada

quarta-feira, outubro 17, 2018 0
Uma família inocente se muda para uma casa antiga, e a residência assombrada ameaça e muda suas vidas para sempre. A premissa de A Maldição da Residência Hill é uma velha conhecida do gênero de terror. De fato, A Assombração da Casa da Colina de Shirley Jackson, livro em que a série foi baseada, já ganhou duas adaptações para o cinema. Então como fugir do cliché do subgênero, e ao mesmo tempo preencher longas dez horas de projeção de uma série? Apostando não apenas na história, mas na forma de contá-la.

Então acompanhamos a família Crane - pais e cinco filhos - em dois momentos distintos e cruciais de suas vidas. Em 1992, quando se mudaram para a mansão octagenária. E nos dias de hoje, com as crianças já crescidas e com suas vidas marcadas não apenas pelos acontecimentos na casa, mas principalmente pelas duvidas - deles e nossas - sobre o que realmente aconteceu na residência.

Assim, os episódios passeiam entre as diferentes épocas, com transições tecnicamente fluidas e bem construídas, que valem um olhar mais atento. Enquanto narrativamente, o roteiro opta por unir estes dois momentos através de temáticas e símbolos. Criando uma curiosa relação de causa e efeito que transcende os conceitos de linhas temporais. Além de deixar o espectador sempre alerta para as conexões entre os tempos, já que estas geralmente fornecem explicações e motivações para acontecimentos e ações dos personagens.

E por falar nos personagens, estes também recebem uma atenção meticulosa do roteiro, através de episódios de ponto de vista. A primeira metade da temporada é dedicada a mostrar a experiência de cada uma das crianças Crane na casa, e como suas vidas seguiram a partir disso. E claro, os acontecimentos da infância refletem em suas vidas adultas. Vale mencionar aqui, que a série traz diferentes tipos de fantasmas, entre eles os das nossas mentes, traumas, medos e desejos que carregamos.

Stevie (Michiel Huisman/Paxton Singleton) abraça o ceticismo exagerado, e a existência de problemas psicológicos na família para explicar o que viveu. Shirley (Elizabeth Reaser/Lulu Wilson), incorporou o sentimento de perda à sua vida, ao abrir uma funerária. Theo (Kate Siegel/Mckenna Grace) evita contato e relações humanas complexas. Luke (Oliver Jackson-Cohen/Julian Hilliard) é dependente químico. E Nell (Victoria Pedretti/Violet McGraw) convive com sérios distúrbios do sono. Todos tem uma péssima relação com o pai, dúvidas quanto ao passado e pesadelos.

Esta apresentação minuciosa de cada um é crucial para a compreensão dos personagens, e na criação de empatia no espectador. Não se trata apenas de um grupo de personagens que vão morrer ou sobreviver durante uma assustadora experiência. É uma família, que conhecemos e com qual passamos a nos importar. Os diferentes pontos de vista, também fornecem a possibilidade de acompanhamos os mesmos momentos por diferentes ângulos. Esta repetição, ajuda na construção da tensão, na compreensão da dinâmica da família, cria ciclos e ecos narrativos, fornece detalhes novos a cada nova perspectiva e atiça nossa curiosidade de compreender todo o quadro. Ou seja, é um recurso eficiente e bem aplicado.

Mas não se engane, a série também tem seus fantasmas literais. As entidades estão sempre presentes, estejam eles ativos na cena, ou apenas existindo em um assustador canto escuro da tela. Vale ficar atento para encontrá-los. E aqui a série se diferencia ainda mais de outras obras do sub-gênero "casa assombrada". Deixando de lado os "jumpscares" (aqueles sustos fáceis onde a ameaça surge do nada, acompanhado de aumento repentino da trilha sonora - Bú!), e apostando no suspense, ambientação, empatia e na combinação de fantasmas literais e metafóricos. Abordando uma gama maior de medos e, consequentemente, alcançando/assustando um maior número de pessoas.

Diferença esta que se apresenta também na forma de contar a história. A produção favorece efeitos práticos, explora ao máximo as possibilidades de seu assustador cenário/personagem, a casa, e brinca com ângulos e movimentos de câmera. A experimentação do diretor Mike Flanagan, que também é roteirista, chega ao seu auge no excelente sexto episódio. Duas Tempestades é formado, por longos complexos e verborrágicos planos sequências, que incluem a presença de crianças e fantasmas. Um desafio de produção que a série se dispôs a encarar, e o resultado é excepcional.

O elenco mirim é outro acerto. Bem escolhidos e dirigidos, os pequenos Violet McGraw e Julian Hilliard, convence ao passar vivacidade inocência que contrastaram com suas versões adultas. Paxton Singleton, é coerente como irmão mais velho prestativo, mas alheio à realidade. Lulu Wilson (Annabelle 2, Sharp Objects) e Mckenna Grace (Eu, Tônia, Um Laço de Amor), se unem ao irmão naquela fase da vida em que, apesar de não entendermos o que realmente se passa, já percebemos quando algo não vai bem.

No elenco adulto o destaque fica com Carla Gugino, que passa com mesma intensidade os sentimentos de fragilidade, preocupação e confusão, que a Olivia enfrenta. Sempre com a doçura de uma mãe amorosa. Timothy Hutton e Henry Thomas (o Eliot, de E.T.:O Extraterrestre), conseguem criar coesão entre os diferentes estágios da vida de Hugh, pai da família. Outros rostos conhecidos em cena, são Michiel Huisman (o Daario Naharis de Game of Thrones) e Elizabeth Reaser (Saga Crepúsculo).

Apesar de ser tratado pela Netflix como primeira temporada, a produção seria melhor categorizada como minissérie. A história é fechada em si e não deixa pontas soltas. Não é impossível trazer a família Crane para enfrentar novos fantasmas, mas isto traria o risco de arruinar um final bem construído. Já a casa, tem mais de cem anos de história, e uma quantidade igualmente grande de fantasmas. Logo, eu não me surpreenderia se a produção ganhasse um segundo ano no estilo de antologia, ao exemplo de American Horror Story, mas com a residência como base.

Ciente de sua premissa exaustivamente explorada, A Maldição da Residência Hill se diferencia ao apresentar bem seus personagens - inclua aqui a casa em si -, construir relações e personalidades complexas, e envolver o espectador no mistério. Traz uma narrativa cheia de ecos e ciclos, que se complementam e completam, resultando em um final emocionante e convincente, apesar dos aspectos sobrenaturais da história. E também assusta no processo.

Deve agradar quem gosta de séries que demandam atenção como Westworld, e principalmente quem prefere o terror que vai além do susto fácil ou do medo momentâneo. A Maldição da Residência Hill constrói o medo, ao invés de simplesmente assustar. É uma grata e assustadora surpresa!

A Maldição da Residência Hill tem dez episódios com cerca de uma hora cada. Todos já estão disponíveis na Netflix.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

8 professores da ficção com quem você gostaria de ter aulas

segunda-feira, outubro 15, 2018 0
Quem nunca sonhou em ter uma aula com aquele professor descolado que volta e meia aparecia na Sessão da Tarde? Ou ainda aprender lições com um mestre que só existe nas páginas? Pois neste dia dos professores, resolvi postar a minha lista de professores da ficção com quem sempre quis ter aulas. Vem descobrir se você concorda comigo!

John Keating
Filme: Sociedade dos Poetas Mortos - 1989
Um professor com métodos que realmente alcançam os alunos e que os ensina a pensar por conta própria, é tudo que queremos - aliás que precisamos cada vez mais. Este era John Keating (Robin Williams), em Sociedade dos Poetas Mortos. Infelizmente, a sociedade da Welton Academy de 1959, não estava pronta para este capitão. Nós estaríamos!

Professora Helena
Novela: Carrossel - várias versões entre 1966 e 2012
Doce e compreensiva com os maiores pestinhas da escola. Estudar com Professora Helena de Carrossel foi sonho de infância de várias gerações. Mas é provavelmente a versão de Gabriela Rivero, a primeira exibida no Brasil, no início da década de 1990 quem causou maior impacto entre os pequenos.

Dewey Finn
Filme: Escola de Rock - 2003
Ok, tecnicamente Dewey Finn (Jack Black) não é um professor de verdade. Mas até que ele consegue ensinar alguma coisa para a molecada de Escola do Rock, quando toma o lugar de seu amigo professor de verdade Ned Schneebly. Embora seja ele quem recebe as melhores lições. E quem nunca quis que seu professor cancelasse as aulas, montasse uma banda com a turma e levasse todos para um palco de um show de rock?

Irmã Mary Clarence
Filme: Mudança de Hábito 2 - 1993
Deloris Van Cartier (Whoopi Goldberg), também não é professora propriamente dita. Mas depois de se fingir de freira, a irmã Mary Clarence, e ensinar um convento inteiro a se relacionar melhor com a comunidade, até a Madre Superiora (Maggie Smith) achou que ela seria uma excelente professora de música para adolescentes rebeldes. E admita, você também aprendeu que "se quiser ser alguém na vida, e chegar à algum lugar, é melhor acordar e se ligar!".

John Kimble
Filme: Um Tira no Jardim de Infância - 1990
Talvez esta lista esteja acumulando uma quantidade inapropriada de "não professores", mas como deixar John Kimble (Arnold Schwarzenegger) de fora? Não há ninguém melhor que um policial disfarçado, com aparência de um "Exterminador" para proteger criancinhas de seis anos de um bandidão daqueles. Acompanhar o gigantesco astro de ação tentar lidar com crianças tão pequenas é uma atração à parte, mas não é que suas aulas acabam sendo ótimas depois que ele pega o jeito?

Remus J. Lupin
Livro: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - criado por J.K.Rowling em 1999
De volta aos professores propriamente ditos, Hogwarts tem dezenas de exemplos, mas vamos selecionar um só. Remus Lupin (David Thewlis, no cinema) foi de longe o melhor professor de Defesa Contra as Artes das Trevas que Harry Potter e seus amigos tiveram, mesmo precisando faltar por alguns dias todo mês. Aulas práticas, divertidas e bastante instrutivas tiravam o melhor de seus alunos.

Henry Jones Júnior
Filmes: franquia Indiana Jones (1981 - 2008)
A gente até esquece que Henry Jones Júnior, é professor. Isso porque, é no campo de "pesquisa", que o professor Indiana Jones (Harison Ford) mais se destaca. E como adoraríamos ter aulas em campo com ele, encontrando tesouros, fugindo de bolas gigantes e derretendo nazistas.

Charles Xavier
Quadrinhos: X-Men - criado em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby
Existem também aqueles professores que são uma figura paterna para seus alunos. Charles Xavier (Patrick Stewart/James McAvoy, no cinema) "adotou" todos os mutantes que a sociedade resolveu tornar órfãos através da intolerância e rejeição. Criou uma escola para proteger seus alunos superdotados e ensiná-los a lidar com seus poderes e com o mundo a sua volta. Ah, ele também é o líder de uma equipe de super-heróis e um dos mutantes mais poderosos do planeta, e uma excelente referência a um período da história estadunidense, mas isso é assunto para outro post.

E aí sua lista é parecida com a minha? Seja ela qual for, não esqueça de que estes professores são inspirados por mestres da vida real. Eles talvez não tenham super-poderes, magia ou talento musical, mas estão por aí dispostos a formar pessoas melhores, é só procurar. E quando encontrar um deles, dê o devido valor ao seu trabalho.

Feliz dia dos Professores!

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