Setembro 2018 - Ah! E por falar nisso...

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Informações úteis para sua maratona de The Good Place

sexta-feira, setembro 28, 2018 0
A terceira temporada de The Good Place acaba de estrear no Brasil e no mundo. A série é uma das poucas que a Netflix disponibiliza aos poucos em episódios semanais. Logo, dá tempo sim de fazer uma maratona dos dois primeiros anos agora e ficar em dia com esta comédia original. É claro, dicas para aproveitar melhor o programa são sempre bem vindas. Então segue a lista de informações úteis sobre O Bom Lugar.

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) morreu, e acordou no Bom Lugar, para onde vão todos aqueles que tiveram uma vida merecedora. Um lugar projetado por Michael (Ted Danson) onde todos são bons, conseguem tudo que querem ou precisam e finalmente encontram sua alma gêmea. O problema é que Eleanor não foi uma boa pessoa em vida. Sua aceitação foi um acidente, que ela precisa esconder para evitar ser enviada para o Lugar Ruim.

Informações úteis para sua maratona de The Good Place


1 - Apesar de não utilizarmos, a série tem sim um título em português, a tradução literal de The Good Place, O Bom Lugar;

2 - Foram estas atitudes irritantes do dia-a-dia que inspiraram o criador da série, Michael Schur, a criar um jogo próprio onde ele tirava pontos das más ações. Não demorou muito para ele imaginar como seria se realmente vivêssemos em um mundo onde alguém estivesse constantemente avaliando e mensurando nossas atitudes.

3 - A princípio a temática de The Good Place vai parecer bobinha, mas persista. A série na verdade é uma crítica ao comportamento humano, cheia de ironias, tiradas ácidas e reflexões inteligentes disfarçadas de comédia escapista nonsense.

4 - Esta série também vai fazer você repensar sua existência, já que cada pequena ação ou escolha conta pontos, negativos ou positivos, que vão determinar se você vai para o lugar bom ou ruim. Lembra aquela vez em que você roubou um brigadeiro antes do parabéns? Pois é, tinha alguém anotando.

5 - Ao mesmo tempo, a série deixa bem claro que Eleanor - e todo mundo - não deve ser boa apenas porque alguém está contando, ou para ser vista como benfeitora, ou se sentir bem consigo mesma. Questionado as necessidade de motivação para fazer a coisa certa, e a existência do altruísmo verdadeiro.

6 - Deixando religiões de lado, o julgamento para decidir seu lugar no pós-vida é extremamente matemática. E rende excelentes piadas com relação ao que as religiões imaginam que existe após a morte.

7 - Segundo Michael algumas coisas podem alcançar 104% de perfeição. Isso explicaria a existência da Beyoncé.

8 - Não é possível falar palavrões no lugar ruim, uma palavra parecida sai pela boca de quem tenta. Do "baralho" né!

9 - O Frozen Yorgurt que eles vivem comendo é na verdade purê de batatas, para suportar as gravações sem derreter.

10 - Todas as xícaras de café no Bom Lugar são verdes e dizem The Good Place.

11 - Este é o primeiro trabalho nas telas Jameela Jamil, intérprete de Tahani.

12 - O primeiro nome de Tahani significa Parabéns, e o sobrenome, Al-Jamil, quer dizer Bela. Parabéns Bela!

13 - A série traz flashbacks dos personagens, mostrando quem eram em vida para entendermos sua escolha em morte.

14 - Fato curioso: Janet sempre terá fatos curiosos;
 - Fato curioso 2: nem sempre eles são úteis;
 - Fato curioso 3: muitas vezes são apresentados de forma ou em momentos inconvenientes;
 - Fato curioso 4: você vai amar cada um deles.

15 - Diferente de outras comédias de meia hora onde os episódios são fechados, e o status-quo se mantém, O Bom Lugar tem uma trama contínua e ganchos ao final de cada episódio que vão fazê-lo ficar obcecado pelo destino de Eleanor.

16 - Você não vai demorar muito para notar, apesar deste ser o Bom Lugar, todos parecem infelizes. Até Janet, que nunca parece estar em sua melhor configuração, e Michael que tenta constantemente fazer seu projeto de bairro dar certo.

17 - Apesar de ser uma comédia, a série tem grandes reviravoltas que geralmente ocorrem no final das temporadas. Por isso a partir daqui este poste terá SPOILERS!. Prossiga por sua conta e risco.
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SPOILERS!!!

18 - Já que as coisas vivem dando terrivelmente errado, é provável que você tenha uma leve desconfiança sobre a verdadeira natureza deste "Bom Lugar" antes da grande reviravolta da primeira temporada. Mesmo assim revelação é surpreendente.

19 - Eleanor, Chidi (William Jackson Harper), Tahani (Jameela Jamil) e Jason (Manny Jacinto), na verdade estão no Lugar Ruim. E foram precisamente selecionados para testar uma nova forma de tortura, onde irritariam um ao outro pela eternidade. Agora tudo que parecia suspeito na temporada anterior faz muito mais sentido.

20 - Os únicos atores que sabiam da reviravolta da primeira temporada desde o início do projeto eram, Ted Danson e Kristen Bell.

21 - Dax Shepard que interpreta um demônio no décimo episódio da 2ª temporada é marido de Kristen Bell na vida real.

22 - Apesar de ser um professor de filosofia moral e, portanto, em teoria, o ser humano com a melhor chance de perceber que "The Good Place" é na verdade "The Bad Place", Chidi nunca descobriu isso em 802 tentativas de Michael.

23 - Tahani (Jameela Jamil) aparece na capa de uma revista que estava ao lado de uma Eleanor (Kristen Bell) lê antes de sua morte.

24 - Existe uma versão de Janet do Lugar Ruim. Você não vai gostar dela tanto quanto da original, mas a Bad Janet tem a mesma capacidade de roubar as atenções que a irmã boazinha.

25 - Existe um Lugar do Meio, ele foi criado na década de 1980, quando a morte de Mindy (Maribeth Monroe) deixou os lugares Bon e Ruim em um impasse quanto ao seu destino. Então decidiram criar um lugar medíocre, onde ela vive sozinha pela eternidade. Ao descobrir isso você vai pensar, acho que a grande maioria de nós deveria estar neste pós-morte mediano também.

26 - Poderes e habilidades de Janet:
Teletransporte, Conhecimento Infinito, Evocação e recuperação (ela cria ou conserta qualquer item a qualquer instante), Realidade Warping (é ela que cria, mantém e altera as coisas no bairro), Verdade Compulsória, Operadora de Trem, Protocolo Walkie-Talkie (ondem duas Janets podem ser interligadas para transmitir mensagens à longas distâncias), Força Física e atuação.

27 - Poderes e habilidades de Michael:
Imortalidade; Visão Extra Dimensional (ele é capaz de enxergar em 9 dimensões); Manipulação de memória, Realidade Warping e Projeção de simulação.

28 - Conquistas de Kamilah (Rebecca Hazlewood):
A pessoa mais jovem a se formar na Universidade de Oxford; Pintor de classe mundial; Ativista social; Iconoclasta; Medalhista de ouro olímpico no arco e flecha; Vencedora do Grammy por seu álbum; Vencedora do prêmio BAFTA por seu documentário sobre seu álbum premiado com o Grammy; Eleito "mais provável que seja Banksy"; Convidada para ser a garota da capa da Revista Internacional Sophisticate; Pessoa mais jovem a ser introduzida no Rock and Rock Hall of Fame.

FIM DOS SPOILERS!
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Agora que você já entende um pouco melhor como funciona a próxima etapa da existência humana no universo, aproveite para colocar a série em dia, e quem sabe rever alguma escolhas.

The Good Place tem temporadas de 13 episódios com cerca de meia hora cada. Os dois primeiros anos já estão disponíveis na Netflix, a terceira temporada estreou nesta sexta-feira (28/09/2018) com episódios liberados semanalmente. 

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Marvel's Runaways - 1ª temporada

quarta-feira, setembro 26, 2018 0

Imagine uma série com adolescentes superpoderosos, uma organização maléfica secreta, uma seita maluca, assassinatos, tecnologias super avançadas, disputa de territórios, viagem no tempo e até dinossauros. É esta miscelânea de temas compõem a série Marvel's Runaways. Surpreendentemente, a mistura funciona muito bem, e a produção do serviço de streaming Hulu (o mesmo de The Handmaid's Tale), se mostra uma boa adição ao universo da Marvel na TV.

O nerd Alex (Rhenzy Feliz), a revoltada Nico (Lyrica Okano), a bela Karolina (Virginia Gardner), a idealista Gert (Ariela Barer), o galã Chase (Gregg Sulkin) e a inocente Molly (Allegra Acosta) cresceram juntos, já que seus pais fazem parte da mesma organização beneficente com reuniões frequentes, a Orgulho. É em uma destas reuniões que os adolescentes descobrem as verdadeiras atividades de seus pais, e decidem se unir para desmascara-los. Alem de lidar com o fato de que seus progenitores agora são seu maior inimigo, os jovens ainda precisam aprender a controlar suas habilidades especiais recém descobertas e os problemas tradicionais de adolescentes.

Esta primeira temporada na verdade, cobre o caminho que levou um grupo de adolescentes abastados à se tornarem os fugitivos (Runaways) do título. Em outras palavras, a série dedica um tempo para apresentar seus personagens, as relações entre eles, o mundo em que vivem, e os eventos que mudaram suas vidas. Essa apresentação bem construída é fundamental para aproximar quem não está acostumado com a dinâmica de quadrinhos, e principalmente na criação da empatia do espectador pelo sexteto protagonista.

Não demora muito para aprendermos seus nomes, e características. Ok, eles são baseados em estereótipos - o nerd, o atleta, a gótica - mas é a forma como cada um destes arquétipos reage à descoberta de que seus pais são vilões e a como interagem entre si que os tornam interessantes. Inclua aqui circunstâncias atenuantes, como eventos passados, as tais habilidades especiais e os hormônios da adolescência. A turma reage como os jovens que são, com as dúvidas, inseguranças, e erros causados pela inexperiência. Suas conversas soam naturais, diálogos coerentes com suas idades, sem soar forçado, bobo, didático ou infantil. Há espaço no roteiro inclusive para ironia, acidez e referências à cultura pop. Tudo bem executado por um carismático elenco.

Os antagonistas também recebem atenção especial. Os pais também tem relações complicadas, passados obscuros e dúvidas quanto à organização a que servem. Em alguns momentos, o desenvolvimento destas relações, especialmente as afetivas pode soar cansativas.  Mas, mesmo estes momentos, ajudam a evitar o maniqueísmo nestes personagens. Sim eles são os vilões, mas também são pais de deus "desafiantes", alguns parecem ter sido ludibriados quanto aos verdadeiros objetivos da Orgulho, outros coagidos à continuar cooperando. Criando bons conflitos individuais e entre membros desta organização.

A parte técnica da produção também funciona. Apesar do orçamento de TV e dos muitos episódios, a série consegue encontrar soluções criativas para apresentar as habilidades dos adolescentes. As superforça de Molly e os efeitos do Cajado do Absoluto, são os que melhores funcionam em cena. A habilidade de brilhar de Karolina é exagerada, mas condizente com a origem nos quadrinhos. Já a mistura de animatrônico e CGI para criar a dinossauro Alfazema convence, mesmo com o robô sendo mais eficientes que aqueles a versão gerados por computador.


Baseado nos quadrinhos criados por Brian K. Vaughan e Adrian Alphona, Marvel's Runaways reúne uma grande quantidade de temas distintos, e trama rocambolesca, mas surpreendentemente funciona. Especialmente por apresentar e desenvolver bem seus protagonistas, e explorar sua premissa sem pressa - o grupo só se torna fugitivo de fato lá pelo penúltimo episódio. Deixando para segunda temporada uma gama de consequências e possibilidades interessantes a serem seguidas.

A primeira temporada de Marvel's Runaways tem dez episódios com cerca de uma hora cada. Por aqui a série é exibida pelo canal Sony e também está disponível na Netflix. A segunda temporada já foi confirmada, terá treze episódios, e deve estrear dia 21 de dezembro de 2018 em seu serviço de streaming original, a Hulu, que não está disponível no Brasil.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Maniac

segunda-feira, setembro 24, 2018 0
Foi em Superbad - É Hoje, que muita gente viu Emma Stone e Jonah Hill pela primeira vez. Onze anos - um Oscar para ela, e duas e indicações para ele - depois, a dupla se reencontra em um novo trabalho. Tendo em vista o crescimento da carreira de ambos não é surpresa que eles tenha escolhido para atuar e produzir um projeto bastante diferente, e mais desafiador, que o jovem clássico da comédia besteirol.

Owen (Jonah Hill) sofre de esquizofrenia. Annie (Emma Stone) desistiu da vida após um grande trauma. Perdidos, desconectados e desesperados, ambos escolhem servir de cobaia de testes de um medicamento que pretende acabar com qualquer tipo de dor humana.

Apesar da premissa simples, Maniac é no mínimo uma obra complexa, já que o tal tratamento cria fantasias para fazer com que os pacientes compreendam, confrontem e superem seus traumas. Assim, acompanhamos os protagonistas em aventuras em eras e gêneros distintos, durante as várias fases do tratamento. É aí que a série fica interessante, já que tais aventuras da mente, são reflexos do mundo real, e estão cheias de referências, paralelos, easter-eggs e múltiplos significados.

E embora a série destine os dois episódios iniciais para apresentar seus personagens principais e a curiosa realidade em que vivem. É durante seu processo de auto-descoberta, que nossa empatia com eles chega ao auge. Especialmente Owen, cuja apatia com que encara o mundo e sua condição naturalmente, e propositalmente, afasta todos. Mais relacionável, o trauma de Annie, facilita nossa conexão com ela, e acaba fornecendo mais ferramentas para Stone se sobressair.

E por falar em atuação, Maniac é o paraíso de qualquer ator. Já que seus personagens assumem diversas personas, desafiando-os a encaixar a personalidade de Annie e Owen e épocas, situações e tramas, que estes não enfrentariam no mundo real. Figurinos, maquiagem e perucas absurdas são uma diversão à parte, nesta oportunidade incomum de apreciar a versatilidade da dupla.

Curiosamente, também é a caracterização o ponto fraco da produção. Enquanto Stone e Hill, brilham no mundo dos sonhos, do lado de fora os cientistas tentam manter a experiência nos trilhos. A Dr. Azumi Fujita, vivida por Sonoya Mizuno (Ex-Machina) parece presa pela pesada caracterização. Mas é Justin Theroux (The Leftovers) quem chama mais atenção negativamente. Exagerado ao ponto de ser patético, seu Dr. James K. Mantleray, destoa do restante do elenco, mesmo em relação ao tom caricato que a produção escolheu dar aos cientistas. 

Resta à Sally Field, tentar - sem sucesso, diga-se - equilibrar o núcleo como a Dr. Greta Mantleray. É também no núcleo cientifico, que a trama tem seus momentos mais arrastados, apesar de sua boa premissa, que vai permanecer incógnita nesta resenha, para não estragar um de seus poucos acertos.


O elenco ainda conta com boas participações de Allyce Beasley, Gabriel Byrne e Selenis Leyva (Orange is the New Black). Os destaques aqui ficam com Billy Magnussen (A Noite do Jogo) e Julia Garner (Ozarc), irmãos de Owen e Ellie respectivamente.

De volta à trama principal, o ritmo da história também muda para atender aos roteiros das fantasias dos protagonistas. Logo, é provável que alguns episódios pareçam mais frenéticos que outros. Vale também mencionar, que os dez episódios tem tamanhos distintos. O mais longo tem 47 minutos, o mais curto 27. Os vinte minutos de diferença são perceptíveis, mas funcionam,  já que são pensados para atender as necessidades daquele trecho da jornada.

Outro aspecto a se prestar atenção nesta produção é a ambientação. A história se passa em 2018, mas não o nosso 2018. Muito menos, um 2018 distópico, altamente tecnológico ou apocalíptico. Trata-se de um 2018 imaginado por uma pessoa do final da década de 1980. Monitores gigantes, computadores com muitos botões luminosos e coloridos, neon, cigarros liberados em qualquer ambiente, tecnologias e procedimentos científicos que não fazem muito sentido, alguns figurinos e cabelos, estão entre os pontos de adorável estranheza deste mundo.

E como toda "ficção-cientifica datada", nem toda previsão é errada afinal, mesmo que apresentada de um jeito diferente. Um acerto desta visão oitentista do nosso presente, fica por conta do excesso de publicidade que cercam os personagens, e aqui as propagandas apresentadas de uma forma peculiar. O outro fala de solidão, e relacionamentos artificiais, já que é possível alugar um amigo que vai interpretar a história que você quiser. Quem não pensar nas redes sociais e nas "vidas maravilhosas" que montamos nelas, que atire a primeira curtida.

Sonhos são a forma do inconsciente tem de lidar com os problemas do dia-a-dia. Maniac potencializa essa lógica, criando diferentes mundos e experiências complexas, para que seus protagonistas superem seus traumas. O resultado é uma experiencia surreal, que desconstrói a diferença entre sonho e realidade, em prol das relações humanas. Uma obra ao mesmo tempo estranha e inteligente, que deve agradar quem estiver disposto a embarcar em algo realmente diferente.

Maniac é uma minissérie de dez episódios, todos já estão disponíveis na Netflix.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A árvores mais interessantes da cultura pop

sexta-feira, setembro 21, 2018 0
Hoje é comemorado o Dia da Árvore no Brasil. A data foi escolhida para aproveitar a chegada da primavera, e promover a importância da preservação das árvores e das florestas. E como nerd consciente que sou, resolvi fazer a minha parte listando as mais relevantes árvores conscientes da ficção. Afinal, estas também são raras e merecem ser preservadas.

Groot
Ele é provavelmente a arvore mais badalada do momento, só que na verdade ele é um Colossus Floral, uma especie alienígena dos quadrinhos. Mas convenhamos, parece muito com uma àrvore para nós, então... A arvore antropomórfica que fala através de apenas uma frase "Eu sou Groot", foi criada da década de 1960, mas só caiu no gosto popular ao ganhar uma versão para os cinemas. O Groot das telonas tem a voz de Vin Diesel, já foi mostrado como adulto, raminho, criança e até adolescente, é um membro dos Guardiões da Galáxia. Seus poderes incluem força, regeneração, elasticidade e até manipulação de plantas. Além dos filmes e quadrinhos, ele também apareceu em games, desenhos animados e muitos, muitos colecionáveis.

Barbárvore
Barvárbore é um Ent, espécie de árvore antropomórfica que vive na terra média criada por J.R.R.Tolkien. Ele mora na Floresta de Fangorn tem cerca de quatro metros e meio de altura, e se assemelha a um carvalho. Os Ents são Pastores das Árvores, vivem para proteger as florestas, por causa disso eles raramente se envolvem e intrigas de outra especies. Quando conhecemos, em O Senhor dos Anéis - As Duas Torres, Barvárbore e seus companheiros realizam um grande e demorado - demorado mesmo, eles levam horas para falar qualquer coisa em seu idioma - conselho para decidir se a especie ajudaria na causa do um anel, mas é o desmatamento promovido Sauron que força às espécie a se posicionar.

Salgueiro Lutador
Este aqui só se comunica por movimentos, ou talvez esteja só se defendendo mesmo. O Salgueiro Lutador está plantado nos terrenos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e costuma nocautear qualquer um que chegue muito perto. Na verdade a árvore foi plantada no terreno com um propósito, ela esconde uma passagem secreta que leva à Casa dos Gritos, uma residência abandonada próxima ao castelo. Fornecendo assim, um local seguro para que um dos alunos, Remus Lupin, que fora mordido pelo lobisomem possa se transformar sem machucar os colegas de classe. Nos filmes de Harry Potter é preciso encarar uma luta, ou lançar um feitiço para imobiliza-lo caso você deseje alcançar a passagem secreta, nos livros a praticidade impera e a planta tem um botão de "liga e desliga".

Vovô Willow
Ela é a avó de Pocahontas na animação da Disney, mas também é um Salgueiro Chorão com rosto. Como a vovó se tornou uma árvore, e se ela realmente é a avó da protagonista? Não sabemos, e nem importa muito. O importante são os conselhos sábios e maternais que a divertida planta oferece. Sua voz original é da veteranda Linda Hunt.

Macieiras de Oz
No maravilhoso mundo de Oz é possível encontrar um pomar inteiro de macieiras que falam e movimentam seus galhos. Elas repreendem duramente aqueles que pegam seus frutos sem pedir, nos lembrando do quão abusados nós somos em relação a natureza. Por outro lado, elas são bem fáceis de enganar, basta irritá-las um pouco e elas mesmas atirarão as maçãs em você. É no pomar de macieiras que vivia o Homem de Lata durante as aventuras de Dorothy e Totó pelo país.

A árvore de Sete Minutos Depois da Meia-Noite
É uma árvore gigante antropomórfica com a voz de Liam Neeson que aparece para contar histórias a Connor (Lewis MacDougal). São essas histórias que que vão ajudar o menino de treze anos a compreender, enfrentar e superar uma fase difícil de sua vida. É a mais jovem desta lista, foi criada em 2011 por Patrick Ness no livro homônimo que inspirou o filme.

Curiosamente todas as arvores desta lista nasceram nas páginas e ganharam boas versões na tela grande. Mas, se expandirmos o olhar e além de arvores ativas, colocarmos todas aquelas que tem importância para suas histórias a lista cresce assustadoramente, com a inclusão de espécies como as Árvores Coração de Westeros, e até o patético pinheirinho do Charlie Brown. Mas esta é uma lista para o próximo Dia da Árvore, espero que nenhuma tenha sido extinta até lá.

Brincadeiras à parte, estes personagens direta ou indiretamente, sempre chamam nossa atenção para a importância de cuidar melhor do nosso planetinha. É sempre mais interessante e eficaz, amparar estes conceitos com um plano de fundo eficaz.

E aí, conhece todas as plantas desta lista? Sua espécie favorita ficou de fora? Vem celebrar  a natureza com sua árvore fictícia favorita. 
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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O Mistério do Relógio na Parede

quarta-feira, setembro 19, 2018 0
Antes da atual era do "politicamente correto" ser instaurada, obras voltadas para crianças não tinham receio de assustar um pouco seus pequenos espectadores. Sequencias como a primeira aparição de Jareth em Labirinto: A Magia do Tempo, a revelação da aparência das bruxas em Convenção das Bruxas, ou mesmo o lobisomem da série Mundo da Lua, povoaram a imaginação da molecada até o final da década de 1990, desde então as produções tem evitado qualquer sequencia mais forte para não traumatizar os pequenos. O maior mérito de O Mistério do Relógio na Parede, é parecer ser concebido nesse período em que fantasias aventurescas para as crianças ousavam desafiar sua bravura.

Lewis Barnavelt (Owen Vaccaro) acaba de perder os pais, e por isso precisa se mudar para a casa do tio que pouco conhece, Jonathan Barnavelt (Jack Black). Não demora muito para o garoto de 10 anos perceber que nem a casa, nem seu tio, muito menos a vizinha que vive por perto Sra. Zimmerman (Cate Blanchett) são pessoas comuns. Seus novos responsáveis são feiticeiros, e a casa além de mágica guarda um mistério. É claro, Lewis se encanta pelo mundo da magia tão rapidamente quanto arruma problemas nele.

Nessa aventura, os personagens se deparam com objetos, criaturas e situações que podem até soar batidas para o público adulto, mas são muito diferentes das ameaças que vemos dos produtos infantis atuais. A sensação é de estarmos assistindo a um terror pensado para os pequenos. Essa característica pode ter sido herdada da obra original, o livro homônimo de John Bellairs, lançado em 1973, ou ainda, da curiosa escolha dos responsáveis pela sua adaptação. O roteiro é de Eric Kripke, criador da série de TV Sobrenatural, enquanto a direção é de Eli Roth cujo currículo como diretor está repleto de produções de terror e suspense. O resultado é uma aventura fantástica com tons mais sombrios, como as que muitos de nós cresceram assistindo.

Grande parte desse terror fica por conta da casa-personagem quem que a maior parte da história se desenrola. Um ambientação escura, com excesso de marrons e verdes, sombria intimidadora à primeira vista, mas que revela detalhes de cor conforme Lewis deixa de temer a residência e começa a descobrir seus objetos cheio de personalidades e detalhes mágicos.

Entretanto, enquanto a produção de arte acerta na ambientação, o roteiro sofre para conseguir equilibrar bom humor, tom aventureiro e os momentos de terror, ao mesmo tempo que desenrola a trama. Assim, o início do filme soa meio arrastado, já que a produção gasta certo tempo para apresentar os personagens e construir o mistério. Já a segunda sua metade assume um ritmo mais frenético típico de histórias de aventura. Os efeitos em computação gráfica também deixam a desejar, produzidos sem muito esmero, não devem demorar a ficar datados. Mas a produção traz também alguns bons momentos com efeitos práticos.

O humor também se apresenta inconstante, ao utilizar tanto piadas mais bobas envolvendo coisas gosmentas e fezes de animais mágicos, quando diálogos rápidos, espertos e bem humorados apresentados principalmente pelo elenco adulto. E por falar nos atores, Black traz sua tradicional persona exótica para tela, o que funciona já que Jonathan é exatamente essa figura. Blanchett, interpreta sua personagem com confiança, ao mesmo tempo que parece se divertir com as coisas absurdas que uma bruxa pode fazer. São os diálogos inspirados entre os dois amigos que gostam de espezinhar um ao outro, que estão os momentos mais inspirados do filme.

Já o protagonista mirim Vaccaro, apresenta potencial, mas parece mal dirigido, especialmente nos momentos em que precisa demonstrar tristeza pela perda dos pais. Kyle MacLachlan, Renée Elise Goldsberry, Colleen Camp, Sunny Suljic e Lorenza Izzo, completam o elenco que entrega o que seus caricatos personagens exigem.

Vale mencionar, que cada um dos três personagens principais, tem seus arcos bem definidos, ainda que simples. Além de se adaptar à sua nova vida, Lewis precisa descobrir que não há nada errado em ser "esquisito". Jonathan tem que perder o medo de assumir a responsabilidade por seu sobrinho. E a Sra. Zimmerman vai encontrar motivação após uma vida de perdas. O trio ainda vai se descobrir como uma família nada tradicional, especialmente para a época em que o filme se passa, a década de 1950.

O vilão também tem motivações, absurdas, exageradas, mas bastante compreensíveis. É claro, ele as esclarece detalhadamente, assim como seu todo o plano em detalhes durante o clímax. Adotando, aparentemente sem receios, um dos maiores e mais criticados clichês de vilões caricatos, o de parar tudo e perder tempo explicando seu plano para o herói.

O Mistério do Relógio na Parede tem suas falhas e momentos pouco inspirados. Falta um pouco de encantamento quanto à existência de magia, mas a produção diverte. E principalmente, acerta ao estar disposto à arriscar e assustar um pouco mais seu público alvo. Quem sabe a criançada não curte os sustos, e inspira uma nova leva de fantasias com tom de terror, pensada para os pequenos? Um respiro interessante, diante dos filmes coloridos e "politicamente corretos" dos dias de hoje.

O Mistério do Relógio na Parede (The House with a Clock in Its Walls)
2018 - EUA - 94min
Fantasia, Aventura

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