quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Fuller House - 4ª temporada

A terceira temporada de Fuller House terminou com uma possibilidade preocupante para o desenvolvimento desta sequência de uma série de sucesso. A possibilidade de trazer o elenco original de volta permanentemente. Apesar de adorados, a presença de Danny, Joe, Becky e Tio Jesse, costuma mergulhar o programa na nostalgia, e tirar os holofotes das protagonistas atuais, DJ, Stephanie e Kimmy. Além de ir na contramão do caminho de independência que a série parecia tentar trilhar anteriormente.

Neste quarto ano, os adultos originais estão fisicamente mais próximos sim, e alguns até tem seus próprios dilemas, como a volta de Danny (Bob Saget) ao trabalho, ou o medo de Jesse (John Stamos) em falhar na educação de Pamela (Madilynn e McKenzie Jefferson), mas suas aparições continuam pontuais ao longo dos episódios. Eles estão próximos como qualquer família. Mesmo porquê, elimina-los completamente da vida dos Tanner-Fuller, iria de encontro à campanha de família unida é mais forte que ambas as séries defendem. Já Michelle, única do elenco a não fazer nenhuma aparição, já que suas intérpretes (Mary-kate e Ashley Olsen) não atuam mais, agora é recurso para explicar a ausência dos outros. Quando não são necessários à trama, mas sua ausência precisa ser justificada, Joe (Dave Coulier), Becky (Lori Loughlin) e companhia, estão visitando a caçula.

Com o elenco original em seu devido lugar - no bom sentido - o espaço devido é criado para as protagonistas atuais brilharem. E elas o fazem, embora demore um pouco a história engrenar. Os conflitos da primeira metade da temporada são simples demais, mesmo para os padrões da sitcom. É apenas lá pelo episódio oito, Driving Mr. Jackson, no qual o filho mais velho de DJ (Candace Cameron Bure), se embebeda que a trama ganha conflitos mais sólidos.

E por falar em Jackson (Michael Campion), o personagem mais fraco até então, mas começa ganhar conflitos mais interessantes, com a descoberta de seu talento em futebol americano. Em contrapartida, Ramona (Soni Bringas) e Max (Soni Bringas) tem menor destaque, mas não passam tão despercebidos quanto o bebê Tommy (Dashiell e Fox Messitt). É difícil não comparar com a quantidade enorme de falas que Michelle tinha nesta mesma idade. No geral, Fuller House usa bem menos as crianças que sua "série mãe", o foco é mesmo a trajetória das chefes da família.

Com o quadrângulo amoroso de DJ resolvido, o foco na disputa romântica é redirecionado para a manutenção do relacionamento com Steve (Scott Weinger), e requer menos tempo de tela para ser desenvolvido. Tempo que é bem recebido por Stephanie (Jodie Sweetin) e Kimmy (Andrea Barber), a dupla que nunca se deu muito bem, compartilha a jornada para tornar a caçula dos Tanner mãe. Cuidado exagerado, medo da maternidade e responsabilidade paterna estão entre os temas abordados pelo programa, no melhor e mais original dos arcos até agora.

Falando sobre os pais, a surpresa da temporada fica por conta do aumento na participação de Jimmy (Adam Hagenbuch) e Fernando (Juan Pablo Di Pace). É do parceiro de Steph, a trama sobre responsabilidade. Ele precisa assumi-lá, ela precisa aprender à compartilha-la. O pai de Ramona, é parte do elenco fixo desde o segundo ano da série, mas agora se firma como figura paterna também para os filhos de DJ, deixando de ser apenas um caricato alívio cômico.

O crescimentos destes personagens e a chegada de um novo bebê, abrem novas possibilidades para o próximo ano. Dando oportunidade ao programa de explorar ainda mais temas originais, e adaptando-se melhor aos novos tempos. O que não significa que as temáticas antigas e mais simples não possam ter seu valor, ou espaço, como o medo do Papai Noel que Tommy precisa superar ainda no primeiro episódio.

Lançada pela Netflix, bem à tempo de ser "a maratona de Natal" da família, a terceira temporada de Fuller House, demora um pouco a engrenar. Mas mostra que depende cada vez menos da nostalgia, sem deixar de lado a essência da série. Superar as dificuldades cercado pela família e amigos, com muita compreensão e respeito mútuo. Quem não precisa de um pouco mais disso hoje em dia?


As duas primeiras temporadas de Fuller House tem 13 episódios cada. O terceiro ano comemorou os 30 anos de Full House, com 18 episódios. Este quarto ano volta à quantidade original de capítulos, todos já disponíveis na Netflix. Também estão disponíveis no serviço de streaming, as sete temporadas de Três É Demais (Full House).

Leia mais sobre Netflix Fuller House

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