Fuller House - 5ª (e última) temporada - Ah! E por falar nisso...

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Fuller House - 5ª (e última) temporada

Os episódios finais de Full House, exibidos em 1995, são bastante curiosos. Eles fazem uma retrospectiva de toda a série através da amnésia temporária de Michelle. Já o desfecho de Fuller House, finge olhar para frente, mas na verdade mantém o status-quo.


A primeira metade do derradeiro ano, liberada em dezembro de 2019, traz aventuras episódicas da família. Enquanto os episódios finais, que estrearam em junho de 2020, tratam dos preparativos casamento triplo das protagonistas. 

Pois é, você leu direito. Fuller House acabou resumindo sua temporada final à felicidade pelo casamento. Por mais que seja divertido acompanhar estas personagens, que conhecemos desde a infância, tentando planejar o matrimônio, é difícil não achar estranho que o final feliz destas três mulheres está atrelada à unica e exclusivamente à interesses românticos. 

Todos os outros problemas parecem relegados ao segundo plano. Mesmo os dilemas relacionados às crianças, apesar desta ser uma série sobre família. E do arco de maternidade de Stephanie (Jodie Sweetin) ser o melhor das cinco temporadas do revival. Não é incomum se perguntar, quem está cuidando do bebê durante os episódios.

Quanto à evolução dos personagens, não há grandes mudanças. As relações são as mesmas, e os personagens não tem grandes lições a aprender. À exceção são breves discussões sobre o futuro de Ramona e Jackson (Soni Bringas e Michael Campion), que estão na fase de escolha de faculdade. E futuro das famílias pós casamentos. Este último, aliás, era a chance de trazer algum desenvolvimento e independência para DJ (Candace Cameron Bure). A própria série admite isso em um discurso emocionado, que é esvaziado na mesma cena, quando as mudanças são imediatamente revertidas. 


Apesar disso, sim, a quinta e última temporada de Fuller House é bastante divertida! Mais por nossa empatia por seus personagens, que por esforço de criatividade do roteiro. Este abandona completamente imagens de arquivo, mas abusa da recriação de situações e referências à acontecimentos passados. Depende demais da nostalgia, e por isso não cria tantos momentos 
memoráveis quanto os de Três é Demais.

O fato das temporadas de séries atuais serem mais curtas também atrapalha. Afinal, passamos muito mais tempo (leia-se episódios) com os Tanner no século passado, que com os Fuller neste século. São mais situações cotidianas, mais memórias, mais tempo para criar uma relação com os personagens. Por isso, conhecemos muito melhor Michelle, que Tommy (Dashiell e Fox Messitt), por exemplo.

As piadas atualizadas e cheias de referências à cultura pop continuam funcionando. E a tentativa de tornar a série mais diversa, através dos personagens secundários é perceptível. Os "adultos" originais ainda fazem várias participações especiais, à exceção Tia Becky,  Lori Loughlin, afastada por problemas com a justiça. E não, Michelle Tanner, não vai aparecer, nem alimente esperanças. E sim, eles ainda fazem piada com a ausência das gêmeas Olsen.

O revival mais bem sucedido da onda de recriações dos últimos anos. Fuller House é exatamente isso, uma excelente revista à uma família que amamos. Podia ser mais, explorar novas situações, levar DJ, Stephanie e Kimmy (Andrea Barber) para novos desafios. Mas funciona como atualização, mata as saudades dos Tanner-Fuller e tem um desfecho que condiz com a tradição de resolver tudo com conversas sinceras e abraços coletivos. 


O quinto ano de Fuller House tem dezoito episódios, todos já estão disponíveis na Netflix, assim como as temporadas anteriores, e os oito anos da série original, Full House, ou Três é Demais como era conhecida por aqui.

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