segunda-feira, 7 de maio de 2018

O marketing viral e a ansiedade desnecessária e inevitável!

Vingadores: Guerra Infinita bateu todos os recordes possíveis e imagináveis. Atingiu US$ 1 bilhão em arrecadação na bilheteria mundial, em apenas 11 dias. No Brasil é a maior estreia da história com R$ 65 milhões no primeiro fim de semana, sem contar com os números do feriado prolongado de 1º de maio. Obviamente a preparação de 10 anos, 18 filmes e o marketing funcionou muito bem. O longa deve ficar em cartaz por um mês ou mais, mesmo assim todo mundo acreditou que era imprescindível assistir na primeira sessão possível. Aliás, assistir a multidão e caos nos cinemas nestes dias foi uma diversão à parte, mas será que tanta construção de expectativa faz bem pra gente?

Particularmente, eu paro de assistir trailers e outros promocionais de grandes estreias conforme a estreia se aproxima. Os trailers revelam demais e aumentam as expectativas em relação ao filme, ambos efeitos podem ser nocivos à sua experiência cinematográfica. É claro, as propagandas também aumentam nossa ansiedade. 

Com Guerra Infinita  no entanto não importava o quanto eu quisesse fugir da publicidade, ela estava literalmente em toda parte. Nas ruas, redes sociais e até em canais de TV que não costumam ter este tipo de publicidade. Funcionou, comprei ingressos antecipados para a estréia, mas a sensação foi de que realizei a compra por motivos errados. Mais que ansiosa para ver a grande reunião dos personagens Marvel, eu queria evitar os spoilers e principalmente encerrar a espera e a irritação de ser instigada constantemente a não ficar de fora do "hype" filme/evento. Eu só queria acabar com isso logo!
Correndo desesperadamente para ver Guerra Infinita!
É verdade, o marketing exagerado me cansou, irritou e atiçou minha ansiedade, coisa que não preciso já que sou uma criatura ansiosa desde pequena. Depois que a estreia passou e a euforia está diminuindo não posso deixar de pensar: isso tudo é mesmo necessário, ou saudável? Somos a geração da ansiedade crônica, e estas campanhas virais óbviamente se aproveitam desta característica nada agradável de nossos tempo. 

Não acontece só com os produtos da Marvel, de super-heróis, ou com filmes. Basta ver a velocidade com que os lançamentos da Netflix são maratonados. E como quem não se juntou ao grupo é constantemente questionado. - Como assim você ainda não viu La Casa de Papel? - Não vi, e na verdade fiquei com preguiça, ao ver tanta gente exigindo que assistíssemos e mais, que gostássemos. E nem vou entrar nos méritos, de que uma maratona tem sim seus pontos negativos, já tem um post inteiro sobre isso aqui.

Participação e reações exageradas são obrigatórias?
Você tem que ser o primeiro a jogar aquele game novo. Não pode perder o capítulo bombástico da novela. Tem que vibrar com a incrível final do campeonato de futebol que tem todo ano. Ainda não comprou seus ingressos para a CCXP? Não trocou a TV para a copa do mundo? Não vai naquele show do sertanejo universitário da vez? Não importa quais seus gostos, existe o marketing viral para todos eles. E consequentemente a obrigatoriedade de "participar", que tira sim parte da graça da experiência. 

Mas calma, não estou dizendo para você se esconder em uma caverna, ou consumir seus favoritos atrasados de propósito. Eu também não vou fazer nada disso, não sou hipócrita de tentar fingir que não faço parte desta sociedade consumista. O convite aqui é para pensar quanto a real urgência em relação à esses produtos. 

Saber o real motivo de suas necessidades - gosto vs hype - não vai te deixar imune à vontade criada pelo marketing, mas talvez torne sua relação com ela mais saudável. Eu vou tentar. Não quero mais ser mais compelida a comprar um ingresso apenas para acabar logo com a ansiedade, ou desaparecer um fim de semana inteiro para dar cabo daquela série quem nem vou conseguir saborear direito por causa da correria. 

E você, também é atingido pela ansiedade provocada pelo marketing viral? Como lida com isso? Aceito sugestões, vamos conversar...

P.S.:Eventualmente, vou assistir La Casa de Papel, mas vou começar a ditar meu ritmo de consumo.

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