quarta-feira, 27 de junho de 2018

Filmes sobre videogames que não existem

Enquanto as adaptações de quadrinhos inundaram a tela grande com grandes sucessos, a indústria dos games ainda patina na tentativa de contar suas histórias no cinema. Até hoje as personagens consagrados nos consoles conseguiram no máximo produções razoáveis, ou que dividem opiniões. Há quem diga, que a grande maioria é apenas ruim mesmo.

Entretanto, existem sim bons filmes sobre videogames no mercado. A parte curiosa é que tratam-se de obras que não foram inspiradas em jogos verdadeiros. Confira agora os melhores filmes sobre videogames de mentirinha, ou quase isso!

Detona Ralph

(Wreck-it Ralph - 2012)
Ralph é um tradicional vilão de um game das antigas, mas anda inconformado com seu status de renegado e resolve tomar uma atitude. Decidido a ser visto como a boa pessoa que é e passeia por todo o fliperama, e passa por jogos de diferentes estilos e épocas. Completamente inspirados nos jogos eletrônicos que jogamos no mundo real, é possível reconhecer as inspirações usadas nos personagens principais, caçar referências e participações especiais. Tudo isso, com a qualidade técnica e narrativa da Pixar.


Sucesso de público e crítica, Ralph, Vanelope e companhia vão ganhar um novo filme, Wi-Fi Ralph 2019. E como todo bom game das antigas que se preze, vão ganhar uma atualização nostálgica e chegar à internet, expandindo estilos e referências ainda mais. E claro, a essa altura, já é possível encontrar versões jogáveis de alguns games que aparecem no filme, falta saber se são tão divertidos quanto a aventura da Disney.

Jumanji: Bem-Vindo à Selva

(Jumanji: Welcome to the Jungle - 2017)
A melhor descrição deste longa é a seguinte: trata-se de uma adaptação/paródia de um videogame, que não existe. Jumanji nasceu como um jogo de tabuleiro clássico, que levou Robin Williams e Kirsten Dunst para uma excelente aventuras em muitas Sessões da Tarde na década de 1990. O recente remake reformula a franquia, transmutando o jogo em um console com cara de Atari, que suga seus jogadores para a selva cheia de desafios que eles precisam superar para voltar para a casa.


Estrelado por Dwayne "The Rock" Johnson, foi recebida com desconfiança pelos fãs do original (ok, talvez só por mim!), mas surpreendeu ao agredir a memória do filme de 1995, trazer toques de nostalgia e até críticas a clichês dos video-do mundo real. Com um elenco talentoso, é despretensioso, divertido e leve, sem ofender a inteligência do espectador.

Jogador Nº1

(Ready Player One, 2018)
Jogador Nº1 é sim uma adaptação, mas não de um videogame, a obra nasceu nas páginas (leia a crítica do livro aqui). Uma obra completamente antenada com o mundo dos games a cultura pop em geral, onde todos passam a maior parte de sua vida em uma realidade virtual, o Oasis (parecido com o Second Life, quem lembra?). Quando o criador deste paraíso morre, seu patrimônio fica disponível para o primeiro que vencer seu jogo, uma caçada ao tesouro. O jovem Wade Watts é um daqueles que tentam mudar de vida com a nova oportunidade, e tem que lidar não apenas com a concorrência de outros jogadores, mas com uma empresa que quer apenas lucrar com a plataforma.


Dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg, o filme acerta ao emular o estilo dos clássicos de aventura oitentistas que o próprio diretor ajudou a consolidar, e também ao transportar a narrativa dos jogos para a tela. Os jogadores tem que superar fases com níveis crescentes de dificuldades, angariar recursos e parceiros se quiserem alcançar o grande prêmio. Tudo isso com muitas - eu disse muitas, mesmo! Uma tonelada - referências à cultura pop. Games, filmes, animes, desenhos, séries, livros, música, tem um pouquinho de nostalgia para cada tipo de espectador. Um filme feito para, e por, aficionados com a cultura pop, em especial da década de 1980, mas acessível para quem não tem a mesma bagagem.
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Na arte de transportar videogames para as telas, parece que o segredo é deixar de lado os clássicos, e apostar em personagens originais e muitas referências. O que não quer dizer que não existam filmes ruins entre as "não adaptações de videogames" - Pixels (2015) está aí para comprovar isso.

Mas, o sucesso destes longas pode apontar o caminho para as adaptações de games da vida real. É só questão de tempo, e uma atençãozinha dos criadores. Por hora, fica aí, minha listinha de filmes para amantes de videogames.
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