Vá assistir sabendo o mímino possível, e assista na maior tela e melhor som que encontrar! Isso é tudo que você precisa saber antes de ir assistir, e tirar o melhor proveito imaginável, desta ficção-ciêntifica estrelada pelo Ryan Gosling. Se você já viu, está curioso demais para esperar, ou realmente não tem expriencias arruinada por conhecimento prévio, te convido a refletir comigo sobre Devoradores de Estrelas.
O protagonista (Ryan Gosling) acorda sozinho em uma nave espacial após anos de coma induzido. Sem saber quem é, porque está ali, o que deve fazer agora, e sem ninguém a quem perguntar, junto com o público vai descobrindo - ou relembrando - estas respostas gradualmente, enquanto se aproxima de sua missão.
O professor de ciências do ensino fundamental chamado Ryland Grace, foi enviado à uma estrela distante para descobrir porque nosso Sol está morrendo e assim salvar a vida na Terra. O restante da tripulação não sobreviveu à viagem, e o cientista está longe de parecer o herói astronatua que salvará o mundo. Mas tudo muda quando Grace inesperadamente encontra companhia em sua missão. Uma jornada de empatia e similaridades entre seres completamente diferentes,
Descobrir ao longo da projeção é mais interessante, e foi o que eu fiz. Mas os trailers já revelam a presença de Rocky, um alienígena rochoso que está em missão similar à de Grace, compreender o que está acontecendo com as estrelas e salvar seu planeta. É a presença dele que torna esse filme único, aquinda que formado por referências.
Rocky e Grace vão contra as expectativas e passam longe da rivalidade. Ambos solitários se esforçam para se comunicar e trabalhar juntos para o bem mútuo. Trocam conhecimentos, experiencias de vida e aplacam a solidão um do outro no processo de salvar seus mundos através da amizade.
É aí que o filme aproveita referencias de obras que vieram antes para construir sua própria autenticidade. Tem a complexidade científica de Interestelar, mas a didática acessível e otimismo de Perdido em Marte, colocando literalmente um professor de primário para tornar tudo mais palatável. Um processo de compreensão de linguagem mais simples que A Chegada, mas igualmente interessante. De 2001: Uma Odisséia no Espaço, tem a bela e assustadora vastidão do universo. E a doçura de uma amizade interplanetária como a de Eliot e E.T. Ah, tem também uma referência à Contatos Imediatos do Terceiro Grau, mas aí foi só uma piadinha mesmo.
Referências que não são gratuitas, ou mero fã-service, mas sim uma sutil homenagem. Mesmo porquê, a partir delas, o filme tem sua própria maneira de explorar os temas que escolheu discutir, solidão, propósito, conexões e sacrifício. Todos apresentados em um paralelo equilibrado entre o presente, a missão, e o passado que mostra como um simples professor se tornou a última esperança da humanidade.Na Terra uma década antes, Grace não tinha propósito, nem por quem salvar o planeta. Vai encontrar esse alguém anos luz de distância, em uma missão completamente desacreditada. Mostrando que quem você é, e por quem luta, tem muito mais a ver com suas relações do que consigo mesmo. Não atoa, quando acorda sozinho na nave, ainda no início do filme, suas primeiras falas são: Quem eu sou? E o que estou fazendo aqui? - Ao final da jornada, ele conhece muito bem as respostas.
Visualmente deslumbrante (por isso a dica de assistir na melhor tela possível), o filme acerta em mostrar a beleza e principalmente a vastidão do universo. Complementando muito bem o tema de solidão explorado no filme. É claro que diante de tamanos "nada", encontrar qualquer outra forma de vida, seria extasiante. Rocky e Grace não teriam outra reação, que não se encantar um com o outro. Na Terra, conforme o processo de extinção avança, o mundo fica menos colorido, menos vivo. Saindo da colorida e cheia de crianças curiosas sala de aula do protagonista, para uma base isolada, eternamente nublada e povoada por pessoas preocupadas e uniformizadas.Mas é a criação de Rocky e seu mundo a parte mais interessante. Desde o design da nave, até a compreensão do mundo que abrigaria tais criaturas, e que tipo de tecnologias seriam criadas por eles. Tudo único o suficiente para gerar nosso interesse imediato, mas não tão complicado que precise parar o filme para explicar. Mesmo porquê o filme já é bastante longo sem isso.
Cerca de duas horas e quarenta que não passam voando. A gente sente sim, a longa duração, mas o roteiro é tão equilibrado que ficamos contentes pela história não se apressar. Gostamos de acompanhar a evolução da dupla, enquanto os flashbacks na Terra, fornecem bem vindas pausas para contextualização.

Já a trilha sonora é eficiente. Passa a emoção sem desviar o foco para si mesma, mas brilha de verdade nos momentos e ausência. O silencio bem pontuado, aumenta a tensão e deixa o expectador sem fôlego.
No elenco junto com Gosling, estão a excelente Sandra Hüller, e James Ortiz dando vida ao carismárico Rocky. Além de participações menores de Lionel Boyce, Milana Vayntrub e Ken Leung.
Baseado no livro de mesmo nome de Andy Weir, que também escreveu Perdido em Marte. Devoradores de Estrelas tem também o mesmo roteirista do filme de Matt Damon, Drew Goddard. Logo não se surpreenda com o tom familiar, e o protagonista carismático. Apesar das semelhanças o filme estrelado por Ryan Gosling, tem identidade e discussões própias.
Traz um escopo grandioso, o universo, mas é uma história intimista. Tem ciência complexa, mas didatica simples. Usa a extinção de vários mundos para falar de isolamento, solidão e conexão, sem mostrar mortes ou devastação. Pelo contrário, com muito bom humor e doçura. Tudo isso com personagens carismáticos, e um ritmo equilibrado que nos leva para uma longa e deliciosa viagem pelo espaço.
Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary)
2026 - EUA - 160min
Ficção-científica, Drama





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