Abril 2018 - Ah! E por falar nisso...

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Guerra Infinita e os personagens perdidos

segunda-feira, abril 30, 2018 2
Conseguiu assistir Vingadores: Guerra Infinita? Não conseguiu ingresso? Presenciou o caos não apenas nas redes de cinema, mas nos shoppings em que elas estão instaladas, surpresos com o movimento ampliado por tabela (este é um espetáculo à parte!). Vale lembrar que o evento que moveu cinéfilos, nerds e não iniciados ainda não acabou, graças ao feriado prolongado a loucura vai até terça-feira. Uma estreia evento de seis dias que já arrecadou R$ 65 milhões, só em terras tupiniquins, e contando.

Só vamos entender o quadro completo deste mega-evento da Marvel em algumas semanas, quando a poeira baixar. Mesmo assim, já podemos começar a pensar o filme para além da crítica sem spoilers, que você pode ler aqui. Seguem agora minhas observações aleatórias, não ortodoxas e com spoilers, sobre algumas ausências no filme em questão. "TEJE" AVISADO, ESTE TEXTO TEM SPOILERS!!!

Personagens perdidos

Todo mundo está admirado com a capacidade do roteiro em orquestrar tantos personagens, são dezenas entre vilões, mocinhos e coadjuvantes carismáticos e todos tem algo o que fazer em cena. Mas quanto tempo você levou para notar que algumas pessoas desapareceram? Não estou falando do Gavião Arqueiro e Homem-Formiga cujos sumiços foram justificados em uma frase, muito menos dos nomes que pertencem às obras adjacentes MCU como o Agente Coulson e os Defensores. Nakia, Kraglin, Valkíria e Korg nem são mencionados.

Kraglin é o mais fácil de explicar o sumiço, o braço de direito de Youndu (Michael Rooker) estava ao lado dos Guardiões ao vinal final do Vol.2, mas isso foi há quatro anos! A segunda aventura dos heróis espaciais se passa em 2014, semanas após o filme de estreia, o que também explica o crescimento de Groot. Tempo suficiente para os heróis acharem outra nave, e o Ravenger tomar outro rumo. Mas seu intérprete Sean Gunn não ficou de fora de Guerra Infinita, é ele que vive Rocket no set, servindo de apoio para o resto do elenco contracenar com o guaxinim de CGI.

Valkíria (Tessa Thompson) e Korg (Taika Waititi) são os mais difíceis de explicar o sumiço. A dupla estava na nave de Asgard após o Ragnarock. Não os vemos mortos (se morte com corpo já não vale de muita coisa, imagina sem!) e seus nomes não são sequer mencionados. Já que o terceiro filme de Thor deu uma repaginada à franquia do herói, talvez os personagens não estivessem nos planos originalmente, e não de tenha havido tempo de mudar. Korg ainda tem o atenuante de ser vivido pelo diretor do longa. Mas isso é mera especulação.

Nakia (Lupita Nyong'o) reatou com T'Challa no final de Pantera Negra, e estava envolvida com os planos de abertura do país. Não custava a produção mencionar que a moça estava ocupada com outra tarefa por aí, a exemplo do que fez com o Gavião Arqueiro. Nem precisava gastar cachê com ela, já que gente que tem Oscar custa um pouquinho mais caro.

A Tropa Nova também não aparece no filme, apenas sabemos que Thanos (Josh Brolin) já passou por lá e tirou deles a jóia do poder. Mas isso significa que todos morreram por lá? Inclusive os personagens de Glenn Close e John C. Reilly?

Já quanto aos "desaparecimentos" causados pelo sucesso de Thanos, a dúvida fica quando a sobrevivência dos personagens que não vimos como Pepper Pots (Gwyneth Paltrow), Wong (Benedict Wong) e Shuri (Letitia Wright). Eu imagino que a maioria deve estar por aí, já que não mostraram seu sumiço. E porque digo sumiço, e não morte? Convenhamos, esse status vai mudar, a questão é como.

A continuação


Saindo um pouco do tema personagens perdidos preciso perguntar: alguém mais acha que o título de Vingadores 4 na verdade será "Thanos" + subitítulo qualquer? Eu voto para "Thanos: Guerra Infinita". E você?

Ops! Este texto bem humorado de pensamentos aleatórios descompromissados para uma segunda preguiçosa já ficou longo demais, então vou parar por aqui e deixo a discussão para você. Sentiu falta de mais alguém? Criou alguma teoria louca neste feriadão prolongado? Comenta aí!

Leia mais sobre Marvel, leia a crítica de Vingadores: Guerra Infinita
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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Vingadores: Guerra Infinita

sexta-feira, abril 27, 2018 0
Você construiu um universo por uma década, o expandiu para além de suas fronteiras. O povoou com muitos bons personagens, líderes em suas aventuras solo, acompanhados de coadjuvantes carismáticos. Após algumas reuniões teste, já sabe que o encontro entre eles costuma funcionar, e planejou por muito tempo juntar todo mundo. Muito tempo mesmo! Mas como equilibrar tanta gente diferente em uma longa sessão da tarde? Dê o protagonismo para o vilão! O grande longa da Marvel em 2018, pode até ter o nome do grupo de heróis no título, mas é Thanos (Josh Brolin), quem conduz Vingadores: Guerra Infinita.

Tendo anunciado sua vinda oficialmente lá em 2012, o Titã roxo que quer reunir as jóias do infinito em uma manopla para ser o ser mais poderoso do universo, finalmente vem enfrentar os Vingadores. Ficou perdido com a breve sinopse aí? Pois esta é uma das poucas falhas do longa metragem, ele não funciona sozinho.

O final seria em aberto, e isso não é segredo, mesmo que o estúdio tenha tirado o "parte 2" do título do próximo filme. O complicado é que Vingadores: Guerra Infinita tem seu início distribuído ao longo de 10 anos, 19 filmes e até algumas séries de TV (descubra todos eles aqui), que trouxeram as pistas e peças para montar esta batalha grandiosa. São nessas obras que são apresentados todos os heróis, assim como é construída a relação entre eles. Logo, se você não tem esse conhecimento prévio, é provável que sua relação com o filme seja prejudicada. Mas convenhamos, quem não conhece ao menos um daqueles heróis?

A Marvel sabe disso, por isso não hesita em jogar o expectador direto na batalha, e reservar apenas à Thanos os momentos destinados à uma construção mais detalhada de suas motivações. Criar um vilão consistente e ameaçador que justifique a reunião de todos, e fuja do tradicional vilão genérico comum nas produções do estúdio é o grande acerto do longa. O Titã, é super poderoso, tem motivações que justificam suas escolhas e até são compreensíveis, mesmo que errada. E ainda é carismático na atuação de Brolin que transparece, sob o personagem de computação gráfica. É o acertado vilão que acha que está fazendo o correto, tem boas justificativas para tal, e não vai descansar enquanto sua missão não for cumprida.

Com a ameaça bem definida, é fácil justificar a presença de todos em cena. Mais complicado é dar tempo de tela, e funções para todos. Separando-os em jornadas distintas, o roteiro consegue sim dar uma tarefa plausível para cada um dos heróis. Talvez apenas Steve Rogers (Chris Evans), soe um pouco apagado em comparação com os outros "donos de franquias solo", justificável se considerarmos que as ações marcantes do personagem talvez tenham ficado para a segunda metade, enquanto este filme se preocupa com Stark (Robert Downey Jr.) e surpreendentemente Thor (Chris Hemsworth)! O asgardiano que nunca fora o favorito da galera, tem bastante espaço em cena, e um arco dramático bem desenvolvido. Outra que também surpreende pelo crescimento é Gamora (Zoe Saldana), a relação da moça com seu pai postiço está no cerne do arco de Thanos.

E por falar em arcos dramáticos, Guerra Infinita é um filme mais pesado em relação às outras aventuras dos Vingadores. As piadinhas, muito criticadas em Doutor Estranho por exemplo, aqui realmente servem apenas como um respiro, e começam a diminuir a medida que a situação fica crítica.

O bom humor também está presente na nas atitudes daqueles personagens naturalmente mais cômicos. Aliás a essência de cada um deles é respeitada, mesmo que para isso, o filme precise mudar de estilo, ou tom, em alguns momentos, os mais evidentes são as aparições dos Guardiões das Galáxia e de Wakanda. Não por acaso, as franquias mais cheias de personalidade da casa das idéias. As diferenças e diversidades, dos personagens e suas realidades, são bem encaixadas, não apenas funcionam juntos, mas também se complementam.

Diferente de seus antecessores, esta aventura tem consequências que impactam expectador e personagens. Quais delas são permanentes, é uma coisa a se discutir em um texto com spoilers. Mas é seguro dizer, que nem todas são, e não precisa ser especialista em quadrinhos, ou conhecer as histórias com Thanos nas páginas para deduzir alguns desfechos. Talvez isso, diminua o efeito do clímax em algumas pessoas, nada no entanto que diminua a adrenalina da jornada até então.

O roteiro redondinho, ainda encontra espaço para referências (claro!) e para explicar ausências de alguns nomes. Embora particularmente, eu tenha sentido falta de três deles*. Os efeitos especiais mantém o padrão do estúdio, mas o excesso de CGI pode ser prejudicados pela qualidade da tecnologia 3D disponível. Não exite em dispensar os óculos. E claro, procure por Stan Lee, e não saia antes dos fim dos créditos.

Divertido e bem acabado, Vingadores: Guerra Infinita acerta ao colocar o vilão sob os holofotes. Com cerca duas horas e meia de projeção, que passam em um instante, consegue trabalhar bem sua extensa lista de personagens, sem cansar ou confundir o público. Além de um bom filme, é uma recompensa pelo tempo dedicado à este universo e seus ilustres moradores - escute a molecada na fila do cinema, exclamando como aquele é o grande momento de suas vidas, rs. - Valeu apenas esperar e acompanhar cada um destes heróis, complicado mesmo, e ter que encarar um ano inteiro de espera pela segunda parte desta super-reunião!

Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War)
2018 - EUA - 149min
Ação, Aventura, Fantasia


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*Kraglin, Valquíria e Nakia, não estavam onde os deixamos, ou estavam?

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Blindspot - 2ª temporada

sexta-feira, abril 20, 2018 0
Instabilidade, esta palavra define tanto as situação que a "força-tarefa da tatuagem" se encontram no início da segunda temporada de Blindspot, quanto a exibição que a série ganhou no canal pago a que pertence. Felizmente, a Netflix tarda mais não falha. Graças a ela, finalmente podemos analisar o segundo ano da série.

Recapitulando: Jane Doe (Jaimie Alexander) saiu completamente nua, coberta de tatuagens e sem memória alguma, de dentro de uma mala abandonada de forma suspeita em plena Times Square. Ao longo do primeiro ano descobrimos que as tatuagens são pistas para crimes não solucionados. Enquanto a equipe designada pelo FBI desvenda os desenhos com ajuda da própria Jane, esta descobre ter habilidades especiais, e também que faz parte de um plano muito maior orquestrado por um grupo terrorista do qual fazia parte. Após muitas reviravoltas, a segunda temporada começa com Jane sendo torturada pela CIA, e a equipe trabalhando em novos casos. Até que Nas Kamal (Archie Panjabi) uma agente da NSA, que também investiga a tal célula terrorista, agora nomeada de Sandstorme ecoloca a equipe no caso, transformando Jane em agente tripla.

A moça tem que reconquistar a confiança da equipe do FBI e dos companheiros de sua antiga vida, sua mãe adotiva, Shepherd (Michelle Hurd) e o irmão Roman (Luke Mitchell, Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D.). Sua jornada trabalha as relações familiares ora com o Sandstorm, ora com a equipe. E o efeito dessas interações no caminho que a protagonista vai escolher. Sobra ainda tempo para ela tentar, e falhar em ter uma vida social separada, a suas atividades "profissionais".

Já o suposto mocinho Kurt Weller (Sullivan Stapleton), está às voltas com três envolvimentos amorosos. A figura de "pegador" criada para o personagem não convence, e ainda cria uma certa antipatia pelo personagem, volúvel e aparentemente despreocupado com a outra metade dessas relações. O que só piora quando, esgotadas as opções, ele volta para Jane. Já como líder, ele não parece a mais preparadas das opções, mas se beneficia das habilidades da equipe que o cerca. Não que esta não tenha seus próprios problemas.

Responsável por informação, segurança, pesquisa e mais um monte de coisas Patterson (Ashley Johnson) tem sua privacidade invadida pela Sandstorm, e por isso desenvolve uma paranoia. A nerd, sai muitas vezes do laboratório, quebrando o padrão deste tipo de série e tem o melhor arco deste ano. Já Reade (Rob Brown), Zapata (Audrey Esparza) estão às voltas com um crime do passado que abala o agente, e ameaça a amizade e o trabalho da dupla. Esta trama é a única que desvia dos efeitos da principal, deveria servir como um respiro, mas em alguns momentos parece desconectada da série.


De volta à trama principal, a produção acertou ao deixar acelerar as revelações em relação ao ano anterior. Se na estréia só descobrimos que Jane era uma peça em um jogo maior, agora entendemos quem é a Sandstorm, suas motivações e objetivos. Embora o grande plano é claro, só seja revelado no final, o ritmo das descobertas é muito mais dinâmico, especialmente se você estiver assistindo em maratona.

Com um total de 22 episódios por temporada, a produção não escapa dos 'fillers', aqueles episódios para preencher espaço. Mas acerta em escolher situações criativas, que exploram as melhores características dos personagens, e cria uma boa dinâmica entre eles, além de tentar sempre incluir um detalhe da trama principal nestes capítulos. O resultado é uma ação interessante, que não quebra o ritmo e mantém o expectador interessado.

O desfecho poderia tranquilamente serum final para lá de satisfatório da série. Já o gancho para justificar o terceiro ano nos deixa preocupado sobre os rumos da história, que tem potencial para se tornar rocambolesca e cada vez menos crível - agora as tatuagens brilham? - De qualquer forma, o terceiro ano já está em exibição nos Estados Unidos, então é só uma questão de tempo até descobrirmos como os roteiristas estão se saindo. Por hora Blindspot é uma tradicional série procedural de investigação criminal, mas se destaca ao fazer escolhas cheias de personalidades, que combinam perfeitamente com a imagem imediata que temos dela, de alguém com estilo e coragem o suficiente para tatuar o corpo todo.


Cada temporada de Blindspot, que atualmente está no terceiro ano, tem 22 episódios. No Brasil a série pertence à Warner Channel que ainda não divulgou planos de exibição para o programa. As duas primeiras temporadas já estão disponíveis na Netflix.

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

The Walking Dead - 8ª temporada (parte 2)

quarta-feira, abril 18, 2018 0
A temporada da guerra! Foi assim que o oitavo ano de The Walking Dead foi vendido. E realmente começou com muito "tiro, porrada e bomba" em meio à tradicional oscilação narrativa da série. Apesar de ter melhorado, e muito, o desempenho em relação à temporada anterior, equilíbrio ainda deve ser o foco destes roteiristas.

Enquanto a primeira metade da temporada (leia mais sobre ela aqui), abrangeu o plano maluco de Rick para derrotar os Salvadores, a segunda parte lida com as consequências de as coisas não saírem tão bem quanto o planejado, e principalmente de uma morte surpreendente. Sim, este post terá SPOILERS, "teje avisado", e vamos logo lidar com o maior deles.

A corajosa morte de Carl (vai dizer que ele não tava na sua lista de "não morre tão cedo"?), sem relação com a supra-mencionada guerra, veio para colocar as coisas em perspectiva. Enquanto as pessoas saudáveis estão se matando, o verdadeiro inimigo está a solta, em maior número, embora apenas um (e nem precisa estar inteiro) seja necessário para acabar com uma vida.

A partir daí todos reagem com a surpresa de modos diferentes, com foco, é claro, em Rick. Junto com as fases tradicionais do luto, o protagonista precisa descobrir não apenas que ainda há motivos para continuar (Judith, é o mais óbvio), e mas também a forma correta de lidar com isso. Muita ódio e agressividade, vem para mostrar que nesse novo mundo talvez o certo e errado, não sejam os mesmo de antes.

É também pela morte de Carl, que Negan é rendido, no episódio final. A reação do vilão é coerente, mais pela humanização perante a relação complexa com seus seguidores pela qual o personagem passou, do que pelo relacionamento que este criou com o adolescente em um ou dois episódios. Particularmente, além da humanização que foi feita, eu gostaria de ver mais um pouco de interação entre eles, especialmente porque tal relação existe nos quadrinhos. Da mesma forma que gostaria de ter visto mais deste Carl maduro, tornando sua partida e mensagens ainda mais fortes. 
Ainda tentando superar o fato de que nunca mais ouviremos o Andrew Lincon penando para pronunciar o nome do Carl!
E por por falar na humanização do Negan, finalmente a produção deixou de "economizar" Jeffrey Dean Morgan, dando espaço para o ator explorar as nuances de seu personagem. Tornando mais crível, jogando uma luz sobre suas escolhas. Por mais cruel que seja, há uma lógica e motivação por trás do seu "sistema", o personagem não é mal por natureza, ele acredita realmte estar fazendo o melhor para o novo mundo funcionar, usando seus próprios parâmetros para isso. O que também torna compreensível, as diferentes traições pela qual passa com Dwight, Simon e Eugene.

Estes três personagens, são os que mais ganham destaque nesta segunda temporada. E seus arcos são bem desenvolvidos, o problema é que estes são os únicos arcos realmente explorados. Veteranos ou novatos, os demais personagens pouco tem a fazer. Michone, Daryl, Carol, Enid, Rosita, Tara Ezequiel antes personagens ativos, pouco tem a fazer, além de servir de apoio para os demais. Isso incluí inclusive Aaron, cuja morte inexpressiva do namorado com quem o público não se importava, tentou forçar um arco que aparentemente foi abandonado. Já os novatos, como Alden, o jovem lider dos Salvadores, as moças de Ocean Side, Jadis, ou mesmo outros seguidores de Negan, servem como solução rápida, ou são apenas apresentados para tramas futuras.

Jesus e Morgan são um caso à parte. Colocados em lados ideológicos opostos, o rapaz com nome de profeta defende os vivos, desaparece por um bom tempo, para ressurgir reafirmando sua posição para o outro, pouco antes de facilmente concordar com os planos nada pacíficos de Maggie. Já o veterano Morgan começa firme em seu ódio gratuito, e passa a temporada em uma nova descida à loucura - será que ele encontra outro terapeuta por aí? - E é assim que o personagem segue para Fear The Walking Dead, criando o primeiro encontro entre as séries. As duas jornadas começam baseadas em uma discussão já exaustivamente abordada na série, poupar ou não os inimigos, e seguem caminhos estranhos, como se fossem criadas no improviso, unica e exclusivamente para atender ao que a série pede no momento, independente dos arcos dos personagens.

E por falar Maggie, esta sim foi elevada a um status de protagonismo, ao assumir a liderança de Hilltop. Seu arco foi bem construído embora não tenha escapado, há algumas incoerências, e à má distribuição de suas aparições ao longo deste ano. A maior preocupação no entanto é a permanência da personagem na série, já que sua intérprete Lauren Cohan, enfrenta uma batalha nos bastidores para ter o reconhecimento e o salário similar à seus colegas com maior tempo de tela.

Resgatado onde Sofia foi perdida
Entre outras coisas que chamaram atenção nesta temporada, para o bem ou para o mal (fica à seu critério). Carol finalmente superando sua busca por Sofia, através de referências. Maior consciência dos personagens de seu passado. A tentativa de criação de empatia pelo Padre Gabriel, não funcionou. O bizarro episódio da infecção zumbi, onde não há vigias em uma comunidade em guerra, e ninguém acorda sob ataque. O fim do orçamento para manter o tigre #ShivaForever. O moedor de zumbis do lixão e o ainda misterioso helicóptero.

Sem grandes ganchos, mas com muitas sementes plantadas à serem desenvolvidas nos próximos anos, e mudanças previstas, incluindo um salto temporal anunciado, The Walking Dead ainda lida com seu maior problema: equilíbrio. Não apenas em ritmo e ação, que nesta temporada foram eficientes, mas no espaço dado aos personagens. É preciso saber definir o espaço para protagonistas, personagens secundários e novatos, tanto para instigar o interesse do expectador em cada um deles, quando para poder mudar suas posições de destaque quando o arco dos veteranos se encerrar.

Ainda sim, como um todo a oitava temporada, foi eficiente. Uma pena que a distância de uma semana entre um episódio e outro deixam evidentes, as falhas mencionadas. Minha sugestão? Assista em maratona, não demora muito os novos episódios chegam à Netflix! Vistos em sequência, as oscilações de ritmo e os foco mal distribuído se tornam respiros na trama principal, deixando a jornada mais interessante.

The Walking Dead é exibida no Brasil pela Fox, os episódios da primeira à sétima temporada estão disponíveis na Netflix.

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Prepare-se para Guerra Infinita: MCU em ordem cronológica!

segunda-feira, abril 16, 2018 0
Foram seis anos de espera, mas finalmente Thanos está chegando, junto com a comemoração de 10 anos - 18 filmes e várias séries - do Universo Cinematográfico da Marvel. E com o 'hype' do filme nas alturas, preciso perguntar: como você está se preparando para Vingadores: Guerra Infinita?

Se ainda não está fazendo nada fica a minha sugestão para uma imersão intensa no universo super-heróico nas próximas duas semanas, uma super-maratona em ordem cronológica. Sim, gafanhoto, os filmes não foram lançados na ordem em que os eventos acontecem. Para te incentivar a topar o desafio, vou deixar aqui, a cronologia completa do MCU nas telas, e as devidas conexões entre as produções. Sinta-se a vontade para adaptar a maratona para se ajustar às suas necessidades! (clique nos títulos para ler as críticas)

O nome já entrega né? Steve Rogers foi o primeiro a chegar. Ele já existia muito antes de Nick Fury sonhar em pensar na tal iniciativa Vingadores. Criado em 1942 para derrotar nazistas.

Agent Carter (Marvel One-Shots*)
Um ano após o desaparecimento do capitão, Peggy está relegada ao trabalho burocrático do Exército. Diante de uma oportunidade, ela agarra a possibilidade de ir a campo, e acaba solucionando um caso sozinha, deixando seu chefe machista furioso. Antes que ele possa puni-la, uma ligação de Howard Stark a designa para a recém-formada S.H.I.E.L.D. Este curta vai de encontro à cronologia da série de TV, onde a agência fora criada mais tarde.

Com o capitão congelado, só sobrou a Peggy Carter para salvar o mundo. Depois de vencer a guerra, a moça trabalhou na SSR (Reserva Científica Estratégica). As aventuras dela começam em 1946, e se mantém nesta década ao longo das duas temporadas. Mas a moça, ajudou a criar a S.H.I.E.L.D., volta e meia aparece nos filmes e na série de TV dos agentes. Infelizmente a série foi cancelada antes que a S.H.I.E.L.D. tomasse forma, mas a agência começou a nascer ali.

Capitã Marvel
Primeira protagonista feminina do universo, o filme de apresentação de Carol Danvers se passa em 1995. Além de apresentar a personagem e criar sua relação com Nick Fury, o longa ainda precisa explicar onde a heroína estava entre esta aventura e sua aparição em Vingadores Ultimato.

Homem de Ferro
O filme do Tony Stark, foi a primeira produção da Marvel, o grande pontapé bem sucedido para estabelecer o universo. E já que o capitão estava congelado nesse momento e Hank Pym agia escondido por seu tamanho, ele reinaugurou a era dos heróis. Se passa na mesma época em que foi lançado, 2008.

O Incrível Hulk
Também se passa mais ou menos na mesma época em que foi lançado, 2008. Geralmente esquecido pois Edward Norton, que vivia Bruce Banner na produção, não entrou em acordo para reprisar seu papel no primeiro Vingadores, sendo substituído por Mark Ruffalo. Mesmo assim, o novo intérprete do Hulk menciona acontecimentos de seu predecessor, então faz parte do universo.

Se passa pouco tempo depois do primeiro filme e ainda lida com as consequências da estreia de Tony como herói.
Fan art criada por  Rico Jr.

A Funny Thing Happened on the Way to Thor's Hammer (Marvel One-Shots )
Quando está à caminho do Novo México para analisar o martelo de Thor, o agente Coulson impede um assalto em um posto no qual faz uma parada para abastecer.

Thor
O deus do trovão também fez sua estreia situado cronologicamente mais, ou menos na época em que foi lançado, 2011.

The Consultant (Marvel One-Shots)
Pouco após os eventos de Thor, o agente Phil Coulson se encontra com o agente Jasper Sitwell, avisando que o Conselho de Segurança Mundial quer tirar Emil Blonsky, o Abominável, da prisão para se juntar aos Vingadores. Relutantes em libertar alguém tão perigoso, Coulson e Sitwell decidem mandar alguém que sabotasse a reunião com o General Ross e fazê-los desistir da ideia.
Posteres de todos os Marvel One-Shots

O histórico primeiro encontro de todos os personagens apresentados até então, aconteceu em 2012. Mesma época em que foi lançado, e firmou de vez tanto a franquia, quanto a fórmula Marvel.

Item 47 (Marvel One-Shots)
Um casal decide assaltar bancos usando uma arma chitauri recuperada após a batalha de Nova York. Um agente da S.H.I.E.L.D. é enviado para lidar com o problema.

Provavelmente ainda se passa em 2012-2013, já que Tony Stark ainda está lidando com os eventos da batalha de Nova York.

All Hail the King (Marvel One-Shots)
Trevor Slattery, o "Mandarim" de Homem de Ferro 3 está cumprindo pena na prisão Seagate, quando é abordado pelo documentarista Jack Norris, que quer investigar seu passado.

Algum tempo depois de sua morte no primeiro Vingadores, o Agente Coulson volta para comandar uma equipe especial de agentes da S.H.I.E.L.D.; Nesse período, a série se comunicava constantemente com os eventos do cinema, logo...

Já era 2013, quando Thor voltou à terra, bem no meio da primeira temporada de Agentes da S.H.I.E.L.D. ...

Por isso, no meio da primeira temporada, Coulson e cia, precisam limpar a bagunça da batalha em Londres. E o episódio 16 termina com a deixa certinha para começar a próxima aventura do Capitão.

Quem assistiu ao episódio 16 de Agents of S.H.I.E.L.D., às vésperas da estreia deste filme, não conseguiu evitar a ansiedade, já que o gancho da série terminava com a revelação que move o longa: a agência estava comprometida.
Fan art criada por  Rico Jr.

Estrago feito, os Agentes precisam lidar com as consequências de não ter mais uma agência, e ainda limpar a bagunça que a HYDRA deixou para trás.

Isoladão em um quadrante distante da galáxia, os Guardiões, tinham apenas o Colecionador (que apareceu nos créditos de Mundo Sombrio) como conexão com os outros heróis.

James Gun queria trabalhar mais a dinâmica de sua equipe recém formada (e vender bonequinhos do Baby Groot), por isso a segunda aventura se passa apenas algumas semanas após a primeira.

Demolidor – temporada 1
A batalha de Nova York e a existência dos Vingadores é sugerida na série, por isso, sabemos que ela se passa mais ou menos na época em que foi lançada. Embora as chances dos heróis urbanos da Marvel aparecerem no cinema.

Ainda lidando com os últimos tentáculos da Hydra, são os agentes da S.H.I.E.L.D., em processo de reconstrução da agência, que localizam o cetro de Loki que a super-equipe vai buscar no início de Era de Ultron

O filme conversa com a série de TV, apresenta gente nova e ainda sedimenta os novos caminhos de Thor e Hulk, e do mundo em relação às super-pessoas.

Apesar de ainda fazer parte do universo, a partir daqui a série começa a interagir cada vez menos com seus colegas da tela grande.

Jessica Jones – temporada 1
O cenário de Jéssica é a mesma NY da Torre Stark e do Demolidor, mas a ligação mais forte é mesmo com o Demônio de Hell's Kitchen.

Já devemos estar em 2015, e Matt Murdock continua expandindo o universo da Marvel-Netflix, com Elektra, o Justiceiro e a base para a reunião dos heróis urbanos.

Dr. Hank Pym não quis fazer negócios com Peggy Carter e Howard Stark nos anos de 1990, mas aventura mesmo acontece em 2015. Chegamos a ver a nova sede dos Vingadores inaugurada em Era de Ultron.

Luke Cage – temporada 1 (2016)
Diferentona, a série de TV tem ares da década de 1970, mas se passa em 2016, só faz conexões com as séries da Netflix.

Inumanos e Hydra (ela não morre mesmo), ainda assombram os agentes da TV.

Danny Randy finalmente chegou para completar a independente equipe televisiva.

Ele já estava sendo vigiado pela Hydra lá em Soldado Invernal. Agora sabemos que a organização maléfica estava correta em se preocupar.

Um tempinho depois dos estragos de Era de Ultron, o mundo resolve que quer controlar os heróis com o tratado de Sokovia, e a coisa não terminou muito bem.

O, então príncipe, T'Challa e seu pai estavam nos eventos de Guerra Civil, e o monarca de Wakanda perdeu a vida. O Pantera Negra passa seu filme sendo apresentado, não como super-herói, mas como rei.

Completamente isolados, os heróis urbanos se reúnem pela primeira vez.

Mais isolado ainda é Frank Castle em seu caminho de vingança.

Slingshot (webseries)
A inumana Elena “Yo-Yo” Rodriguez, precisa assinar o tratado de Sokovia, mas as restrições do acordo vão de encontro à uma missão particular que ela precisa cumprir. Websérie criada para a ABC.com, se passa pouco antes do início da quarta temporada da série Marvel Agents of S.H.I.E.L.D da qual a personagem faz parte.

Diferente dos Defensores o pessoal da S.H.I.E.L.D. precisa se preocupar com o tratado de Sokovia, além de lidar com seus problemas que incluem o Motoqueiro Fantasma. Apesar de o número de inumanos e consequentemente pessoas com poderes ter diminuído bastante nessa temporada.

O teioso ainda está empolgado com a sua participação na batalha do aeroporto em Guerra Civil. Enquanto seu vilão ganha a vida comercializando tecnologia deixada para trás nas batalha anteriores dos heróis.

Inumanos – temporada 1
Foi por causa dessa série que o numero de inumanos em S.H.I.E.L.D diminuiu. O resultado não foi positivo, e a relação com os demais personagens é pouca pode pular essa.


Os agentes continuam seguindo sua jornada. Será que os Vingadores originais vão finalmente descobrir que o Coulson, cuja morte os reuniu ainda está vivo?

Homem-Formiga e a Vespa
Scott e Hope tem sua primeira aventura após os eventos de Guerra Civil. Precisam lidar com as consequências da participação do Homem-Formiga na luta, além é claro do vilão da vez.
Fan art criada por  Rico Jr.

Thor e Hulk se reencontram e se colocam a postos para encontrar o Thano, literalmente. É a aventura imediatamente anterior á Guerra Infinita.

Marvel's Runaways - temporada 1
A série para o serviço de streaming Hulu teve apenas uma temporada e ainda não chamou muita atenção, mas antes mesmo de sua estreia sua conexão com o MCU foi anunciada. Foi relevado na New York Comic Con que o Cajado do Absoluto estaria presente na série, este objeto seria o mesmo que está presente em uma das cenas deletadas de Doutor Estranho.

A super-heroína voltou para seu segundo ano, sem grandes conexões com os filmes, além de se passar na mesma NY preocupada com a existência de super-pessoas.

Vingadores: Guerra Infinita...

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Ops! Acho que minha "listinha" de maratona ficou mais longa do que eu imaginava. E aí? Há quantas anda sua maratona? Já assistiu todo o conteúdo do Universo Cinematográfico das Marvel? Pretende ver? O que acha essencial, o que é dispensável? Vamos discutindo e tentando controlar a ansiedade até dia 26 de abril, quando Thanos finalmente vem concretizar essa super esperada Guerra Infinita!

*Marvel One-Shots é uma série de curta-metragens diretamente em vídeo, produzidos entre 2011 e 2014, que aprofundavam um pouco mais determinados eventos ou personagens do MCU. Eles estão disponíveis como conteúdo extra nos Blu-rays de alguns longas-metragem.

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