segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

The Walking Dead - 8ª temporada (parte 1)

A primeira metade da temporada de The Walking Dead bem que poderia ter apenas três episódios: o de início que situa todos, o final climático com gancho para o retorno no ano seguinte e um único episódio no meio para condensar os acontecimento dos outros seis capítulos. Ao menos este ano, a metade de 2017 da 8ª temporada parece mais focada em seu desfecho, embora a jornada até ele não esteja livre dos tradicionais altos e baixos.

Alexandria, O Reino, e Hilltop colocam em prática seu plano para derrotar os Salvadores logo no primeiro episódio, sem enrolações ou explicações para o expectador. Tentar compreender o plano conforme ele se desenrola, em meio à cenas de ação por vezes exageradas e desenfreadas, é uma das partes interessantes desta temporada. Entretanto, no meio desta "luta", existem humanos com suas falhas obsessões e paixões.

É principalmente nessas pausas para desenvolver estes interesses paralelos que a série encontra seus extremos. Ora arrasta a narrativa para abordar que o programa já discutiu exaustivamente (Jesus e Morgan brigando pela vida dos reféns). Ora desenvolve arcos de personagens que não são exatamente os de maior interesse do público. Curiosamente o odiado padre Gabriel ganhou um caminho surpreendente. Já o inexpressivo Aaron começa a ganhar importância após uma morte sem grande impacto na audiência. Enquanto Eugene arrasta seu conflito interno sobre qual lado escolher.

No meio de tudo isso, os protagonistas perdem espaço, não pelo excesso de personagens, mas pela falta de equilíbrio para abordar cada um deles. O mega-vilão Negan pouco aparece, mesmo com a incrível habilidade de seu intérprete Jeffrey Dean Morgan de roubar a cena.

Maggie tem seu amadurecimento como líder desenvolvido em poucas, porém eficientes cenas que teriam melhor efeito se não estivessem tão espalhadas ao longo dos oito episódios. É Ezekiel quem ganha um um desenvolvimento mais focado. O Rei otimista, é relembrado à força da crueldade desse mundo, e precisa redescobrir os motivos por que se tornou líder.

E o que dizer de Rosita, Michone e Carl, deixados em casa literalmente, por grande parte desta mid-season. Enquanto o sumiço de Danai Gurira é claramente justificado pela sua atarefada agenda que incluía as gravações de Pantera Negra, a ausência de Chandler Riggs é mais preocupante diante do desfecho de seu personagem no excelente, porém muito escuro mid-season-finale. Seria muito mais interessante ver este Carl mais maduro ao longo dos episódios do que apenas neste último.

Com metade da sua "equipe" em casa Alexandria, resta à Rick seguir seu plano, que por vezes soa, e é, sem pé nem cabeça (porque contar com o pessoal do Lixão novamente?). Além de lidar com os companheiros que saíram em missão, alguns deles tão afetados por Negan, que não demoram a causar conflitos internos e colocar o plano em risco.

Com uma reviravolta surpreendente em seus últimos momentos, e um flashfoward/sonho/alucinação(???) mal explicado, a oitava temporada de The Walking Dead até aumenta a quantidade de ação, mas entrega o mesmo ritmo narrativo oscilante. Mantendo assim, a mais longa jornada de todas intacta: a dos dedicados fãs à espera de uma temporada equilibrada. Enquanto isso, não esqueça, corte a cabeça ou destrua o cérebro!

The Walking Dead retorna apenas em fevereiro de 2018. No Brasil a série é exibida pelo canal Fox. 

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