Eu sei, Jane the Virgin já acabou, a última temporada encerrou em 2019. Entretanto, foi só em julho deste ano que os episódios finais chegaram na Netflix, o que torna este momento perfeito para eu defender uma maratona da série. Jane é uma série perfeita para brasileiros, e eu vou provar.
Jane Gloriana Vilanueva (Gina Rodriguez) é uma jovem estadunidense de origem venezuelana, que prometeu para sua avó ainda na infância, que guardaria sua virgindade até o casamento. O que ela tem cumprido, até que em uma consulta de rotina ela é inseminada artificialmente por engano. E é claro, como toda boa latina, Jane cresceu assistindo telenovelas, e essa é a linguagem com a qual sua história nos é contada.
1 - Linguagem confortável

2 - Realismo mágico e metalinguagem

3 - Representatividade sem caricatura.

Além disso, a trama é focada em uma família de três mulheres, as Vilanuevas, Alba (Ivonne Coll), Xiomara (Andrea Navedo) e Jane. Uma família de avó, mãe e filha, quem vivem bem sem uma figura masculina. Mulheres chefes de família representam boa parte de nossa sociedade.
4 - Ainda sobre representatividade...
Jane é uma jovem bonita, mas está longe de atender aos padrões absurdos do mercado. E isso nunca é um impedimento, sequer um assunto, mesmo diante de sua concorrente tipo modelo, a Petra (Yael Grobglas). Uma pessoa comum que tem o direito de se sentir bonita como é.
5 - Família
É uma série sobre famílias, de diferentes formatos e tamanhos. Ligadas por laços de sangue ou afinidade, e até a partir de desafetos. A série prova que não há regras para a forma de construí-las, o que importa são as relações que você constrói.
A partir daqui, vou mencionar motivos que envolvem a trama, e desenvolvimento dos personagens. Mas cama, não vou dizer exatamente o que acontece, ou como acontece, não é spoiler.
6 - Evolução
Todos os personagens principais tem sua evolução ao longo das cinco temporadas. Da protagonista à vilã, passando por todos os personagens de apoio, todos aprendem e amadurecem com as experiências. Os fazendo afastar ainda mais de possíveis estereótipos como, a latina caliente ou o galã sem empatia. A exceção talvez seja Michael (Brett Dier), que já começa a história como o par perfeito, e tem sua evolução presa à de Jane. Felizmente, a produção parece perceber isso, e decide trabalhar isso usando a liberdade criativa das telenovelas.
7 - Sororidade
E por falar em evolução de personagem, fique de olho em Petra. É ela quem mais evolui, passando de vilã detestável à personagem que amamos, de forma gradual e surpreendente. É com ela que temos os melhores e mais curiosos exemplos de sororidade. É claro, o apoio entre mulheres é sempre uma predominante no núcleo familiar das Vilanuevas.
8 - Mocinhos sensíveis
Nada de masculinidade frágil por aqui, o que pode ser comum em algumas telenovelas. Os mocinhos tem o direito de sentir, se emocionar, se sentir inseguros, errar. Mesmo aqueles que começam a jornada com os pés na masculinidade tóxica tem a oportunidade de evoluir e se tornar pessoas melhores.
9 - Temas complexos, sem perder a leveza

10 - Termina tão bem quanto começou
Com a solução de todas as dificuldades, e um belo casamento, como toda novela deve terminar. A série tem exatos 100 episódios, distribuídos ao longo de cinco temporadas.
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Uma telenovela em formato de série americana sobre uma virgem chamada Jane. Quem imaginaria que esta premissa teria tanto a oferecer. Jane the Virgin pode parecer bobinha, mas tem texto inteligente, narrativa criativa e trata de temas atuais com leveza e responsabilidade.
E além de tudo isso, é extremamente carismática e divertida. Vale ou não vale a maratona?
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