Besouro - Ah! E por falar nisso...

sábado, 14 de novembro de 2009

Besouro

Manoel Henrrique Pereira, foi um jovem capoeirista baiano que defendia os interesses dos negros no início do século XX. Mais conhecido como Besouro (Ailton Carmo) o jovem, era dono de feitos dignos de super-heróis, tinha o corpo fechado era invulnerável a balas e escapava da morte com ator inimagináveis. Fatos históricos, lendas e ficção são a base do filme Besouro de João Daniel Tikhomiroff. Inspirado pelo livro Feijoada no Paraíso de Marco Carvalho.

Depois o assassinato de seu mestre capoeirista, Besouro (Ailton Carmo) inicia a luta contra a opressão dos negros, ainda vigente no reconcavo baiano, cerca de 40 anos após da abolição da escravatura. Para tal contava com a proteção dos Orixás, e com a capoeira. A arte marcial, ilegal na época (hoje é patrimonio cultural brasileiro), é mostrada no filme de forma espetacular. As lutas foram coreografadas por Huen Chiu Ku, que cuidou de sequências de ação de filmes como O Tigre e o Dragão e Kill Bill.

Por divergir dos gêneros tradicionais que o cinema brasileiro tem oferecido (comédias, dramas e documentários), Besouro já tem seu mérito. Além da ação e da fantasia o longa mostra uma nova face do Brasil na tela grande. O elenco de novatos, a maioria capoeristas de verdade, surpreende pelo entrosamento, tanto do grupo quando com a história. O destaque fica a cargo da interprete de Dinorá (Jessica Barbosa), a personagem criada apenas para o filme tem a melhor sequencia de vinguança do filme.

Talvez o único deslize seja o arrasto da história. Em alguns momentos o herói é passivo demais deixando a narrativa a cargo dos coadjuvantes. O que entrega um volume menor de cenas de ação do que o esperado pelo público, uma vez que, as imagens e trailers da produção criaram bastante expectativa.

A grande batalha final, tradicional em filmes de ação, é curta quase inexistente. O que embora decepcionante para alguns, concede maior força, não ao herói, mas a o que ele representa. O grande trunfo de Besouro na história não é a sua luta, mas as lutas que foram inspiradas pela sua. Ao cinema nacional resta a esperança que a semente que Besouro plantou, nas tela grande vingue, trazendo novos gêneros, narrativas e novos "Brasis" para a sala escura.

Besouro
Brasil - 2009 - 95 min
Ação

Nenhum comentário:

Post Top Ad