quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Comic Con Experience: A Experiência - 2017

Frequentando a Comic Con Experience desde seu primeiro ano, em 2014, me habituei a fazer sempre três posts dedicados ao evento: os painéis, a feira e a experiência. Este ano, resolvi me ater apenas ao último e mais abrangente. Primeiro porque esta edição foi a que menos participei de painéis, segundo porque a feira esta tão grande (oficialmente a maior do mundo) que um texto detalhando os standes seria gigantesco. E principalmente porque este ano foi o primeiro em que minha experiência tomou rumos incomuns. Foi por essa diferença também, que atrasei propositalmente este post. Esperei a poeira baixar e as idéias se assentarem antes de escrever.
Domingo, a pilha já estava quase no fim....
Em 2016, sai do evento feliz não apenas pelo seu crescimento, mas também por parecer que a organização estava preparada para isso. Este ano a convenção cresceu novamente, e a tal preparação caiu por terra. Parece mesmo que falta um cálculo comparando espaço no pavilhão, tempo das atividades e número de pessoas. 

Os estandes foram os que mais subestimaram o público. Alguns com atividades muito demoradas, que criavam filas de horas (a nossa mais longa foi 3h30, mas ouvimos relatos de quem ficara na espera por 5h), e muitos brindes que acabavam cedo, deixando os participantes que esperaram sem nenhuma recompensa. E claro, não tinha espaço para essas filas enormes dentro dos estandes, com isso e lá se fora boa parte do espaço do corredor. Funcionário despreparado e mal humorado? Teve também, felizmente estes eram a minoria. 

Só 3h30 nessa fila para conseguir a cobiçada sacola da Warner!

Houve também empresa exigindo postagem em redes sociais com hashtag própria para participar das atividades ou ganhar os brindes. Mesmo sendo alertados a cada 2 visitantes de que nem todas as operadoras tem sinal no pavilhão. - E se você não usa redes sociais? Não tem plano de internet? Ou smartphone? - Uma estratégia de marketing preconceituosa, exclusiva, compulsória e nada esperta considerando que bastava apagar a postagem assim que saísse do estande. O que fiz com todos aqueles que exigiam a postagem. 

Fica dica empresas: divulga a hashtag, sugere, mas não obriga. A galera vai usar naturalmente, vai manter (mantive alguns, olha lá no meu insta), e não vai sair com má impressão da sua marca.

Nos fins de semana, teve que não escapasse de ficar sem mesa nas praças de alimentação. As opções para comer eram muitas, variadas e espalhadas por toda a feira. Já os preços, são aqueles que já estamos acostumados em eventos fechados no Brasil, leia-se: salgados! Salvam-se aqui os banheiros e bebedouros, sempre limpos e funcionando, tinha fila sim, (lógico!) mas andava rápido. Ponto para a manutenção do São Paulo Expo. 

O deslocamento gratuito do metrô para o pavilhão, e principalmente a volta para casa (inclua aqui, os transporte particular), continuam um desafio, marcado por engarrafamentos gigantescos e confusão. Muita gente ficou horas na fila após o fechamento do pavilhão, nós andamos - muito!
Auditório Cinemark
Apesar do que muita gente vai dizer, os muitos cancelamentos em cima da hora do Auditório Cinemark não foram o ponto mais decepcionante, mas sim o fato de que o espaço praticamente não cresceu para acompanhar o público. A programação do dia também não ajudava a circulação do público. A colocação dos pop-stars no fim ou meio do dia, prendia os assentos de uma platéia que não necessariamente estava interessada nas atrações anteriores. O resultado, foram quadrinistas sendo recebidos por uma platéia apática, ou um esvaziamento assustador quando um ou outro astro saia no meio do dia. Faltou equilíbrio!

Outra novidade foi começar mais tarde e terminar mais cedo. Não, isso não é bom! Principalmente se você tem ingresso para apenas um dia. Basta fazer as contas: duas horas de evento a menos por dia, e atrações com  três horas de fila, se você tem um dia só tem que escolher: participar de um par de atividades, ou ver (literalmente só olhar) a feira. Fiquei lá pelos quatro dias, só um deles presa em painéis e saí com a sensação de que vi pouca coisa. 

Abertura tão tarde que o estacionamento não era suficiente
para todo mundo. O resultado? Filas no caminho!
Calma, não comprei isso tudo! Tem brindes
e compras das coleguinhas
Há quem diga que a mudança de horários foi para acompanhar o privilégio dos pacotes Epic e Full, que poderiam entrar uma hora antes dos demais. Se for verdade a coisa fica mais complicada. Oferecer um benefício a eles é uma coisa, tirar uma hora de evento de quem pagou menos para favorecer quem tem mais dinheiro é outra. 

Posso ter visto pouco, em compensação o que comprei.... "Shopping Nerd", sim ouvi esta expressão este ano. E mais de uma vez. Nada contra vender artigos especializados para o público alvo na feira, aliais, queremos isso. Mas não é só isso, viu? Tem que ter atividade, tem que ter experiência e se possível um descontinho. Do contrário, não vejo motivo para sair de casa, pagar ingresso e passar horas na fila para adquirir produtos que posso comprar online (O Artist's "Alley não se aplica nessa regra, claro!)

Odeio fazer um texto tão crítico, mas esta foi sim a pior edição da CCXP. Tiveram, coisas boas, mas estas foram eclipsadas pelo stress e cansaço provocado pelos erros. Momento épico? Não vivi nenhum esse ano! Só espero que os organizadores vejam estas críticas de forma construtiva e corrijam estes erros. Porque ainda adoro o evento e quero vê-lo melhorar, para voltar a ter a empolgação de comprar no primeiro lote, sem badalação, sem mega atrações confirmadas só na expectativa de compartilhar aquele espírito de comunidade que encontrei em 2014. Saí do evento me questionando se valeria a pena retornar em 2018, e não gostei da sensação. 
Pouquinha gente (#SóQueNão) no dia mais tranquilo - quinta-feira!
Sobre a Comic Con Experience 2017, a "maior do mundo": os preços aumentaram, o público aumentou, a espera e o stress também, já o tempo diminuiu e a experiencia se empobreceu. A proposta inicial de se viver uma experiência épica se perdeu. 

É muito legal ter o título de maior do mundo, mas que tal ser "A Melhor"?

Leia também detalhes sobre as edições anteriores da Comic Con Experience.
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